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Foz do Iguaçu

Greve histórica tem adesão de todas as escolas de Foz do Iguaçu Ato público em frente ao Núcleo Regional de Educação reuniu duas mil pessoas

Ato público em frente ao Núcleo Regional de Educação reuniu duas mil pessoas


Por: Lauane de Melo

Publicado em:

O ato público dos educadores reuniu mais de duas mil pessoas na manhã desta segunda-feira, 09, no centro de Foz do Iguaçu. Além da manifestação em frente ao Núcleo Regional de Educação (NRE), a categoria seguiu em passeata até a Praça do Mitre, onde foi instalado o acampamento dos trabalhadores da educação em greve.
 

Foto: Marcos Labanca
Professores e simpatizantes reivindicam direitos em Foz do Iguaçu

De acordo com o levantamento do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato/Foz), as trinta escolas da rede estadual de Foz do Iguaçu dispensaram as aulas nesta manhã, uma paralisação total dos estabelecimentos. Durante a abertura do ato público, as escolas foram nomeadas uma a uma e todas as instituições mantinham representantes dos educadores e estudantes presentes no protesto.

Os educadores denunciam o desmonte da escola pública no Paraná, promovido pelo Governo do Estado, através de medidas que cortam direitos dos trabalhadores e prejudicam não apenas a qualidade do ensino como também comprometem o funcionamento das escolas.

“A nossa greve começa sem ter data para terminar. O governador Beto Richa pode encerrar o movimento, desfazendo as medidas que instalaram o caos na educação, cumprimento com os acordos feitos com a categoria e se dispondo a conversar sobre as decisões para melhorar a educação oferecida à população paranaense”, diz Fabiano Severino, presidente da APP-Sindicato/Foz.
 

Foto: Marcos Labanca
Todos os Colégios de Foz aderiram a greve, que não tem nada para terminar


CÂMARA –
Durante o percurso até o acampamento de greve, os educadores permaneceram por um período em frente à Câmara de Vereadores. Os integrantes da categoria entendem que mesmo o legislativo tendo uma atuação local, os vereadores podem pressionar os seus partidos a orientar os deputados estaduais para que votem contra os projetos em  tramitação na Assembleia Legislativa, nocivos aos interesses da educação.

“Defender a educação não é nenhum favor, é obrigação dos vereadores, que devem se colocar ao lado do serviço público, do funcionalismo e dos trabalhadores”, conclamava ao microfone a pedagoga Cátia Ronsani Castro, diretora de Formação Política e Sindical da APP-Sindicato/Foz.

Ao final do movimento em frente à Câmara Municipal, os participantes percorreram a avenida Brasil. Nenhum vereador acompanhou a passeata.

APOIO DA POPULAÇÃO – Dezenas de mães e familiares de alunos acompanharam o ato público que determinou o início da greve da educação. Preocupados com o atual estado de precariedade em que se encontram muitos estabelecimentos de ensino, a população está apoiando a paralisação.
 

Foto: Marcos Labanca
Passeata seguiu pelas ruas de Foz até a praça do Mitre

“Tenho seis filhos que estudam no Colégio Barão do Rio Branco e vejo a dificuldade da escola ser administrada devido à falta de investimentos. Até a merenda está faltando. Minhas filhas fazem aulas de idiomas no Celem, projeto que o governo quer cortar. Por isso, o meu apoio é total à greve”, explica Josinete Holler.

Acompanhando o movimento pelas ruas da cidade, o pintor Laércio Rosa espera que um dia os professores recebam o mesmo tratamento dispensado a profissionais de outras áreas essenciais à população.

“Desde que era estudante, há muito tempo, torço para que os professores recebam  remuneração melhor, pois o salário deles é uma vergonha, muito menor que trabalhadores de outras áreas”, diz Laércio Rosa.

A zeladora Solange Marli de Freitas a dispensa das aulas no Colégio Bartolomeu Mitre, onde a sua filha estuda. De panelas vazias às mãos e enrolada a uma bandeira do Brasil, acompanhou o protesto dos educadores e diz que permanecerá no acampamento todos os dias.

“Além da falta de aula para a minha filha, por conta do governador, eu presto serviços aos funcionários da escola, que não podem me pagar porque não recebem do estado. Além disso, está ocorrendo diminuição de professores e de turmas”, denuncia. Solange de Freitas.

ESTUDANTES – Centenas de estudantes fortaleceram o início da greve dos professores, desde os portões das escolas até o protesto pelas ruas centrais de Foz do Iguaçu. Os alunos presentes ao ato vieram de todas as regiões da cidade, demonstrando apoio às reivindicações dos professores, pedagogos e profissionais das instituições de ensino.

“O Colégio Barão do Rio Branco já tem definida a sua postura a favor dos educadores, mesmo porque a escola forma docentes e por isso a nossa responsabilidade é ainda maior. O que vemos hoje é o caos da escola pública, que se não for revertido com a manifestação de toda a comunidade vai trazer ainda mais prejuízos aos estudantes”, diz Valentina Virgínio, presidente do Grêmio Estudantil do Colégio Barão do Rio Branco.

DESMONTE – O Colégio Cataratas do Iguaçu recebeu a comunidade escolar com as portas fechadas e várias faixas informando os motivos da adesão à greve. De acordo com o professor Allan Cesar Saraiva Rosa, a escola foi obrigada a diminuir cinco turmas, tem suprimento de merenda para apenas uma semana, dispõe de somente quatro funcionários de escola para o trabalho nos três períodos de aula e apenas uma pedagoga por turno, quando deveria ter no mínimo quatro profissionais.

“A situação está tão grave que se nada for feito, está previsto o fechamento do laboratório e da biblioteca no período noturno, devido à falta de funcionários”, denuncia Allan Cesar Rosa, professor de geografia na instituição.

ASSEMBLEIA – Nesta terça-feira, 10, cerca de setenta educadores de Foz do Iguaçu e região participam do ato público em Curitiba, em frente à Assembleia Legislativa, para acompanhar a tramitação de dois projetos que cortam direitos dos servidores estaduais.

Conforme a APP-Sindicato/Foz, diante da forte mobilização da categoria, alguns  deputados estaduais estão prometendo fazer mudanças nos projetos, tentando se colocar como mediadores entre o governo e os trabalhadores.

“Tem deputado dizendo que vai mudar o texto do projeto e que não é possível ser contra toda a proposta. Isso não existe. Ou se vota contra ou a favor das medidas que ferem os servidores do Paraná”, defende Mirian Takahashi, diretora de comunicação da APP-Sindicato/Foz.

Para os dirigentes sindicais, esta é uma tentativa de desmobilização do movimento patrocinada pelo Governo do Estado, através dos parlamentares de sua base de sustentação. Devido ao regimento do parlamento, não são possíveis mudanças no texto dos dois projetos em discussão, que precisam ser retirados da pauta pelo governo ou derrubados pelo voto contrário dos deputados.

 

 

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