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Brasil deve aproveitar Copa do Mundo para incentivar turismo A expectativa do país é de que 600 mil turistas visitem as cidades-sede dos jogos da Copa de 2014

A expectativa do país é de que 600 mil turistas visitem as cidades-sede dos jogos da Copa de 2014


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O Brasil se prepara para oferecer financiamentos a obras de infraestrutura básica, hoteleira e de lazer para sediar a Copa do Mundo de 2014. Já estão à disposição US$ 1 bilhão, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e US$ 1 bilhão, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para a construção e reforma de hotéis e pousadas, que quanto mais sustentáveis mais vantagens terão. A Cooperação Andina de Fomento também está financiando o Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) em todo o país.

O ministro do Turismo, Luiz Barretto, disse que o grande legado para o setor será a ampliação do número de destinos no país, a melhoria da infraestrutura, dos hotéis e da qualificação profissional. “É importante nessa experiência dos jogos mobilizar toda a sociedade para a realização da Copa. Não vai ter jeitinho brasileiro, nós não vamos poder mudar as datas. Isso funciona como um grande planejamento, já que as entregas vão ocorrer perto dessa data”.
Barretto explicou que são trabalhados quatro grandes eixos – no primeiro a infraestrutura, no segundo a qualificação, no terceiro a hotelaria e no quarto a promoção. "O grande legado que a gente pode deixar na promoção é tornar o destino mais conhecido”.

O turismo nas Copas passadas – O turismo é um setor vital para os países que sediam uma Copa do Mundo de Futebol. Em 1998, a França recebeu para o Mundial 500 mil turistas, o Japão em 2002, 400 mil, e a Alemanha em 2006, o número recorde de 2 milhões.

De acordo com o consultor da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e diretor da Federação Alemã de Futebol Horst Schmidt, em quase todas as localidades houve um crescimento de 5% a 7% no número de turistas um ano depois do Mundial. Ele disse que o evento foi um motivo para que o setor hoteleiro se renovasse. “Construções ou restaurações de hotéis são necessárias em um acontecimento desse porte. Devemos nos certificar se há leitos disponíveis para receber milhares de torcedores de todo o mundo."

O seminarista Bruno Pereira está em Berlim há cinco anos e conta que a recepção positiva dos alemães, historicamente conhecidos pelo preconceito contra estrangeiros, foi importante. “Essa ação da Copa do Mundo dá às pessoas um pouco de calor humano. Visitantes chegaram aqui de todo o mundo num espírito realmente de muita alegria. Eu me lembro dos alemães muito felizes com tudo isso, de receber as pessoas, esse jogos."

Na França, a Copa foi importante para levar turistas a outras regiões. O líder da maioria no Conselho Municipal de Marselha, Ives Morraine, destacou que a Copa foi importante para mudar a imagem da cidade. “Vendo a longo prazo, é certo que a Copa do Mundo de Futebol de 1998 foi uma reviravolta para Marselha. A cidade mudou de ares. Antes de 1998, era conhecida como Marselha, a mal-amada, Marselha e seus problemas de delinquência, Marselha perigosa. A partir de 1998, com as imagens transmitidas para o mundo inteiro, a cidade virou moda”.

Saint Dennis, que fica a dez quilômetros de Paris, era uma região abandonada. Com a construção do Estádio da França e a transformação na infraestrutura local, mais pessoas visitam hoje o local. A secretária-geral para Grandes Eventos Esportivos da França, Therése Salvador, conta que depois da Copa muita coisa mudou.

“As pessoas não vêm apenas de Saint-Dennis. Quando há uma ópera ou um show, o estádio fica cheio de gente vinda de toda a França. Tudo isso obrigou uma melhoria de hotéis, restaurantes, decoração e da manutenção da cidade. As pessoas se tornaram orgulhosas de morar lá. Elas gostaram do fato de a cidade ter ficado mais limpa. Saint-Denis é um lugar visitado, há uma Basílica, onde estão enterrados os reis da França”.

Na África do Sul, as primeiras estimativas eram de 750 mil turistas, número que caiu para 250 mil. De acordo com os organizadores, as previsões foram reduzidas devido à crise econômica que afetou grande parte dos países apaixonados por futebol e ao alto custo de viajar ao Continente Africano. Por outro lado, também há o problema da violência, que pode ter afastado muitos turistas.

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