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Educação em Foz do Iguaçu

Educadores deflagram estado de greve Decisão foi aprovada na Assembleia Estadual da categoria

Decisão foi aprovada na Assembleia Estadual da categoria


Por: Assessoria

Publicado em:

Foto: App Sindicato

O ano letivo de 2018 pode não ter início caso o governador Beto Richa (PSDB) decida manter as medidas anunciadas que cortam direitos e trazem prejuízos para o processo educativo nas escolas. Em Assembleia Estadual, sábado, 25, em Curitiba, a categoria decidiu deflagrar o estado de greve, instituir a assembleia permanente e participar da paralisação nacional contra a reforma da Previdência.

Os educadores concluíram ser necessário organizar a categoria e construir um forte movimento de greve nas escolas. O objetivo é evitar os ataques do governo que pretendem reduzir salários de professores contratados em regime especial, os “PSS”. A gestão de Beto Richa também quer manter a distribuição de aulas de 2017, medida que provocou a desorganização escolar e transtornos para os docentes.

“Foi uma assembleia de muita unidade. Definimos pelo estado de greve, assembleia permanente e construção da greve em todo Estado”, expõe a presidenta da APP-Sindicato/Foz, Cátia Castro. “Se o governo não recuar com as medidas que está implementado para penalizar a categoria, algumas muito cruéis com os trabalhadores, os educadores poderão não iniciar o ano letivo de 2018”, enfatiza.

A Assembleia Estadual definiu, ainda, que a categoria participará da paralisação nacional para barrar o andamento da reforma da Previdência, mobilização convocada pelas centrais sindicais nacionais. O movimento em defesa do direito à aposentadoria será dia 05 de dezembro, envolvendo protestos, paralisações de vários setores profissionais e protestos em todo o país.

Lei da Mordaça

Entre as deliberações do encontro estadual dos educadores, está a mobilização contra a chamada “Lei da Mordaça”, projeto considerado ilegal e antidemocrático que está sendo discutido em várias cidades brasileiras, por meio do programa “Escola sem Partido”. Os profissionais da educação avaliam que a proposta fere a liberdade de expressão e cerceia o debate de ideias, elementos fundamentais para o processo ensino-aprendizagem.

Diálogo

Professores e agentes educacionais ainda decidiram potencializar a entrega do documento elaborado pelo sindicado intitulado “Pauta pela legalidade – Contra o retrocesso na educação pública do Paraná”. O dossiê, que mostra as infrações cometidas pelo governo para retirar conquistas legais dos servidores, será debatido entre a comunidade e distribuído em instituições, prefeituras, câmaras de vereadores e entre a imprensa.

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