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Foz do Iguaçu

Itamaraty quer discutir Ferrosul e 2ª ponte bimodal Foz-Paraguai


Por: Garon Piceli

Publicado em:

O chefe do Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores no Paraná (Erepar), ministro Sergio Couri, disse na quinta-feira (24) em Curitiba que está encaminhando para Brasília a proposta do presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, de inclusão do modal ferroviário no projeto da segunda ponte internacional sobre o rio Paraná, unindo Foz do Iguaçu, no Brasil, a Puerto Presidente Franco, no Paraguai. “Estou propondo ao Itamaraty um exame dos pontos de vista da Ferrosul à luz dos objetivos das políticas externas na América do Sul”. 
 
A medida é resultado de uma reunião ocorrida na quarta-feira (23) no escritório do ministro entre ele, o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, e o Secretário de Planejamento Diplomático do Itamaraty, Hermano Telles Ribeiro. “O assunto foi examinado e ficamos de levá-lo à Brasília a fim de que se verifique a possibilidade de atender à demanda da Ferroeste e Ferrosul, além de outras questões”. 
 
O ministro Sergio Couri disse que o Itamaraty deve “olhar o assunto do enfoque diplomático para ver se cabe alguma medida de gestão pública” e acrescentou que existe a possibilidade de convocação de “ampla reunião para debater o assunto”. O exame da construção da ponte ferroviária e da criação da Ferrosul, segundo ele, é importante para os meios diplomáticos. “Em princípio a integração ferroviária do Conesul, a partir da infraestrutura existente na região sul, não pode ser perdida de vista”. 
 
A construção de uma ponte internacional bimodal sobre o rio Paraná na região de Foz do Iguaçu com o Paraguai voltou a ganhar força com o avanço na criação da Ferrosul, a partir da base da Ferroeste. O presidente da empresa, Samuel Gomes, manteve contato com o Itamaraty na condição de coordenador do Fórum Permanente para estudos de potencialidades de integração de transporte e logística do Codesul e do Zicosur, estabelecido através da Carta de Salta, em 8 de dezembro de 2009, firmada pelo então governador Roberto Requião e presidente do Codesul e pelo governador da Província de Salta, Juan Manuel Urtubey. 
 
Segundo Gomes, uma das razões que leva a Ferroeste a requerer a inclusão do modal ferrovia na segunda ponte internacional é a “legitimação que decorre do fato de que a Ferroeste investiu mais de R$ 10 milhões no projeto executivo de engenharia e estudos ambientais do ramal Cascavel–Foz do Iguaçu”. O ramal e a ponte ferroviária são indispensáveis, segundo ele, “tendo em vista o avanço significativo que o projeto de ligação ferroviária entre Cascavel e o Paraguai sofreu recentemente, nos marcos dos entendimentos em favor do corredor ferroviário bioceânico Paranaguá-Antofagasta”. 
 
De acordo com o presidente da Ferroeste, o próprio Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT, considera técnica e juridicamente possível promover alteração no escopo do projeto da segunda ponte “de modo que a mesma passe a conter ambos os modais rodoviário e ferroviário, como originalmente previsto no Memorando entre os Presidentes do Brasil e do Paraguai, posteriormente alterado para retirar o modal ferroviário, o que consideramos um erro estratégico, felizmente ainda passível de ser sanado”. 
 
Paraguai – Comentando os projetos da ferrovia, da ponte e da Ferrosul, o diretor da União de Exportadores Paraguaios (Unexpa), Raul Valdez, disse que considera “importante para o país integrar-se à ferrovia e fazer parte do corredor bioceânico” que unirá os portos do Sul do Brasil com os do Chile. Para isso, Valdez afirmou que os empresários estão “trabalhando de perto junto às autoridades paraguaias” no sentido de que o governo de seu país negocie com o governo brasileiro “a extensão da linha da Ferroeste entre Cascavel e Foz do Iguaçu, inclusive com a ponte ferroviária fazendo a ligação com o Paraguai”. 
 
Segundo o diretor da Unexpa, o Presidente Lugo acaba de editar decreto presidencial criando a Comissão do Corredor Bioceânico “para estudar alternativas de viabilizar o projeto e a ponte ferroviária ligando Brasil e Paraguai”. Com esse objetivo, informou, já começaram as negociações com o vice-ministro dos Transportes do país. “O Paraguai precisa disso”, alegou. 
 
O próprio governo paraguaio já anunciou que poderia auxiliar no projeto de unir os dois países por ferrovia financiando 50% de uma ponte entre os dois países. A intenção foi formulada pelo vice-presidente do Paraguai, Federico Franco, em maio de 2009, na Expo Santa Rita, durante um encontro com Samuel Gomes, autoridades ministeriais e produtores rurais paraguaios. 

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