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Saúde em Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu “exporta” método de combate à dengue, zika e chikungunya Metodologia desenvolvida pelo Centro de Controle de Zoonoses está sendo replicada em Ciudad del Este

Metodologia desenvolvida pelo Centro de Controle de Zoonoses está sendo replicada em Ciudad del Este


Por: Assessoria

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O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Foz do Iguaçu inovou na estratégia de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. O foco agora é o ataque. Antes de o mosquito atacar, ele é surpreendido com armadilhas. O trabalho deu tão certo que o projeto já está sendo testado em Ciudad del Este, na fronteira do Brasil com o Paraguai.

A iniciativa reúne o Grupo de Trabalho para Integração das Ações de Saúde na Área de Influência da Itaipu (GT Itaipu-Saúde). Inicialmente, o projeto-piloto terá a duração entre seis meses e um ano. Em Foz, ele é permanente. São mais de 3,5 mil armadilhas espalhadas por toda a cidade brasileira – uma em cada quarteirão.

O projeto desenvolvido no CCZ leva o nome de “MÉTODO VIGEntEE©” e adota a lógica contrária. “Nós sabemos onde está o mosquito contaminado; então vamos lá e procuramos as possíveis pessoas contaminadas para encaminhamento às unidades de saúde”, diz o médico veterinário do CCZ, André Leandro. A estratégia já surtiu efeito: foi interrompida a transmissão dos vírus em oito áreas de Foz do Iguaçu, como no Jardim Jupira, Morumbi e Três Bandeiras.

Nesta semana, profissionais de saúde e de informática do município paraguaio foram capacitados pelo CCZ para aplicação do método. O projeto-piloto recebeu 150 armadilhas. Os equipamentos foram instalados no bairro San Juan. Em Foz, as armadilhas começaram a ser instaladas em 2003, mas foi em janeiro deste ano, com a implantação do Laboratório de Biologia Molecular, que esse trabalho ganhou mais velocidade e precisão. Os mosquitos coletados são enviados para o laboratório e, em aproximadamente duas horas, o diagnóstico sobre o tipo de inseto é feito.

Segundo a gestora do GT Itaipu-Saúde, Luciana Sartori, a ideia da criação do laboratório surgiu em uma reunião, a partir da necessidade de armazenar os mosquitos, que eram enviados para análise na Universidade Federal do Paraná (UFPR). O processo costumava ser longo. “A falta de diagnóstico para zika e chikungunya à época foi um dos fatores que contribuíam para a existência de uma epidemia.”

Leandro explica que, a partir de então, foi possível saber onde os vírus da dengue, zika e chinkungunya estão circulando, antes que as pessoas adoecessem. “Com isso, conseguimos fazer a interrupção da transmissão do vírus sem que haja epidemia”, afirma.

Nas áreas onde foram identificados mosquitos contaminados, as equipes do CCZ organizaram ações para eliminá-los. “Com os resultados do laboratório, nós identificamos as áreas de risco e direcionamos as nossas equipes para poder fazer eliminação de criadouro, mobilização da população e aplicação de inseticida para eliminar o mosquito contaminado.”

O Centro também faz uma busca ativa de casos, passando de casa em casa e encaminhando pessoas com sintomas para hospitais ou unidades de saúde. Segundo o médico veterinário do CCZ, até 80% das pessoas contaminadas não possuem sintomas ou não procuram atendimento. Por isso, existem casos subnotificados. “Algumas ações do modelo tradicional acontecem a partir do caso notificado. Só que, quando uma pessoa aparece doente, para cada 100 pode haver até 80 que estão com o vírus, mas não têm sintomas. Então, a doença muitas vezes começa a ser transmitida de forma silenciosa.”

Método

O método do CCZ deve ganhar um reforço nos próximos meses: está em fase de testes um programa de geoprocessamento, que vai reunir todas as informações coletadas pelas armadilhas espalhadas pela cidade. O software está sendo desenvolvido por empresa de tecnologia da informação alocada no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), contratada pela Itaipu Binacional por meio de uma parceria viabilizada pelo GT Itaipu-Saúde.

GT Itaipu-Saúde

Criado pela Itaipu Binacional em 2003, o GT Itaipu-Saúde tem como objetivo principal congregar entidades e profissionais que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas de saúde na região da tríplice fronteira, promovendo ações baseadas na integração e na cooperação entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Ao longo do tempo, tornou-se um dos principais fóruns de debates sobre saúde na região, formulando propostas concretas que proporcionam intercâmbio de conhecimentos e valorização das experiências dos profissionais de saúde e que resultam em melhoria da qualidade de vida da população.

Mensalmente, o GT Itaipu-Saúde reúne cerca de 120 profissionais de diversas áreas de atuação, que debatem, propõem e elaboram projetos para a implementação da Itaipu e demais parceiros. As pautas desses encontros se distribuem em nove eixos temáticos: Saúde do Idoso, Saúde do Trabalhador, Saúde Indígena, Saúde Materno-infantil, Saúde do Homem, Saúde Mental, Endemias e Epidemias, Acidentes e Violências, Educação Permanente em Saúde.

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