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Foz do Iguaçu

Comissão criada em Foz do Iguaçu levará o debate sobre o uso de véu muçulmano à esfera estadual e nacional Equipe foi em Audiência Pública realizada na Câmara de Vereadores

Equipe foi em Audiência Pública realizada na Câmara de Vereadores


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Liberdade religiosa, respeito e interpretação igualitária da lei. Este foi o foco da audiência pública sobre o uso do véu muçulmano em fotografia de documentos públicos de identificação, na manhã desta quarta-feira (8), na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu. O debate plural e peculiar foi proposto pela vereadora Anice Gazzaoui (PT), a primeira representante da comunidade árabe a ocupar uma cadeira no Legislativo iguaçuense e resultou na criação de uma comissão técnica responsável por dar andamento ao debate nas esferas estadual e federal, a fim de conquistar uma leitura unificada e equânime da legislação brasileira.
 

Foto: Assessoria
Audiência Pública contou com a presença de representantes da comunidade árabe de Foz do Iguaçu

 
O plenário ficou repleto de membros da religião que vieram defender a luta, uma vez que afirmam que o uso do véu é uma prática, assim como as orações diárias e o jejum– entre eles os xeques Mohamed  Khalil (Sociedade Beneficente Islâmica),  Abdo Nassser El Khatib (Comunidade Árabe Islâmica) e o Presidente da Sociedade Beneficente Islâmica, Mohammad Hijazi. “O véu Hijab é considerado uma proteção para a mulher e para a família, equilíbrio entre homens e mulheres”, destacou o xeque Abdo Nasser.

Noha Sleiman – Presidente das Damas da Mesquita relatou o sentimento das mulheres ao ter que tirarem o véu para a realização da foto. “Me senti muito mal quando fui fazer a foto, porque as pessoas me olhavam como se eu fosse uma pessoa estranha, é um  constrangimento para a mulher”. A advogada Fadua Issa contestou: “Um direito constitucional está sendo lesado, não é uma questão de cultura, mas de religião. Estão confundindo essas duas coisas. Já que a mulher se preparou psicologicamente para utilizar o véu ela tem todo direito e todo aparato constitucional, uma resolução não deve se impor à constituição do país”.

A proponente da audiência – Vereadora Anice finalizou a reunião, destacando a relevância do debate. “Acredito que a audiência tenha sido muito proveitosa, agora vamos buscar junto aos governos Federal e Estadual essa conquista de Direitos para as mulheres”.   

 

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