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De herói a vilão Como as atitudes de Felipão comprometeram a corrida rumo ao hexa e contribuíram para a maior vergonha do futebol brasileiro

Como as atitudes de Felipão comprometeram a corrida rumo ao hexa e contribuíram para a maior vergonha do futebol brasileiro


Por: Garon Piceli

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Estava tudo indo tão bem. A Copa das Copas se consolidando, algumas impressões negativas sobre o Brasil se dissolvendo e o povo brasileiro em êxtase, na expectativa da conquista do tão sonhado hexa.

Mas, no meio do caminho tinham pedras. E elasnão tinham apenas os tons vermelho, amarelo e preto – as cores da Alemanha. Elas tinham também nuances de um certo desmazelo da nossa Seleção em relação a preparação para os momentos decisivos.

O fato de ter tido apenas uma vitória mais ou menos convincente no caminho até a Semifinal – aquela contra a Colômbia – parece não ter despertado no técnico Felipão a necessidade de mudança. Não na formação, mas na postura e filosofia.
Dizer que o Brasil perdeu por causa da ausência de Neymar, seria menosprezar a qualidade dos outros 21 que estavam à disposição – lembremos que o Tiago Silva também estava impedido de atuar. Desses, pelo menos 17 estam no Top 100 do futebol mundial. 
Dizer que o Brasil passaria fácil pela Alemanha, seria hipocrisia. Na minha opinião, Alemanha, Holanda e Bélgica são as seleções de melhor performance nessa Copa. Mesmo assim, os belgas ficaram de fora das Semi.

Mas, no mínimo, esperava-se um jogo disputado, com derrota vendida muito caro, por qualquer dos lados. O que se viu foi um jogo de um time só. Se fosse uma luta, teria acabado aos 25min por nocaute técnico, já que só a Alemanha batia e o brasil nem conseguia se defender. Parece que não havia resposta cerebral para produzir os movimentos necessários para ao menos se defender.

Quando Felipão veio à coletiva para assumir a culpa de tudo, estava tentando – à sua maneira – manter sua imagem de herói. Mas, na verdade, Scolari está bem longe disso. Talvez tenha sido o maior vilão desse fracasso canarinho.

Primeiriamente, entrou no “esquema” da CBF, topando apenas amistosos caça-níqueis e inexpressivos, enquanto as outras seleções passavam pelo duroteste das Eliminatórias. E ainda defendia essa estratégia.
Outro erro de Scolari foi deixar de ser o velho Felipão. O treinador, agora, parece mais preocupado com a sua imagem. Virou estrela de comerciais e descobriu que sua imagem poderia valer algum dinheiro. Se deixou cegar por isso e estragou o clima da “família” ao fazer acepção de jornalistas para aquela famosa reunião reservada que teve na Granja Comary. Aumentou a besteira ao fazer revelações vazias e abertas, que atingiram o elenco como um todo, ao dizer que estava arrependido de ter convocado um jogador. Quem seria? Por que o arrependimento? Certamente, essa dúvida ecoou pelos corredores da concentração e deixou muito jogador revoltado e fora do foco.

A CBF se incomodou com esse fato, sobretudo porque visava blindar a imagem do treinador, mas expunha a entidade e o elenco. Para muitos, Felipão já sentia que ia faltar bola para conquistar o título e precisava dividir a culpa. Ou, no mínimo, pescar com os amigos jornalistas qual a seria a forma de minimizar os estragos de uma iminente eliminação, que muitos acreditavam que seria contra a Colômbia.
O Felipão badalado abriu demais a família, esse ano. Nunca na história dessa Seleção, a Globo teve tanta liberdade de usar o elenco para sua programação. Parecia que eles eram artistas da casa. E os treinos seguiam sem muita objetividade.

O Bruno Zanette, pelo Facebook, chamou a atenção para um episódio em queo Brasil passou apertado pelo Chile e o elenco ganhou folga de três dias. Parecia que estava tudo sobre controle.
Quando, finalmente, parecia que o velho Felipão estaria de volta, a decepção, que já fez a muitos esperar pela tragédia. Mesmo sendo contra um time com muitos volantes, acho que o jogo contra o Chile era a hora de escalar o time com três jogadores fechando o meio e liberando Oscar para fazer a ligação entre Hulke Fred – não tínhamos outra opção. Seria o Felipão tricolor voltando à ativa, com a sua retranca que levou o Grêmio a grandes conquistas. Até o Palmeiras se favoreceu deste estilo do Scolari.


Mas, Felipão não é mais o mesmo. Não escala mais por si só. Deu uma de piolho e foi pela cabeça dos outros. Não acredito que o Scolari vencedor de outrora escalaria Bernard para aquela partida. Custo acreditar que o pequenino estaria entre os convocados. Até Robinho ou Kaká poderiam ser melhor opção, pela experiência – mas isso é outra história.
A formação que nunca jogou junto e que treinou alguns minutos em um desses coletivos truncados erao pelotão a quem foi confiada a missão de batalhar contra os alemães e conquistar um território na Final da Copa. Não precisa ser um grande estrategista para prever que não daria certo. Se era para arriscar, que arriscasse uma formação mais defensiva.
Pois é senhor Luís Felipe Scolari, por mais que a família tente dividir com o paizão a culpa pelo desastre, dessa vez não vai ter jeito. Me parece que sua história na Seleção vai ser lembrada de maneira negativa, como foia de Lazzaroni (técnico em 1990). Não demora muito, e já estarão criticando os seus erros de 2002 – que não foram poucos – e atribuindo uma boa dose de sorte àquela conquista no Japão.

Algumas funções que assumimos, nos impõe riscos. Nossas decisões podem nos levar ao sucesso ou ao fracasso. Sabemos que esse último sempre será mais lembrado. No entanto, nessas horas, o que não podemos é nos distanciar daquilo que realmente somos, nos desprender daquilo que acreditamos por mera conveniência. Errar por fazer as coisas com convicção é muito mais fácil de aceitar do que remoer o fato de ter abandonado nossa essência. Essa foi a maior perda de Felipão nessa Copa e na sua trajetória.
Copa no Brasil é sempre marcada por um ícone, que acaba virando um fantasma. Aquilo que pesou sobre os ombros do goleiro Barbosa por 64 anos (ele morreu com essa dor), pulou para as costas de Felipão para toda a eternidade.

Agora, vai nascer uma nova era na Seleção. Sob o comando de Tite, quem sabe o Brasil não volte a ser a grande potência do futebol, temida e respeitada. Hoje, somos uma piada, apenas uma sombra desse passado.
O trabalho é árduo. Dessa vez tem Eliminatórias e há pouco tempo para se iniciar as transformações necessárias. Os recordes negativos estão sendo quebrados e já há quem não duvide que o Brasil possa ficar fora da Copa da Rússia 2018.

Seria o fim do País do Futebol…

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Esta coluna mantém um canal direto com o colunista Washington Sena. É o jogodesena@wsena.com.br
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