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Foz do Iguaçu

Embaixador brasileiro na Argentina diz que há vitalidade comercial no Mercosul


Por: Garon Piceli

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As relações econômicas entre os países que formam o Mercosul – Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai – não devem ser vistas estritamente do ponto de vista comercial mas como um projeto de integração que gera oportunidades comuns. Nesse sentido, o Mercosul operou uma transformação qualitativa nas relações dos quatro países-membros.
 
A opinião é do embaixador do Brasil na Argentina, Enio Cordeiro. Ele disse à Agência Brasil que em 1991, quando o Mercosul foi criado, o comércio brasileiro com os três parceiros foi de US$ 4,5 bilhões. Em 2002, registrou-se um total de US$ 9 bilhões. A partir de 2002, o comércio no bloco ganhou um grande impulso. Em 2008, o comércio do Brasil com seus parceiros ultrapassou os US$ 40 bilhões.
 
“No ano passado houve uma queda sensível em função da crise econômica, mas em 2010, já estamos novamente vendo essa recuperação com todos os países do Mercosul. No caso do comércio do Brasil com a Argentina dentro do bloco, há uma melhoria não só quantitiva, mas também qualitativa”.
 
Um terço do comércio do Brasil com a Argentina, segundo Enio Cordeiro, se refere ao setor automotivo e é relativamente equilibrado. A produção de automóveis no país vizinho registrou crescimento de 400 mil unidades, em 2009, para mais de 700 mil unidades neste ano. Esse crescimento, segundo o embaixador, em grande parte atende às necessidades de exportação para o mercado brasileiro.
 
O embaixador informou que atualmente o Brasil absorve nove de cada dez veículos exportados pela Argentina. “Isso mostra como a economia dos dois países está mais integrada do que normalmente transparece. Há uma certa tendência de que apenas situações pontuais de conflito, que geram dificuldades dos dois lados da fronteira, ganhem maior visibilidade nas manchetes. Mas essa vitalidade oculta e a profundidade da integração entre Brasil e Argentina é algo que os números demonstram por si mesmos”.
 
Segundo Cordeiro, é importante notar o forte componente de manufaturas que aparecem nas importações bilaterais. “Praticamente 95% das exportações brasileiras para o mercado argentino são de manufaturas. Uma média de 75% a 85% das exportações argentinas para o Brasil também são de manufaturados, seja de origem industrial ou agrícola”.
 
Esses percentuais mostram, segundo Cordeiro, que o mercado dos dois países se integrou de uma forma tão intensa que a Argentina se converteu no mercado natural para o Brasil, e vice-versa, em função da rede de negócios estabelecida pelo setor privado. “O importante é que quando se tem um mecanismo de integração não haja a perseguição de benefícios que vão somente para um lado. Não se deve fazer a contabilidade estritamente pelo prisma do ‘há superávit ou há déficit’. Essa deve ser uma situação naturalmente evolutiva”, disse o embaixador.
 
De acordo com ele, durante muitos anos o Brasil registrou déficit comercial com a Argentina. Recentemente, no entanto, há uma tendência de formação de superávit para o Brasil, mas os dois governos e o setor privado buscam a correção desse quadro econômico. “No fundo, o importante é que haja uma interligação entre os agentes econômicos que dê consistência à relação comercial entre os países. E isso está ocorrendo no caso do Brasil e da Argentina”.

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