contato@clickfozdoiguacu.com.br

(45) 3521-4041

Rua Venanti Otremba, 772. Sala 1.

CEP 85852-020 - Foz do Iguaçu

Paraná - Brasil

© Copyright - 2017 Foznet Soluções Digitais - Todos os direitos reservados.

Anúncio

Foz do Iguaçu

Educadores da rede estadual organizam paralisação em Foz Ato em defesa do Piso Nacional integra a greve nacional da educação, no dia 17 de março

Ato em defesa do Piso Nacional integra a greve nacional da educação, no dia 17 de março


Por: Lauane de Melo

Publicado em:

Os educadores de Foz do Iguaçu e região irão aderir à greve nacional da educação, no dia 17 de março. A principal reivindicação do movimento será o pagamento do Piso Nacional da categoria, direito estabelecido em lei, mas que não vem sendo cumprido no Paraná e em vários municípios. A paralisação foi aprovada pela assembleia estadual, realizada em Foz do Iguaçu, no mês de janeiro deste ano.

Organizada na região pela APP-Sindicato/Foz, a mobilização faz parte do calendário da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). A programação da greve terá debates e reflexões pedagógicas nas escolas, no dia 15, e aulas de meia hora ao longo do dia 16. A agenda de atividades está sendo organizada pelo sindicato junto aos representantes de base e será concluída em reunião da direção da entidade, nesta sexta-feira, 11. 

Professores, pedagogos e funcionários de escolas sofrem defasagem salarial de 7,75% devido à falta de pagamento do piso pelo Governo do Paraná, informa Fabiano Severino, presidente da APP-Sindicato/Foz. “O salário inicial no Paraná gira em torno de R$ 1.982,10, ferindo a lei nacional onde se determina que nenhum educador com formação em magistério poderá ganhar menos de R$ 2.135,64, para jornadas de 40 horas semanais”, explica.

“Além do piso nacional, há cerca de R$ 120 milhões em progressões e promoções em atraso, direitos dos servidores temporários que não são cumpridos e ocorre o sucateamento dos sistemas de previdência e saúde do funcionalismo”, expõe Fabiano Severino. Para ele, o Governo do Paraná está em dívida com a escola pública. “Até a merenda escolar é negligenciada. Faltam professores e investimentos nas escolas e em programas pedagógicos”, destaca. 

Campanha Salarial – A Campanha Salarial dos educadores para 2016 combina a defesa do piso salarial com a luta por melhorias das condições de trabalho dos educadores e por concurso público. A pauta reivindicatória pleiteia escola em tempo integral, redução do número de alunos nas salas, hora-atividade de 50%, combate à evasão escolar e ao analfabetismo. A reivindicação abrange, ainda, a efetivação de programas pedagógicos e educacionais destinados aos alunos.

“A paralisação é para impedir o desmonte da escola pública pelo governo”, reflete Cátia Castro, secretária de Formação da APP-Sindicato/Foz. Para a diretora sindical, a atual gestão quer impor regras de mercado. “O governo quer uma escola boa para os filhos dos ricos e uma escola precária para os filhos dos trabalhadores. Educadores, estudantes, pais de alunos precisam somar e participar da resistência pelo ensino público”, enfatiza Cátia Castro. 

Redução da jornada – Se as condições para o exercício da educação em sala de aula não são favoráveis no Paraná, os funcionários e as funcionárias das escolas também enfrentam sérios problemas, sendo a desvalorização do trabalho o principal deles. Em maior número nos estabelecimentos de ensino, a categoria de agentes educacionais recebe um dos mais baixos salários entre as remunerações do estado. 

A Campanha Salarial da educação requer a redução da jornada de trabalho para 30 horas entre os funcionários, sem a redução dos salários. “Esta medida diminuiria o número de acidentes de trabalho e de licenças médicas, além de melhorar as condições de trabalho dos agentes”, explica o secretário de Organização da APP-Sindicato/Foz, Diego Valdez.

A falta de materiais e a precariedade da infraestrutura da rede escolar também são situações prejudiciais para o trabalho dos servidores que atuam na limpeza, conservação, secretaria e na cozinha das escolas.

“Submetidos a extensas jornadas e sem condições adequadas para realizar as suas atividades, os funcionários adoecem ou trabalham sob intensa exploração”, aponta Diego Valdez.

Recomendado para você

Anúncio

Anúncio da revista D!VA

Anúncio

Anúncio

City Tour Foz do Iguaçu

Anúncio

Categorias

Assine

Logo do ClickFoz