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Fórum do Feijão começa na quarta, 24, em Foz do Iguaçu Evento vai reunir produtores e especialistas para debater sobre produção, comercialização e exportação da cultura

Evento vai reunir produtores e especialistas para debater sobre produção, comercialização e exportação da cultura


Por: Lauane de Melo

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O maior evento do setor de agronegócios da cultura do feijão, o Fórum do Feijão 2015, começa na quarta-feira, dia 24 e vai até dia 26, no Hotel Recanto Cataratas. O evento espera reunir um público participante de cerca de 300 pessoas, entre produtores e palestrantes de diferentes regiões do Brasil e também internacional. O fórum é realizado pelo IBRAFE – Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses e durante a programação será discutido diferentes temas, como a apresentação de alternativas para a comercialização, possibilidades de exportação, uma vez que a venda do feijão em dólar já é uma realizada.

Conforme informa o presidente do IBRAFE, Marcelo Eduardo Luders, o Brasil deve bater um recorde de exportação do feijão e ano a ano essa cultura vem crescendo. Um exemplo é a produção do grão no Paraná, que é líder o Brasil, que somente com a safrinha vai colher 409 mil toneladas, 84 a mais que Minas Gerais, a segunda maior produtora no Brasil.

O evento também tem outra missão, que é mostrar ao consumidor, que o Brasil produz diferentes tipos de grãos e que pode estar na mesa dos brasileiros. “O brasileiro continua sendo o maior consumidor de feijão, por isso muitas vezes falta o grão, pois a produção foi pequena, não por efeito da natureza, mas sim porque o produtor tem dúvidas se vai ou não conseguir vender toda a produção. Essa insegurança faz com que os produtores inventam menos na quantidade de plantio”, explica Marcelo Eduado Luders.

Novas pesquisas – Para resolver esse problema, várias empresas estão fazendo pesquisas, como o Instituto Ambiental do Paraná/IAP, Instituto Agronômico do Paraná/IAPAR e Instituto Agronômico de São Paulo/IAC, para desenvolver e aprimorar novos tipos de grãos, visando ampliar a variedade que está disponível no mercado.

Também durante o Fórum do Feijão, serão ministradas palestras sobre o plantio, os tipos de grãos para plantar, facilidades para exportar e até importar, variedades que o consumidor encontra nas gôndolas, entre outros. Para desenvolver estes assuntos, o evento vai contar com palestrantes do Brasil e do exterior, como é o caso dos representantes da Confederação Internacional dos Legumes Secos/EUA e Conselho Nacional de Feijão Seco/EUA.

O pesquisador Alisson Chiorato, do IAC será um dos painelistas e na exposição vai falar sobre o tema “Feijão Gourmet – O que temos para plantar já”. Neste painel, que será apresentado no dia 25, a partir das 10 horas, será feito uma introdução sobre os tipos de feijões e sobre as pesquisas que estão sendo feitas para melhorar o feijão.

Um exemplo é o feijão Rajado que ficou esquecido, mas que está sendo adaptado para as condições de mercado e também já será feito o registro. “A partir do registro, será mais fácil fazer a exportação do grão, principalmente para a Europa, onde será mais facilmente colocado”, explica Alisson Chiorato.

Exportação – A gama de variedade de tipos de feijão é grande, mas poucos são cultivados em grande escala. O grão mais exportado no Brasil é o feijão-caupi, também conhecido como feijão frade, fradinho ou de feijão de corda, sendo que a maior quantidade exportada são os de pele branca e formato levemente reniforme, de semente desenvolvida pela Embrapa meio-norte. “Outros tipos, como Rajado, carioca, Preto são exportados, preferencialmente para países como África do Sul e Uruguai, Venezuela, Costa Rica e Cuba”, informa o palestrante e empresário, Paulo Henrique Ribeiro de Aguiar.

Paulo Henrique explica que Brasil enfrenta várias dificuldades para exportar feijão e uma delas é a falta de constância na produção de grãos. “Ano se produz mais, ano menos e isso faz com que os preços alternem vertiginosamente para cima ou para baixo, o que demonstra uma clara inexistência de planejamento agrícola”, informa.

Outros fatores também contribuem geram complicações como a flutuação cambial, a falta de infraestrutura rodoviária e portuária e a desconfiança dos mercados internacionais em relação aos exportadores brasileiros, “Devemos organizar a cadeia do feijão (produtores, exportadores, ministério da agricultura, ministério do desenvolvimento, corretores, institutos de pesquisa), para construirmos uma cadeia comprometida com a qualidade e com um mercado de longo prazo, deixando de lado as ambições imediatistas”, diz o empresário.

Os principais importadores do feijão brasileiro são: Índia, Egito, Paquistão, Turquia, Vietnã, Indonésia, Sri Lanka, mas o Brasil também exporta para países como Portugal, Estados Unidos, Canadá, entre outros.

 

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