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sáb, 31 de out 2026

Idosa de 65 anos pede para estudar com crianças de seis anos

– “João…” – eu, falando com meu priminho de seis anos.

– “Ã?”

– “É verdade que você tem uma coleguinha de 65 anos na sala de aula?”

– “Sim” – ele está no 1º ano do ensino fundamental.

– “Ah, é?”

– “É a dona Nena.”

– “E como ela é?”

– “Velha.”

– “Humm… e o que ela fica fazendo na sala?”

– “Escrevendo o que a professora põe no quadro.”

– “E por que será que ela faz isso, João?”

– “Ela quer saber ler.”

Quando uma história dessas chega ao meu ouvido soa como provocação.

Fui conhecer a dona Nena.

Escola Municipal Monteiro Lobato. Bairro Porto Belo, Foz do Iguaçu. 1º ano do ensino fundamental ou primário, como preferir. Dona Nena está sentada na última carteira. Ao redor dela 22 alunos com idades entre seis e sete anos. Ela: 65.

– “Posso falar um pouquinho com a senhora?” – perguntei.

– “Claro, minha filha!”

Negra, lenço colorido na cabeça, sorriso a cada meio minuto…

– “Por que a senhora está vindo pra escola?”

– “É que quando eu era criança, meu pai não me deixou estudar, né? Só trabalhar na lavoura. Nós chorava, mas ele dizia que menina muié não precisava estudar, não. E a minha mãe dizia que estudar servia só pra escrever cartinha pros namorados.”

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Cresceu analfabeta. De letras e números. Quando casou, o marido também não permitiu que ela estudasse.

– “Comecei a estudar no Mobral, escondido dele,” ela contou. “Um dia ele foi fuçar na minha bolsa e viu meu caderno e meu lápis. Perguntou se eu estava estudando. Eu disse que tava sim. Sabe o que ele fez? Pegou meu caderno e rasgou todinho!”

Ela largou os estudos de vez.

Aos 65 anos, dona Nena (separada há 20 anos) tem dois filhos. Um formado.

Veio deles o apoio.

– “Procurei a escola municipal do bairro onde eu moro. Falei com a secretária: ‘Rose, não tem algum estudinho pra mim aí, não?”

Rose ficou surpresa. Achou que dona Nena não iria aguentar estudar de dia com as crianças.

Mas a candidata a estudante primária, de 65 anos, não desistiu. Foi falar com a diretora.

– “Ela disse que se eu quisesse vir, podia vir, mas ela não acreditou que eu viria mesmo…”

Quando dona Nena apareceu no portão, pronta pra estudar, foi um choro só!

– “Elas ficaram emocionadas. Choravam e me abraçavam! Diziam que se todos fossem como eu, nosso país estaria bem!”

O Conselho Escolar – formado por pais, alunos, professores e funcionários – aprovou. A diretora Lídia Prieve e a coordenadora Miria Zwirtes acompanham tudo de perto e a professora, Iracy da Costa Passos, que tem a mesma idade de dona Nena, se sente desafiada.

– “A diferença” – explica a professora – “é que pra criança você fala uma vez e ela aprende. A pessoa de idade você tem que repetir cinco, seis vezes. O entendimento é mais difícil. Mas isso não atrapalha o andamento da aula. Pelo contrário. Eu vou lá na carteira da dona Nena e explico baixinho pra ela, mas as crianças não se aguentam: levantam e vão lá me ajudar. Aí, acabam aprendendo duas vezes!”

A coleguinha, Yannely, de seis anos, conta como faz:

– “Eu falo as letras que ela vai escrever. Ela aprende quase fácil, porque às vezes ela erra um pouco a letra.”

E “ái” da dona Nena se ela falta.

– “As crianças vão lá em casa me buscar! kkkk”. E completa: “sonho em ser uma professora, ser uma enfermagem… Eu quero ler pra mim abrir mais uma atividade. Nunca é tarde. N-U-N-C-A É T-A-R-D-E! Eu fico pensando assim: meu Deus, agora tá na minha vez!”

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Izabelli Ferrari é jornalista em Foz do Iguaçu e adora contar uma bela história.

