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Clickfoz entrevista Black Drawing Chalks Em meio a uma turnê pelo sul do Brasil e Argentina, a banda fez uma apresentação em Foz do Iguaçu e conversou com a redação do Clickfoz sobre carreira e planos futuros

Em meio a uma turnê pelo sul do Brasil e Argentina, a banda fez uma apresentação em Foz do Iguaçu e conversou com a redação do Clickfoz sobre carreira e planos futuros


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Fotos: Click Foz do Iguaçu – Augusto Conter
A banda goiana revelação do rock no ano passado se apresentou em Foz do Iguaçu

 

A vida é realmente um grande feriado para o Black Drawing Chalks. “Life is a Big Holiday for us” não é só a frase que intitula o segundo álbum do grupo, mas, também, um lema utilizado pelos músicos para definir o estilo de vida que levam.
A banda de nome complicado, com origem em um estojo alemão de carvões para desenho, é composta por quatro rapazes que levam uma vida dupla. Além das carreiras “convencionais”, o arquiteto Denis De Castro (Baixo), o advogado Renato Cunha (Guitarra) e os designers gráficos Douglas De Castro (Bateria) e Victor Rocha (Guitarra e Vocal) estão à frente de uma banda de rock e encabeçam inúmeros projetos paralelos ligados a música. Esforço que já rendeu a eles um estilo de vida invejável e reconhecimento de público e crítica.
 
Vocês são uma das bandas brasileiras que mais se destacaram no cenário independente no ano passado, sendo eleita pela revista Rolling Stone como banda nacional de melhor álbum, música e clipe. Muito desse destaque também foi conquistado devido à repercussão do vídeo clipe de “My Favorite Way”, que concorreu ao VMB 2009 nas categorias Aposta MTV, Rock Alternativo e Videoclipe do ano. Conte-nos mais sobre esse vídeo. A idéia da animação partiu da própria banda?

Denis: A idéia do clipe surgiu de um amigo nosso, Mark, que é professor dos meninos e designer também. Ele chegou para nós e disse “borá fazer um clipe pessoal? Uma animação! Vocês fazem os desenhos, serviço de peão mesmo, e eu faço a produção”. Aceitado o desafio, Victor e o Douglas fizeram as ilustrações e eu e o Renatão ficamos “scaneando” desenhos dos dois as madrugadas inteiras, frame por frame. Pra gente foi uma grande surpresa quando ele foi indicado para o VMB.

 
O público que prestigiou o show da banda em Foz do Iguaçu

 

Vocês inovaram ao recentemente lançar um clipe para ser visto em 3D. De onde surgiu essa idéia e como foi à concepção do clipe? Não se incomodam se ele não passar na TV devido ao efeito especial que necessita de óculos especiais?

Denis: O clipe surgiu no mesmo sistema do anterior. O Mark e os meninos nunca tinham trabalhado com 3D, assim como antes do “My Favorite Way” nunca tinham feito nenhuma animação. Com “Don’t Take My Beer”, de novo, foi tudo uma grande experiência. O Mark chegou falando em fazer um teste com a banda: pegar umas imagens de nós ensaiando para brincar com a tecnologia 3D, algo que ele estava estudando. Então, dissemos: “então borá fazer outro clipe?”, e foi aí que surgiu. Mas, o clipe não tinha pretensão de ser clipe, era apenas um teste. Só sabíamos que seria um clipe depois dele estar gravado e de ter ficado legal. Não tinha mesmo a pretensão de passar na TV direto e aquela preocupação de estar acompanhado dos óculos. 
Renato: E dá pra ser visto sem os óculos. É mais pela estética 3D que pela imagem. Achamos legal aquela coisa embaçada.
Denis: É, na verdade é um possível clipe 3D. Não é o novo 3D que está nos cinemas. É o 3D antigo. Então, na verdade nossa idéia é um clipe com o imaginário 3D! Tanto que pra quem assiste usando os óculos a imagem não é aquela que salta na tela, mas, que explora mais a profundidade.
 

 

Clipe em 3D lançado pelo Black Drawing Chalks. Para a visualização com o efeito, deve-se usar um par de óculos
anáglifos, que são aqueles que podem ser feitos com papel celofane com uma "lente" vermelha e outra azul.

