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Foz do Iguaçu ganha fórum permanente pela paz Sociedade Civil busca apoderar-se de ações democráticas, multiplicar práticas libertárias de educação e conscientização e cobrar políticas do poder público

Sociedade Civil busca apoderar-se de ações democráticas, multiplicar práticas libertárias de educação e conscientização e cobrar políticas do poder público


Por: Leca

Publicado em:

De um brutal ato de violência resultando a perda da vida da acadêmica Martina Piazza Conde, as vozes da roda de conversa registraram o profundo pesar sentido pela sociedade iguaçuense, como também marcaram ações pela vida, pela paz, por uma sociedade justa e igualitária.

Viva Martina!
consolidou-se como um marco simbólico de profundas reflexões sobre o papel do cidadão crítico e atuante na sociedade, agente de mudanças. Assumir a responsabilidade construtiva por sua realidade, por uma sociedade pacífica, que gera ações significativamente fraternas.

Foto: Marcos Labanca
A estudante uruguaia Martina Conde foi lembrada e homenageada durante reunião

 

A partir da exposição das problemáticas vividas em Foz do Iguaçu, que não muito diferentes da violência contra a mulher no Brasil, em que a cada 2 horas uma mulher é assassinada, observamos com pesar esse fato acontecer em nossas frentes.

E a violência contra a mulher não escolhe idade, gênero ou classe social. Importante pedir justiça no caso Martina, e importante também, estender voz e palavra às mulheres, “invisíveis” de Foz do Iguaçu que também sofrem e são assassinadas, contudo devido ao estado de marginalização e vulnerabilidade; o fato da violência é banalizado.

Da violência estrutural e institucional em que a mulher é submetida na sociedade do “descarte”, do consumo e capitalismo selvagem, agressões constantes da indústria cultural, dos meios de comunicação, inclusive culturalmente com o machismo, são transmitidas de gerações a gerações.

Atividade – O Centro de Direitos Humanos e Memória Popular recebeu para debater o tema Violência de Gênero mais de 60 pessoas, entre acadêmicos, professores, sindicalistas, agentes culturais e ativistas, todos com a consciência de apoderar-se dos instrumentos educativos, políticos, de mobilizações que a sociedade civil possui para encaminhar atividades orgânicas e permanentes.

A partir da violência de gênero, tratou-se sobre os abusos em que a população é submetida pela “violência política”. A violência do Estado Brasileiro se alastra silenciosamente e a sociedade muitas vezes a percebe como “normal”, cenários em que o Estado deveria prover segurança, educação, lazer, oportunidades, e que o cidadão se vê cercado de corrupção uma “institucionalizada”. Foi criticada ainda uma mídia sem ética, que sobrevive da violência, vende e promove essa violência, ações irresponsáveis que contribuem em banalizar agressões, e embrutecer as pessoas com sensacionalismos.

Foto: Marcos Labanca
Mais de 60 pessoas participaram da reunião na sede do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular

 

Fórum – Foram encaminhadas propostas orgânicas, com atividades constantes, que refletem a maturidade da população em promover mudanças profundas e significativas.  Criou-se através do apoio do CHDMP o “Fórum Permanente pela Paz – Contra a Violência” para discutir varias demandas da cidade e o Núcleo em Defesa da Mulher.

A ideia do “Fórum Permanente pela Paz – Contra a Violência” é servir como um espaço para contínuas ações que garantam a manutenção da paz e denunciem a violência, funcionar como eixo convergente de instituições e iniciativas sociais, logo organizar demandas e encaminhar atividades práticas, por meio de uma agenda permanente.

O Fórum Permanente buscará consolidar parcerias com outras instituições, formalizar repúdio aos abusos midiáticos, representar denúncias no Ministério Público, Ministério do Trabalho sobre o trabalho escravo e cobrar uma atitude mais firme da Unila no acompanhamento da resolução do caso Martina e na busca da conscientização iguaçuense pelo acolhimento aos estudantes estrangeiros.

Dessa forma, foi proposto criar oportunidades, agir, construir, cobrar, transformar. Ações estas que serão a semente, que germinará nos sorrisos das lindas Martinas que existem neste mundo, Martinas que também representam a essência do próprio ser humano; consciente que é capaz de construir uma sociedade com base na igualdade, liberdades e de significativas transformações pela paz, que requerem valor, vontade e constância coletiva. 

Serviço:
Reunião: Fórum Permanente pela Paz – Contra a Violência
Pauta: estabelecer a agenda de atividades.
Data: 15/3 (sábado)
Horário: das 19 às 21 horas
Após reunião terá encontro cultural: leve seu violão, voz, poesia, alegria.
Contato: 9982-8575 – Isel Talavera

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