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Foz do Iguaçu

Foz vai ter memorial homenageando vítimas das ditaduras O lançamento da pedra fundamental do futuro Memorial faz parte do Projeto de Promoção de Direito à Memória

O lançamento da pedra fundamental do futuro Memorial faz parte do Projeto de Promoção de Direito à Memória


Por: Garon Piceli

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A pedra fundamental será inaugurada na quinta-feira (16), às 13 horas na Praça Naipi; monumento visa recuperar um pouco da história dos latino americanos que deram suas vidas na luta pela democracia em seus países
 
Foz do Iguaçu entra no circuito dos eventos que homenageiam os militantes da resistência democrática assassinados pelas ditaduras instaladas no Cone Sul durante a segunda metade do século XX. O tributo que Foz do Iguaçu irá render aos milhares de resistentes caídos será constituído por um Memorial que será construído no centro da futura rotatória projetada para a confluência das avenidas República Argentina e Paraná.
 
No próximo dia 16, às 13 horas, na Praça Naipi, será lançada a pedra fundamental do Memorial, com a presença do ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humano, juntamente com ministros deste setor dos países do Mercosul que participarão da Reunião de Altas Autoridades de Direitos Humanos – RAADH do Mercosul.
 
O lançamento da pedra fundamental do futuro Memorial faz parte do Projeto de Promoção de Direito à Memória e à Verdade, da Secretaria Especial de Direitos Humanos. O objetivo deste monumento é recuperar um pouco da história dos latino americanos que deram suas vidas na luta pela democracia em seus países. O projeto Direito à Memória e à Verdade criou em várias cidades brasileiras os memoriais “Pessoas Imprescindíveis”. Os painéis e esculturas buscam unir forma e conteúdo para dar aos visitantes uma visão – mesmo que sintética – do que foram os “Anos de Chumbo” no país.
 
No Brasil são cerca de 400 mortos pela repressão violenta a todos que lutaram pelo restabelecimento do Estado de Direito. Durante os anos de tirania Foz do Iguaçu foi cenário de prisões, torturas e mortes. Apesar do incessante trabalho de pesquisa e busca dos representantes dos direitos humanos uma cortina de mistério encobre os acontecimentos dos anos de chumbo nas fronteiras do Brasil com Argentina e Paraguai.
 
Na solenidade de lançamento da pedra fundamental do Memorial serão lembradas os resitentente assasssinados em Foz do Iguaçu e região: o fundador da Vanguarda Popular Revolucionária, Onofre Pinto, os metalúrgicos Daniel e Joel de Carvalho, o escultor Victor Ramos, o sapateiro José Lavéchia, os estudantes  argentinos Ernesto Rúggia, Lilian Goldemberg e Eduardo Gonzalo Escobar.

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