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Novas cédulas de R$ 50 e R$ 100 são lançadas pelo Banco Central
Notícias de Foz do Iguaçu: Foz do Iguaçu, PR Quarta, 03/02/2010 - 15h48 - Atualizado Quarta, 03/02/2010 - 15h51 Clickfoz - Notícias de Foz do Iguaçu
| Imagem: Divulgação |
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| Todas as novas cédulas do real deverão circular pelo país até o 2º semestre de 2012 |
As novas cédulas de R$ 50 e R$ 100 lançadas nesta quarta-feira (3) pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, começam a circular ainda no primeiro semestre de 2010, segundo informou o Banco Central. As notas de menor valor – de R$ 2, R$ 5, R$ 10 e R$ 20 – serão trocadas gradualmente até 2012.
O lema da campanha de lançamento é “O Real Ficou ainda Mais Forte”. As cédulas são assinadas por Guido Mantega e Henrique Meirelles.
Atendendo as necessidades - As novas cédulas de real vão atender à demanda dos deficientes visuais e terão tamanhos diferentes e marcas em relevo que facilitam a identificação tátil.
"Já existiam demandas para que houvesse uma forma de os deficientes visuais identificar as cédulas", disse o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao fazer o anúncio da nova família do real.
Elas também terão recursos gráficos mais sofisticados que vão protegê-las de falsificação. Foram mantidos os elementos que já existiam, como a marca d’água, e outros foram redesenhados para facilitar a identificação e dificultar a falsificação.
“A população não precisa ir ao banco para trocar as cédulas. Elas [as atuais e as novas] vão conviver conjuntamente [até todas serem recolhidas]”, disse Meirelles.
Nas notas de R$ 50 e R$ 100, que serão lançados até junho deste ano, foram incluídas faixas holográficas diferentes. Segundo o BC esse é um dos elementos mais sofisticados contra falsificação.
A substituição será feita aos poucos. No primeiro semestre de 2011 serão lançadas as cédulas de R$ 10 e R$ 20. Todas as novas cédulas estarão circulando até 2012.
Adaptação - A adaptação dos equipamentos bancários para leitura das novas cédulas de real, com tamanho diferenciado em função do valor, será rápida e não resultará em problemas para as instituições. A afirmação é do diretor de Administração do Banco Central (BC), Anthero Meirelles.
“Só será necessária a troca dos cassetes dos caixas [eletrônicos], para adaptá-los [às novas dimensões]”, estimou Anthero. O presidente da Casa da Moeda do Brasil, Luiz Felipe Denucci, disse, durante o lançamento das cédulas, que terá condições de começar a formar estoque para o BC em abril.
“Foram investidos R$ 400 milhões na modernização do parque da Casa da Moeda”, informou Denucci. Segundo ele, o custo do milheiro para a fabricação da nova cédula será próximo a R$ 200, valor de 25% a 28% maior do que o pago para a confecção das cédulas anteriores (cerca de R$ 168). A expectativa dos técnicos do BC é de que as novas cédulas tenham 30% a mais de vida útil que as antigas.
O prejuízo que o país tem com a falsificação de cédulas chegou a R$ 23 milhões em 2009. No ano anterior, foi de R$ 28 milhões. “Há cerca de 143 notas falsificadas por milhão em circulação. Antes, eram 200 por milhão”, disse Anthero. Com os itens de segurança adotados – que incluem tintas magnéticas e tintas oticamente variáveis, com elementos visíveis apenas sob lâmpadas especiais – o BC espera reduzir o índice de falsificação.
No Brasil, circulam atualmente 4,2 bilhões de cédulas, o que corresponde, em termos financeiros, a R$ 115 bilhões.
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