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Saúde em Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu reforça ações no combate a dengue Último LIRA aponta 3,97% de infestação, o que preocupa o Centro de Controle de Zoonoses

Último LIRA aponta 3,97% de infestação, o que preocupa o Centro de Controle de Zoonoses


Por: Assessoria

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Foz do Iguaçu está em alerta para o aumento de casos de dengue, isso porque o último levantamento rápido de infestação por Aedes Aegypti (LIRA), realizado em março, alcançou um índice de 3,97%, maior do que preconiza o Ministério da Saúde. O programa de vetores do Centro de Controle de Zoonoses está supervisionando o trabalho dos agentes que inspecionam os imóveis e reforçou ações no combate ao mosquito.

“Historicamente, Foz do Iguaçu tem registrado de janeiro à maio índices altos de infestação do Aedes Aegypti, próximos a 5%, por isso, é importante que cada morador contribua e faça  a sua parte para que possamos evitar uma nova epidemia como a que vivemos em 2016. É fundamental que a população se conscientize, cuidando e limpando seu quintal, evitando deixar água parada em qualquer tipo de recipiente, como vasos de plantas, garrafas, latas, pneus, também que façam a limpeza das calhas semanalmente, mantendo as piscinas tratadas, mesmo nos meses mais frios do ano, e que evitem jogar lixo em terrenos baldios”, salienta o responsável pelo programa de vetores do CCZ, Jean Rios.

O Programa de Controle de Vetores do Centro de Controle de Zoonoses realiza monitoramento constante nas atividades de vistorias ambientais realizadas pelos agentes que visitam os imóveis.

A intenção é mudar a metodologia das rotinas das visitas, que atualmente acontece em equipes volantes, e que trabalham em todos os bairros da cidade em conformidade com as prioridades epidemiológicas, para uma nova metodologia, a chamada “Setorização”, onde cada agente de combate às endemias será responsável por uma área de 800 a 1000 imóveis. O objetivo dessa metodologia é aproximar o agente e o morador, melhorando a comunicação e facilitando a identificação dos problemas pertencentes a sua área.

Diariamente todas as regiões da cidade recebem as visitas dos agentes de saúde – Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate as Endemias – que além de vistoriar as casas e seus quintais, também orientam os moradores quanto aos cuidados a serem tomados para evitar a proliferação de mosquitos como o Aedes, que transmite a dengue, a chikungunya, zika vírus e febre amarela, o mosquito palha, causador da Leishmaniose tegumentar e visceral, e os cuidados básicos para evitar acúmulo de lixo e entulhos que possam favorecer o aparecimento e proliferação dos animais sinantrópicos, como ratos, aranhas, escorpiões, cobras entre outros. Os agentes também fazem a leitura das armadilhas já instaladas – 1 armadilha por quarteirão – e quando há a presença de mosquitos, enviam para o CCZ para que sejam encaminhados ao Centro de Medicina Tropical – CMT, que verifica a circulação de vírus no mosquito, salienta Rios.

Esta semana, as equipes do CCZ estão priorizando os bairros Morumbi e Jardim Jupira, pois apresentaram alto índice de infestação, tanto de larvas quanto de mosquitos adultos, além das notificações de casos de dengue. “É importante destacar que ao sinal de qualquer sintoma como febre, dor de cabeça e pelo corpo, manchas avermelhadas, deve-se procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima. Estamos fazendo nosso trabalho, da melhor forma possível para evitar a propagação da doença e o aumento dos índices de infestação pelo mosquito, mas quero frisar que o morador é o nosso maior parceiro, pois é ele o responsável em manter, não só a sua casa, mas também seu bairro limpo”, disse Jean.

Vacinação

A cobertura de vacinação contra a dengue, na segunda dose da campanha do Estado, atingiu mais de sessenta por cento em Foz do Iguaçu. A meta era vacinar 17.300 pessoas e até o início de sexta-feira, 07, último dia de prorrogação, quase 11 mil havia recebido a vacina, um percentual de pouco mais de 63%. A semana de prorrogação se estendeu à escolas estaduais, shoppings, no centro da cidade e em todas as Unidades Básicas de Saúde.

Na primeira dose, aplicada em agosto do ano passado, 9.903 pessoas foram vacinadas no município, o que representa 30% da população considerada de risco, entre 15 e 27 anos. Faixa de idade que mais registrou casos confirmados da doença.

O Governo do Paraná está aplicando a vacina contra a dengue em municípios onde os casos de dengue foram mais alarmantes em 2016, confirmando epidemias, e, onde o índice de infestação do mosquito Aedes Aegypti ultrapassou o preconizado pelo Ministério da Saúde. Foz do Iguaçu está na lista dos municípios que mais registraram dengue no ano passado, com mais de oito mil casos e 14 óbitos. Terceira dose será em setembro.

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