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A Dirección Nacional de Migraciones do Paraguai efetuou, na madrugada deste sábado (31 de outubro de 2026), a segunda expulsão do cidadão norte-americano William Derrick Cromer, de 49 anos, em um intervalo inferior a 10 dias. O homem, envolvido em uma série de episódios de violência, foi conduzido por agentes policiais até a cabeceira da Ponte Internacional da Amizade, na fronteira com Foz do Iguaçu.

Cromer havia sido expulso do território paraguaio no último dia 22 de outubro após causar estragos em um edifício residencial na capital, Asunción, oportunidade em que se constatou também sua permanência irregular no país.

Reincidência e episódios de violência nas ruas

Apesar do decreto de expulsão original — que previa a proibição de reingresso por no mínimo cinco anos —, as autoridades suspeitam que o norte-americano tenha retornado ao Paraguai de forma irregular pelas fronteiras secas ou fluviais.

Na tarde dessa sexta-feira (30), Cromer voltou a protagonizar agressões sem motivação aparente no centro de Asunción:

  • Agressão a pedestre: Por volta das 16h, o homem atingiu com um golpe nuca de uma mulher que caminhava pela rua, fato registrado por câmeras de segurança locais;
  • Ataque em estabelecimento comercial: Horas depois, invadiu uma cafeteria na tradicional Rua Palma, no centro histórico de Asunción, e desferiu um soco contra um cliente que estava no local.

 

No início do mês, o estrangeiro já havia sido expulso do prédio onde residia temporariamente após agredir fisicamente o porteiro e um operário para forçar a entrada no imóvel.

Proibição de reingresso ampliada para 10 anos

Com a nova detenção e a constatação da reincidência imediata, a Dirección Nacional de Migraciones aplicou uma penalidade mais rigorosa. O cidadão norte-americano agora está formalmente impedido de ingressar no Paraguai pelo prazo de 10 anos, conforme prevê a Lei de Migrações 6.984/2022.

A operação de expulsão foi concluída na fronteira entre Ciudad del Este e Foz do Iguaçu, onde o indivíduo foi entregue às autoridades competentes.

 

 

Foto em destaque: Divulgação/Direción Nacional de Migraciones do Paraguay

A Passarela das Cataratas, que leva ao mirante principal da Garganta do Diabo no Parque Nacional do IguaçuClique para abrir o painel lateral e ver mais informações, foi reaberta para visitação pública às 10h deste sábado, 31 de outubro de 2026.

A estrutura estava interditada preventivamente desde meados de outubro devido ao grande volume de chuvas registrado na bacia do Rio Iguaçu, que elevou a vazão e exigiu a aplicação dos protocolos de segurança do parque.

Redução do volume de água e segurança garantida

O fechamento preventivo ocorreu quando a vazão do rio ultrapassou a marca de 8,5 milhões de litros de água por segundo (L/s), atingindo o pico de 17,7 milhões de L/s na última segunda-feira (26).

Neste sábado, os níveis registraram uma tendência contínua de queda, estabilizando-se em 6,8 milhões de L/s, patamar considerado seguro pelas equipes técnicas.

Antes da liberação aos turistas, profissionais especializados realizaram inspeções na estrutura e concluíram a reinstalação dos guarda-corpos removidos durante a cheia. A concessionária Urbia+Cataratas mantém o monitoramento em tempo real do fluxo hídrico, com previsão de nova avaliação de interdição caso a vazão volte a atingir o limite técnico de 8 milhões de L/s com tendência de alta.

Operação especial para o feriadão de Finados

A reabertura coincide com o início do feriadão de Finados (31 de outubro a 2 de novembro), período em que o parque operará em horário ampliado para atender a alta demanda de visitantes:

Horário especial de feriado: Das 8h às 16h (de 31/10 a 02/11).
Funcionamento regular: Segunda a sexta-feira, das 9h às 16h; sábados e domingos, das 8h30 às 16h.
Ingressos: A compra deve ser feita antecipadamente pelo site oficial com agendamento de data e horário.

 

 

Fotos: Eagle Eye/Divulgação Urbia+Cataratas

Aos seis anos, Théo da Silva Rodrigues já sabe muito sobre dinossauros. Apaixonado pelos animais pré-históricos, ele encontrou uma forma criativa de transformar o interesse em um trabalho escolar: com a ajuda da mãe, construiu uma réplica do Vale dos Dinossauros, um dos atrativos do Complexo Dreams Park Show, em Foz do Iguaçu.

