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Estudante da UNILA recebe premiação pelo trabalho de mapeamento social de benzedeiras no Paraná Taisa Lewitzki recebeu o prêmio Agente Jovem de Cultura 2012: Diálogos e Ações Interculturais

Taisa Lewitzki recebeu o prêmio Agente Jovem de Cultura 2012: Diálogos e Ações Interculturais


Por: Leca

Publicado em:

 
Com trajetória de militância e liderança política junto a comunidades tradicionais do Paraná, a estudante de Antropologia da UNILA, Taisa Lewitzki, obteve recentemente reconhecimento de uma luta coletiva. Recebeu o prêmio Agente Jovem de Cultura 2012: Diálogos e Ações Interculturais, com o trabalho de Mapeamento Social de Benzedeiras no Paraná. Iniciativa esta realizada entre 2008 e 2011 que, este ano, desmembra em projeto de pesquisa na Universidade sobre benzedeiras na região trinacional.
 
Foto: Arquivo pessoal
Taisa (à esq.) e uma benzedeira durante pesquisa e mapeamento social de benzedeiras no Paraná.

A premiação – do Ministério da Cultura – destaca iniciativas que, dentre outros critérios, valorizem a cidadania e a diversidade cultural brasileira. Nesta perspectiva, o trabalho do qual a estudante participou identificou 297 detentores de ofícios tradicionais de cura – benzedeiras, benzedores, curandeiros (as), costureiros (as) de rendidura, remedieiros, massagistas tradicionais e parteiras – nos municípios de Rebouças e São João do Triunfo, na região centro-sul do Paraná.

“Estas práticas estavam em estágio de ameaça de extinção nessas comunidades, com histórico de medo e repressão. O trabalho contribuiu para viabilizar espaços de diálogo entre as benzedeiras, fortalecendo a identidade coletiva do grupo e contribuindo para reconhecimento do serviço gratuito de saúde realizado pelas mesmas”, relata Taisa Lewitzki, militante, mobilizadora, oficineira e pesquisadora deste mapeamento, que está inserido no projeto Nova Cartografia Social dos Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil (www.novacartografiasocial.com).
 
A iniciativa ainda colaborou para lançar luz sobre a invisibilidade social e os direitos dessas pessoas de exercerem com legitimidade seus ofícios. O que resultou, por parte dos municípios mapeados, no reconhecimento do trabalho destes detentores de conhecimentos tradicionais, inclusive do serviço prestado na área de saúde. “Essas pessoas têm uma nova proposta para a sociedade, por meio de relações solidárias, consciência ecológica, preocupação em não deixar morrer as tradições e luta pela missão de cuidar da vida”, pontua a discente.
 
Militância Social – A história da estudante como militante começa no seu olhar sobre as tradições de sua comunidade Goes Artigas (www.goesartigas.blogspot.com), no município Inácio Martins, centro do Paraná. Lá onde nasceu, conviveu com pouco mais de cem famílias de camponeses e começou a valorizar as tradições locais, como a romaria São Gonçalo, da qual participam familiares e vizinhos. “Colaborar com as benzedeiras, por exemplo, é olhar pra mim mesma, contribuir com a minha comunidade e valorizar a cultura na qual estou inserida”, diz a aluna.
 
Foto: Arquivo pessoal
O Mapeamento Social de Bezendeiras do Paraná, identificou 297 detentores de ofícios de cura nos municípios de Rebouças e São João do Triunfo.

Neste sentido de valorização de sua comunidade e em meio a ideologias e trabalhos coletivos, ela também atuou na alfabetização de idosos – inclusive do pai – com um trabalho de uso da fotografia como instrumento pedagógico. E ainda foi militante em projetos com outras comunidades tradicionais como cipozeiros da Mata Atlântica e pescadores artesanais do litoral paranaense. Iniciativas trabalhadas dentro da Rede Puxirão de Povos e Comunidades Tradicionais do Paraná (www.redepuxirao.blogspot.com), criada há cinco anos para articular estes atores, reivindicar direitos e lutar por visibilidade e reconhecimento das identidades étnicas presentes no estado.


Trajetória na Unila –
Com essa bagagem, Taisa Lewitzki iniciou este ano um mapeamento de benzedeiras em Foz do Iguaçu e região fronteiriça com Paraguai e Argentina. O trabalho faz parte de um projeto de pesquisa, sob orientação da professora de Antropologia Senilde Guanaes, com bolsa pelo Probiec. O trabalho de identificação já começou, com objetivo de mapear a situação do conhecimento tradicional de cura nestas localidades.
 
“Pretendo analisar como são construídas as dinâmicas dos curandeiros (as) e benzedeiros (as) na fronteira, se há uma troca de conhecimento e um limite por conta da língua, por exemplo”, explica a estudante. Sua trajetória na UNILA passa ainda pela vontade de continuar na militância e contribuir com mais qualidade nos seus trabalhos. “Também é uma oportunidade de fazer links com outros países, conhecer realidades diferentes da América Latina e experiências de outros povos”, afirma.

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