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Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu perde um de seus pioneiros: Waldemar Rodrigues O funeral está marcado para as 16h de quarta-feira (2)

O funeral está marcado para as 16h de quarta-feira (2)


Por: Garon Piceli

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Faleceu nesta terça-feira, 1º de janeiro, um dos pioneiros de Foz do Iguaçu, o carpinteiro Waldemar Rodrigues da Silva teve obstrução na via biliar. Ele estava internado desde o dia 26 de dezembro no Hospital Ministro Costa Cavalcanti.

Waldemar que recebeu o título de “Cidadão Honorário” em 2010 tinha 92 anos. Ele será velado no Ginásio Costa Cavalcanti. O funeral está marcado para as 16h desta quarta-feira (2) e o enterro às 17h, no Cemitério São João Batista.

Waldemar deixa um grande legado à cidade, são inúmeras construções espalhadas por ruas e avenidas de Foz do Iguaçu e também sua dedicação incansável à doutrina da Congregação Cristã.

Ao todo, seu casamento com Laura Alves da Silva, que durou 64 anos resultou em sete filhos e quatro filhas, que lhe deram 65 netos e 29 bisnetos. 
 

Waldemar nasceu em 28 de junho de 1920, na cidade sul-mato-grossense de Terenos. Ele veio a Foz do Iguaçu há exatos 60 anos. Durante todo esse tempo, cultivou basicamente três paixões: a carpintaria, a família e a doutrina da Congregação Cristã.

Construções – Logo que chegou a Foz, em 1953, Waldemar começou a trabalhar como carpinteiro. E não foram poucos os serviços. Ele guarda até hoje uma espécie de livro-caixa, onde registrou todos os recebimentos ao longo da vida.

Na lista de construções, está o antigo Hotel Cassino (atual Senac); Hotel Real, um dos primeiros da cidade; sede de três igrejas católicas, nos bairros Maracanã, Porto Belo e Porto Meira; Country Clube e Oeste Paraná Clube; antigo hospital Santa Casa; primeiro estúdio da Rádio Cultura; Hotel das Cataratas; e o primeiro prédio da Fundação Cultural, na Rua Quintino Bocaiúva.

Waldemar auxiliou também na edificação das casas da Vila A, no período de construção da Usina de Itaipu. “Foram tantas obras que até já perdi as contas”, dizia ele. E completava: “Na maioria delas, meus filhos pequenos me ajudavam. Hoje são administradores, contadores e empresários, mas todos começaram comigo na carpintaria, não se cansava de repetir”.

– Quando chegou à cidade, a Congregação Cristã não contava com nenhum fiel em toda a região. Incansável, pregou a palavra para milhares de pessoas. Hoje, são mais de 5 mil. “Deus me deu o dom de evangelizar”, afirmava ele, que usou a sala da própria casa como igreja durante nove anos. Atualmente, são mais de 30 templos em Foz e nos municípios vizinhos.

Na opinião do vendedor Algemir Antônio Bassi, colega de Waldemar há 30 anos, o carpinteiro podia ser considerado o verdadeiro cristão. “Era uma pessoa rara. Não discriminava ninguém. Para este homem, não há diferença entre ricos e pobres ou velhos e novos. Ele encantava a todos ”, afirmou.

Mais informações pelo telefone (45) 9123-5461.

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