O mais curioso é que Théo nunca visitou o parque. Até o momento, conhece o local apenas por fotos e vídeos publicados na internet.

A ideia surgiu quando os professores do Centro de Educação Infantil Inácia de Menezes dos Santos, onde ele estuda, propuseram aos alunos a construção de maquetes sobre a Tríplice Fronteira. Théo teve certeza: iria reproduzir o Vale dos Dinossauros e pediu ajuda aos pais.

Com o apoio da mãe, Sabrina da Silva, que tem habilidade para trabalhos manuais, o menino usou os próprios brinquedos e muita criatividade para montar a miniatura. O resultado chamou a atenção dos colegas e professores, que aplaudiram o trabalho.

“Pesquisamos fotos e vídeos do parque e, a partir dessas imagens, começamos a montar a maquete. Foi uma experiência muito divertida para toda a família”, contou a mãe.

Uma surpresa que virou presente

Orgulhosa do resultado, Sabrina enviou fotos da maquete à equipe do Complexo Dreams Park Show. O que seria apenas uma forma de compartilhar a criatividade do filho acabou se transformando em uma surpresa para a família.

Família Rodrigues. Foto: Arquivo pessoal/Divulgação Assessoria.

Encantada com a iniciativa, a equipe do parque convidou Théo e os familiares para conhecerem pessoalmente o Vale dos Dinossauros no próximo domingo, 1º de novembro.

“Enviamos as fotos porque achamos que a maquete tinha ficado muito bonita. Mas fomos surpreendidos com o convite e ficamos muito gratos. O Théo já havia me pedido para conhecer o Vale dos Dinossauros, mas somos quatro pessoas em casa e, às vezes, as condições financeiras dificultam os momentos de lazer. Parece que Deus ouviu o pedido dele e resolveu nos dar esse presente”, agradeceu a mãe.

Segundo Sabrina, a construção da maquete também teve um significado especial para a família. Há alguns meses, Théo enfrenta um tratamento nos rins, e a atividade ajudou a tornar o período mais leve.

“Foi muito divertido montar a maquete. Tivemos momentos de alegria, criatividade e muita conexão em família”, relatou.

Agora, Théo vai trocar as imagens da internet por uma experiência real. No domingo, 1º de novembro, poderá caminhar pelas trilhas do Vale dos Dinossauros e conhecer de perto as réplicas dos animais pré-históricos que tanto admira.

As atrações

No mesmo parque onde está o Vale dos Dinossauros, tem o Museu de Cera, Maravilhas do Mundo, Bar de Gelo e o Dreams Motor Show. E a Luryx, maior Duty Free de Foz.  Ao lado, tem o Zoo Park Foz.

O Dreams Park Show está localizado na Rodovia das Cataratas. Mais informações no site: www.dreamsparkshow.com.br

 

 

 

Fotos: Divulgação/Assessoria

Pelo segundo mês consecutivo, os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) não terão cobrança adicional na conta de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nessa sexta-feira (30 de outubro) a manutenção da bandeira tarifária verde para o mês de novembro.

A medida traz alívio financeiro para residências, comércios e indústrias, dando sequência ao cenário iniciado em outubro, quando a bandeira verde retornou após cinco meses consecutivos de vigência da bandeira amarela.

Volume de chuvas garante equilíbrio nos reservatórios

Segundo a agência reguladora, a decisão foi viabilizada pelo aumento das precipitações nas regiões onde estão localizadas as principais bacias e usinas hidrelétricas do país.

Com os reservatórios em níveis favoráveis, diminui a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, cuja produção possui custo financeiro substancialmente mais elevado.

Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias

Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza mensalmente aos consumidores o custo real da geração de energia elétrica no país. Os acréscimos por cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos funcionam da seguinte forma:

  • Bandeira Verde: Condições favoráveis de geração. Sem acréscimo na conta de luz;
  • Bandeira Amarela: Condições menos favoráveis. Acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh;
  • Bandeira Vermelha – Patamar 1: Condições mais custosas. Acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh;
  • Bandeira Vermelha – Patamar 2: Condições críticas de geração. Acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh.

 

A manutenção da bandeira verde em novembro garante estabilidade nos custos de energia elétrica no início do último bimestre de 2026.

 

 

 Foto em destaque: Tânia Rêgo/Agência Brasil