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Atraso em obras de estádios ameaça Copa das Confederações O Brasil é o país mais atrasado em todas as edições para providenciar a estrutura mínima da competição pré-Copa do Mundo

O Brasil é o país mais atrasado em todas as edições para providenciar a estrutura mínima da competição pré-Copa do Mundo


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Imagem: Divulgação
Maquete virtual do ‘Fielzão’: estádio mais cotado para a sede paulista da Copa ainda trabalha com projeto de 48 mil lugares e tem previsão de conclusão para fevereiro de 2013

Após inúmeras críticas da Fifa, as obras dos estádios da Copa de 2014 enfim dão sinal de avanço. Mesmo assim, em pelo menos cinco das 12 sedes do Mundial a situação permanece indefinida ou as reformas e construções não começaram.

A demora no início dos trabalhos começa a ameaçar a realização da Copa das Confederações, como mostra levantamento do Portal 2014 (copa2014.org.br). O evento-teste acontece daqui a 33 meses, enquanto, segundo o próprio Comitê Organizador da Copa (COL), um estádio leva ao menos 30 para ficar pronto. Desde que a Fifa utiliza a Copa das Confederações como evento-teste para o Mundial, a organização brasileira para a edição de 2013 já é a mais atrasada. A situação é inversa à Alemanha (2005) e Japão/Coreia (2001), que tinham ao menos duas arenas prontas a pouco mais de três anos da competição. O atraso brasileiro só se compara ao da África do Sul, cujas quatro arenas do torneio preparatório foram concluídas a poucos meses do pontapé inicial.

A pesquisa mostra que três capitais do Nordeste estão com obras paradas. Recife e Fortaleza já terminaram as licitações, mas não conseguiram tirar suas arenas do papel. Natal, por sua vez, promete lançar o edital na próxima segunda-feira (20/9) e corre o risco de iniciar a construção do Estádio das Dunas apenas em 2011.

No Sudeste, São Paulo ainda patina para definir sua arena. Após o veto ao Morumbi, surgiu como opção o novo estádio do Corinthians. No entanto, o comitê paulista não oficializou a escolha da arena, enquanto o clube permanece alheio ao Mundial, tocando o projeto para 48 mil pessoas.

A situação começa a melhorar em Curitiba. Após um ano de idas e vindas, o Atlético-PR deve assinar na segunda acordo com a prefeitura e o governo do Paraná. Levará R$ 90 milhões com a venda do potencial construtivo, em esquema que ainda depende de aval dos vereadores e dos deputados estaduais.

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