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Eles nunca foram campeões – Parte 1: Ronnie Peterson, o primeiro "Iceman" da Fórmula 1


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Na minha coluna de junho, como parte das comemorações aos 60 anos da Fórmula 1, vou dar início a uma série que contará um pouco da história de quatro pilotos que, apesar de traduzirem o real sentimento do automobilismo, com vários episódios de coragem e ousadia, por obra do destino, nunca chegaram a ser campeões. Carreiras marcadas por vitórias sofridas e fins não muito diferentes.

Ronnie Peterson, o primeiro "Iceman" da Fórmula 1

Fotos: Arquivos FIA
Em 1971, Ronnie Peterson "voando" na March

O sueco Bengt Ronald Peterson foi um daqueles pilotos boêmios e memoráveis. Começou sua carreira no kart, construindo com o pai seus próprios carros nas categorias de base, e levou esse estilo por toda a carreira. Era dono de uma habilidade e arrojo impressionantes, em contraste com sua aparência delicada, timidez e físico relaxado, o que lhe rendeu fama de frio − lembra muito um certo finlandês que foi campeão recentemente, não é?

Apesar das qualidades, Ronnie sofreu de um mal que acomete a maioria dos pilotos extraordinários: a falta de um carro à sua altura. Pilotou pela March, entre 1970 e 1973, onde conquistou um vice-campeonato (71). Ainda em 1973, foi para a Lotus, para pilotar ao lado do então campeão Emerson Fittipaldi, que mais tarde se tornaria seu amigo pessoal.


Patrick Depailler, Ken Tyrrell e Ronnie Peterson (Equipe Tyrrell, Buenos Aires 77)

A passagem pelo time de Colin Chapman durou apenas até 1975. Após experimentar o pífio Lotus76, o “sueco voador” voltou à March. Em 1977, se aventurou na já decadente Tyrrell, para, em 1978, regressar à Lotus.

Neste momento, Ronnie finalmente parecia estar no caminho certo para ser campeão, com a equipe tendo aperfeiçoado o revolucionário conceito aerodinâmico do carro-asa. E mesmo com o status de 2º piloto, venceu três GPs (Brasil, África do Sul e Áustria), o que já lhe assegurava o 2º vice-campeonato e a vantagem de ser o único a brigar pelo título com o americano Mario Andretti.

Monza – No GP da Itália, sua terra natal, Mario Andretti precisava apenas de 1 ponto para sagrar-se campeão, mas seu companheiro de equipe, que já havia vencido 3 vezes ali, não parecia querer entregar fácil o título. O que o mundo não sabia era que o campeonato de 1978 seria decidido naquele final de semana, mas sem comemorações. Uma sucessão de acontecimentos transformaria Monza no palco da última e mais curta apresentação do “sueco voador”.

Largando em 5º, com um frágil carro reserva, após destruir seu bólido no Warm Up, Peterson acabou sendo traído por uma tecnologia que estrearia naquele dia: o semáforo de largada. Uma confusão do diretor de prova, Gianni Restelli, fez com que a largada fosse dada antes que todos os carros estivessem estacionados no grid, dando uma vantagem os competidores do fundo. 300 metros depois, um toque entre a McLaren de James Hunt e o Arrows de Riccardo Patrese sobra para a Lotus78 de Peterson, que bate em cheio nos guard rails e vira uma bola de fogo.

 
Peterson e seus tradicionais drifts, herdados da época do kart

Hunt, Clay Regazzoni e Patrick Depailler, em meio às trapalhadas dos bombeiros, conseguem retirar o sueco das chamas, vivo, mas com graves ferimentos e múltiplas fraturas nas pernas. No dia seguinte, após amputação do pé esquerdo, Ronnie Peterson, aos 34 anos, falece vítima de uma embolia.

Patrese acabou sendo declarado culpado pelo acidente e recebeu um “aviso de suspensão” por dois anos. E por conta da confusão com o uso do semáforo, ficou determinou que a largada só poderia ser dada depois que um fiscal atravessasse o grid com uma bandeira na mão, confirmando que todos os carros estavam parados, o que acontece até hoje.

 

 

*Belenos é acadêmico de Comunicação Social, fã de Fórmula 1 da era pós-Senna e já não perde uma corrida desde Mônaco-1999.

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