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Foz do Iguaçu

Feirinha da JK receberá ‘intervenção urbana’ neste domingo, 31 Evento encerrará atividades da Semana Nacional de Enfrentamento ao Tráfico Humano

Evento encerrará atividades da Semana Nacional de Enfrentamento ao Tráfico Humano


Por: Lauane de Melo

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As atividades da 3ª Semana Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, em Foz do Iguaçu, serão encerradas no próximo domingo, 31, com uma intervenção urbana. Com performance teatral e uso de cartazes, um grupo de aproximadamente 50 pessoas – todas voluntárias – quer chamar a atenção da população para o problema. A apresentação está prevista para as 10h30, na Feirinha da Avenida JK.

A ideia é chamar a atenção e incentivar a denúncia. A intervenção mostrará os três principais focos do tráfico humano: comercialização de órgãos, trabalho escravo e prostituição. De acordo com Alana Lacerda, coordenadora da atividade, por estar localizada numa região de fronteira trinacional, Foz do Iguaçu é considerada rota para o tráfico internacional de pessoas. Quanto mais conscientização das pessoas, menos chances para os aliciadores.

A Polícia Federal já identificou a existência de quadrilhas que levam argentinas para Santa Catarina e brasileiras ao Paraguai. Há também casos de paraguaias que são levadas à Espanha depois de cruzarem a fronteira local.

Subnotificação – De acordo com coordenadora do núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Estado, Silvia Cristina Xavier, pelo menos 40 inquéritos de tráfico de pessoas foram instaurados pela Secretaria da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos do Paraná. Isso sem contar os casos subnotificados. Ela foi uma das participantes do 3º Seminário Trinacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, realizado em Foz do Iguaçu.

A ação na Feirinha é resultado de uma parceria entre o Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente (PPCA), da Itaipu, Movimento Imersão, Jocum – Jovens Com Uma Missão, Cáritas Diocesana, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho da Mulher, Ciranda Feminista, Unioeste e Uniamérica. 

Não se cale, denuncie – Para denunciar casos e situações de tráfico humano no Brasil, podem ser utilizadas duas centrais de apoio; o Disque 100 (Violação de Direitos Humanos) e o número 180 (Central de Atendimento à Mulher).

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