 
Vocês já tocaram em um festival no Canadá em 2009. Saindo de Foz, há mais dois shows no sul e depois uma turnê pela Argentina. É a primeira vez que vão tocar pela América Latina?

Denis: Sim. É a segunda vez que saímos do Brasil. Lá em Goiânia quando faz frio é 18 graus, então saímos sempre no meio do ano pra passar um frio (risos). Na primeira vez erramos em muitos aspectos, éramos muito “barriga verde”. Agora já estamos mais maduros, somos uma banda mesmo e temos todo um programa estabelecido. Já sabemos trabalhar como uma banda profissional.

 
O baixista Denis de Castro em ação

 

O que veio primeiro: o coletivo de artes plásticas Bicicleta sem Freio ou a banda? Uma coisa ajuda na outra?
Denis: O Bicicleta sem freio surgiu enquanto o Victor e o Douglas estavam ainda na faculdade, com a idéia de se mostrarem para o mercado. Foi organizado na sala deles com mais ou menos umas 10 pessoas. Com o tempo, muitos foram abandonando indo atrás das suas carreiras. A banda surgiu depois, mas uma não atrapalhou a outra, com tudo crescendo junto em paralelo.
 
De onde veio o contato da Converse para vocês protagonizarem a campanha deles? Conte-nos um pouco mais dessa campanha.
Victor: é uma campanha mundial com bandas ao redor do mundo, com um minuto para cada. Foi a central de Los Angeles que organizou, juntando grupos que usavam os tênis. No Brasil escolheram a gente, não sei por que. Talvez porque além do som a gente desenha, faz tatuagem… e é legal que uma coisa ajuda a outra: quando o Bicicleta dá certo ajuda a banda e a banda ajuda o Bicicleta, são dois pilares.
 
A cena de Goiânia tem chamado a atenção do cenário independente nacional quase tanto como o a de São Paulo e do Rio de Janeiro, principalmente com a realização anual do festival Goiânia Noise. Como é a relação de vocês com as bandas e os festivais locais? O que acham do apelido Goiânia Rock City? O Goiânia Noise pode ser considerado o melhor festival independente do Brasil?
Denis: Goiânia tem muitas bandas. E o forte da cidade é que tem muitos festivais bem estruturados, o que permite um intercâmbio de influências muito grande. No caso, esse apelido é bom, sim. É o lugar que fazemos nossos maiores shows. Seria meio pretensão falar que é o melhor do Brasil, mas é um dos melhores, com certeza. E o público também é um dos melhores, muito sedento por novidade. Nós nunca que somos a melhor banda de Goiânia. Somos conhecidos, mas tem muita banda boa. Se eu for falar todas elas fico até amanhã, mas dá pra citar o Goldfish Memories, Bang Bang Babies, Hellbenders, MQN, Johnny Suxxx… são muito boas! Muito boas mesmo! Derrepente Goiânia é a capital do rock independente do Brasil, sim.
 
Há previsão para um novo álbum em breve?
Denis: No começo do ano gravamos duas músicas, que é o single que estamos lançando nessa turnê e que inclusive disponibilizamos ontem (3/7) durante o show. Em março gravamos um ao vivo, que incluem músicas dos dois CD’s (“Big Deal” e “Life is a Big Holiday for us”) e umas inéditas, que são as duas que estão no single que saí agora e mais uma que não gravamos em estúdio ainda. Então, o próximo álbum vai ser esse ao vivo, que inclusive o Victor já começou a fazer a capa, que vai conter fotos de vários dos nossos fãs. Agora, álbum de inéditas, provavelmente só no ano que vem.
 
Da onde veio esse nome: Black Drawing Chalks?

Denis: Tudo na banda foi muito pensado. Antes do primeiro ensaio já tínhamos músicas, como a banda iria tocar, se portar no palco, o que iríamos vestir… tudo já estava pensado. O nome também já estava escolhido antes da banda estar completa. Surgiu em uma aula de design dos meninos: um amigo nosso tinha um estojo de material que era importado da Alemanha e estava escrito Black Drawing Chalks. O Douglas mostrou para o Mark e para o Victor e disse: “ó, isso aqui é nome de banda”. Aí, em um dos nossos primeiros ensaios o Mark uma vez disse: “isso aí não é nome de banda não!” (risos). Nós sabemos que o nome é complicado, mas com o tempo o pessoal acostuma. O mais importante é que tem tudo a ver.

