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Foz do Iguaçu

NUNCA SE SABE!


Por: Garon Piceli

Publicado em:

"A vida nos reserva grandes surpresas". Essa afirmação é uma grande verdade.

Hoje pela manhã aconteceu um mal entendido e eu (Garon Piceli – editor deste portal) fui parar no Ecomuseu a procura de uma oficina que na verdade acontece amanhã, quinta-feira (21). Lá eu conheci o Antônio Villas, um cara super gentil e atencioso. Conversamos, trocamos umas ideias e no final da tarde ele me mandou uma ótima crônica do que aconteceu.  Tomei a liberdade de pedir para publicar esta história aqui no Clickfoz, pois gostaria de compartilhar com vocês. 

Obrigado pela manhã, Antônio.
 


 
NUNCA SE SABE!
 
 

Oficina literária? Eu quero. Então ligaram 3 vezes pedindo a confirmação. 

̵ Vou, sim! – respondi, sempre.

Mandaram e-mail, explicando que era dia 20 e 21, das 8 às 12. Ecomuseu? Minhas sobrinhas me explicaram onde ficava. Solicitei permissão no trabalho e madruguei.

Levantei às 5h. Não quis confiar no meu despertador posto pras 6h20. Nunca se sabe. Banho quase frio detesto, mas não posso prescindir. Ônibus demorado, mas pela arte e a cultura o quê que eu não faço? No segundo coletivo verde:

̵ O Ecomuseu fica onde, moço?

̵ Ih, tá longe ainda, mas eu mostro pro sr.

E lá fomos. Vi um colega da UDC, sentado na frente, com cara de sono, desceu bem antes e, ao ver-me, me reconheceu em tom menor:

̵ Oi, irmão!
Seguramente nem lembrou meu nome. A um gesto do cobrador lacônico:

̵ É aqui? Ah!

Mas era do lado esquerdo, surpreendi-me, turisticamente. Atravessei as linhas zebradas e deu zebra mesmo. Cheguei cedo demais. O Consórcio Sorriso não é tão mau assim. O sol nascia ainda, espreguiçando-se nas brisas. O Ecomuseu estava fechado e só abriria às 8h. Esperei hora e meia. Mas, pra que serve o dicionário de inglês sempre na mochila? Tirei dezenas de dúvidas acumuladas. Pra que serve o manual de linguística? Pensei mil palavras escamosas e cabeludas, mas só em voz baixa; crianças da vizinhança uniformadas estavam chegando.

̵ Que fazem? – me animei a perguntar a uma delas – Estudam neste lugar?

̵ Não, mas temos um projeto aqui.

O Guarda imenso lhes abria uma fresta no portão com o controle remoto. Não é prudente deixar a criançada na beira da pista. Nunca se sabe. A este mesmo perguntei:
̵ Mas vocês têm aqui uma cantina ou bar.

̵ Não.

̵ Onde posso encontrar um.

̵ Lá, na Itaipu.

̵ Mas isto está a um km!

̵ Não, serão uns 700 metros.

̵ Vou esperar.

Às 8h abriram. Chegou um rapaz distinto, com ares de eficiência, tirou logo um tablet ou similar do bolso e, movimentou a portaria. Ao escutá-lo, soube que vinha pelo mesmo que eu. Teve os mesmos desencontros. Da mesma maneira, outra senhora chegou, de óculos escuros, mas estava vendo muito bem, tanto que exclamou: “Ah, Foz do Iguaçu!” Mil perguntas se suscitaram. Onde? Quando? Quem? Sobre o quê? Mas porque este atraso? O guarda repassou à recepcionista. Esta indagou seus papéis e agendas. Meia hora depois proclama:

̵ Não é coisa da Itaipu.

Isso a desculpava, pelo jeito. Mas passou à sua chefa, não sem certa dificuldade com os rádios, desses que chiam e guincham. Sons da ecologia? Nunca se sabe! Esta veio solícita, deu um bom dia de operador turístico que trabalha pela Excelência e perguntou:

̵ Tudo bem com vocês?

̵ Não! – respondeu o trio.

Ela, pobrezinha, explicou tudo de novo, apoiando-se numa lista impressionante, uma agenda de eventos, impressa a full-collor:

̵ Não é coisa nossa – justificou-se – só sediamos o evento, mas vejam que nem é hoje, é amanhã. 

̶̶̵ Viche! – Desanimei.

Fazem a coisa nesse fim de mundo e ainda erram na comunicação. Os mosquitos oportunistas, ali, me comendo; eu em jejum. Aquelas bolhinhas de sangue aparecendo nos dedos, no antebraço e a coceira chegando. Será o bico deles que é muito forte ou a minha pele que é frágil? Nunca se sabe. Mais uns e-mails e outras ligações e viemos embora. Ganhei carona do jovem dinâmico e antenado. Compartilhamos experiências de viagem pelo mundo. Vim a saber que ele é periodista, mas não só, ele é o próprio editor-chefe do Clickfoz.com. Saiu o assunto da ALEFI, à qual ele até já foi convidado.

̵ Totalmente desejável, – disse-lhe eu – pense o quanto ambas as instituições se enriqueceriam reciprocamente – reforcei.

̵ Vamos ver!

Amanhã voltaremos? Claro, parece que o evento é bom.

Bom! Nunca se sabe!

 


 

 

 

Antonio Villas (54), araponguense, educador e universitário da UDC.

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