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Escola deve ser polo irradiador da cultura avá guarani Professores de comunidades indígenas do Oeste do Paraná se reuniram no Refúgio Biológico para atividades de formação

Professores de comunidades indígenas do Oeste do Paraná se reuniram no Refúgio Biológico para atividades de formação


Por: Lauane de Melo

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Professores indígenas e não indígenas das escolas das comunidades Tekohã Añetete, Ocoy e Itamarã participaram, nesta quinta-feira, 25, de um encontro que pretende reforçar o papel da escola como um polo irradiador da cultura avá guarani.

O evento ocorreu no Refúgio Biológico Bela Vista (RBV) de Itaipu, com a presença do antropólogo Rubem Thomaz de Almeida, do Rio de Janeiro. Ele é tido como um dos maiores pesquisadores da cultura guarani. Graduado em Ciências Econômicas e Ciências Sociais, Rubinho – como é conhecido – é mestre em Antropologia Social com ênfase em Etnologia. Também participaram das atividades lideranças das aldeias e outros profissionais das escolas Kuaa Mbo’e (Añetete), Araju Porã (Itamarã) e Teko Ñemoingo (Ocoy).

A abertura, às 10h30, foi feita pelo superintendente de Gestão Ambiental de Itaipu, Jair Kotz, após uma cerimônia mística, com uso da simbologia de sementes e do fogo, conduzida pela educadora Roseli Motter. “Entendemos que a escola é um centro irradiador da cultura avá guarani”, disse Kotz. “Sabemos pouco da cultura da região e a nossa história contada é parcial”, completou o superintendente, para quem o desconhecimento leva à discriminação, como a sofrida pelos povos indígenas.

A formação foi solicitada pelas lideranças das aldeias ao Comitê Gestor Avá Guarani e é resultado de uma parceria com a Itaipu e as escolas das comunidades. “Queremos ver o que podemos contribuir para melhorar, inovar e promover mudanças a partir da educação e respeitando cultura deles”, disse a gerente da Divisão de Ação Ambiental, Marlene Curtis, gestora do projeto Sustentabilidade das Comunidades Indígenas de Itaipu.

Programação – Neste primeiro encontro, a ideia foi atuar em duas frentes, com uma programação diferente para indígenas e não indígenas, pela manhã. À tarde, os dois grupos se reuniram para debater os resultados da experiência e definir ações futuras com apoio de Itaipu e do Comitê Avá Guarani. Uma das solicitações é que haja outro encontro desse tipo até o fim do ano.

Pela manhã, os professores indígenas e lideranças das aldeias discutiram o uso de plantas medicinais – muitas delas disponíveis nas hortas das escolas. A atividade foi conduzida pela educadora Roseli Motter e pela pedagoga Delmira Peres, vice-diretora da escola Teko Ñemoingo.

“Esperamos que os professores fiquem mais esclarecidos sobre o uso das plantas medicinais e que eles vejam o aluno também como uma semente. Cada uma diferente da outra e que precisa ser cuidada sob esta perspectiva”, afirmou Delmira.

No mesmo período, os professores não indígenas acompanharam uma palestra sobre o povo guarani, conduzida por Rubem Thomaz de Almeida. “O olhar antropológico pode contribuir para um melhor entendimento do grupo com o qual eles convivem e trabalham”, disse o professor.

Na conversa, Rubinho fez um breve resgate da história conhecida dos guaranis e dos processos de colonização pelos quais eles passaram ao longo dos últimos séculos. “Trata-se de um povo com mais de três mil anos de existência, bem mais tempo do que nós, brasileiros”.

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