 
A banda tocou mais músicas do último álbum "Life is a Big Holiday For Us" além de apresentar algumas músicas novas

 

Às vezes vocês fazem shows em parceria com Chuck Hipolitho, ex-Forgotten Boys. Quando e como surgiu essa parceira?
Denis: Ano passado teve o Goiânia Noise e o propósito era que algumas bandas fizessem participações especiais com outras bandas ou músicos. E uma das selecionadas pelo Fabrício, que é nosso manager e produtor do Goiânia Noise, era a nossa. Foi aí que ele, que é amigo do Chuck, deu a idéia e fez o convite. Aí teve uma vez que a gente fez uma tour no Nordeste e ele ia estar lá. Aí antes do Goiânia a gente se encontrou e combinou de fazer um show experimental, já para ver como seria o clima, e rolou um show no “Inferno” (casa de shows em São Paulo). Foi muito legal, deu tudo certo, a gente curtiu ele e ele nós curtiu. Aí depois do Goiânia Noise combinamos até de fazer umas músicas juntos, que é o projeto “Love Bazukas”, que até agora rendeu um EP com quatro músicas.
 
Recentemente, Rick Bonadio falou em uma entrevista que artista que dá a música de graça na internet é porque ela é ruim. Como você vê essa declaração do produtor mais famoso do Brasil?
Victor: A prova de que ele está errado é que nossa música foi eleita a melhor do Brasil pela Rolling Sonte e a gente sempre deixou ela na internet para download. O segredo para uma música como a nossa ser eleita a melhor das melhores é a divulgação! Lógico que tem a parte da banda também, que tem que fazer ela direitinho, mas tem que ter a divulgação. Hoje em dia ninguém mais compra CD, então tem que por na internet pra ter essa visibilidade.
Denis: A idéia dele de música que está atrasada. Tanto que a única banda boa que ele produziu foi o Mamonas Assassinas, que já acabou faz muito tempo. Então, ele morreu, já acabou. E o sistema que ele está habituado também já morreu, está errado para hoje.

Video-clipe do single "My Favorite Way"
 
Pra terminar, uma pergunta que qualquer fã ou pessoa que pretende montar banda tem curiosidade de saber. Há um estigma que músico nacional independente só pega furada, péssimas condições de trabalho! Como é essa vida de roqueiro independente com vocês? A vida é ou não um grande feriado?
Denis: Amanhã é segunda-feira e a gente vai estar em Porto Alegre tocando (risos). “Life is a Big Holiday for us” (tradução: “A vida é um grande feriado para nós”) existe sim, sem dúvidas. Mas tem que ralar. A banda não é só tocar, a gente divide tarefas. O Victor, o Douglas e o Renato cuidam da parte gráfica da banda. O Victor cuida das mídias sociais, da parte de internet. Eu e o Renato cuidamos do agendamento e dos documentos. O Renato fica também com a parte do telefone. Na hora de gravar nós todos que corremos atrás de tudo e ensaiamos sempre três vezes por semana. Então tem trabalho, sim. Já fiquei uma semana dormindo mal e três dias sem dormir nada. Nós trabalhamos muito. Mas, nós sabemos que nossa vida é um grande final de semana quando estamos em plena segunda-feira em uma praia, ou então indo pra Porto Alegre tocar e passar um dia a mais lá porque no outro vamos viajar para a Argentina conhecer novas pessoas, novos lugares… A gente aqui foi pro Paraguai fazer compras e quase conseguimos ir pras Cataratas (risos), vai ficar pra uma próxima, pra gente poder voltar. “Life is a Big Holiday for us” não é irresponsabilidade.
Victor: Lá em Goiânia os roqueiros têm um lema, que é matar um leão. Você quer ser o doidão, rockstar? Pagar de loucão? Então tem que ralar pra pagar suas loucuras. Você quer viajar? Então, trabalha muito, faz seu caixa, entrega todos os seus projetos, aí sim, você vai viajar.
 
Black Drawing Chalks
Twitter – http://twitter.com/blackdrawing

Mais fotos do show você encontra no Flickr do Clickfoz

 

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