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Foz do Iguaçu

O cobrador "esperto" e o ônibus ao aeroporto Fiquei parado um instante, para ver se ele ou me dava os R$ 0,15 ou falava algo - aceitável, pelo menos pra mim - como "estou sem troco" ou "pode aguardar um momento até eu ter o troco?". Mas o silêncio reinou.

Fiquei parado um instante, para ver se ele ou me dava os R$ 0,15 ou falava algo - aceitável, pelo menos pra mim - como "estou sem troco" ou "pode aguardar um momento até eu ter o troco?". Mas o silêncio reinou.


Por: Leca

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Como muitos sabem, e para os que não sabem informarei agora, há tempos estou pagando uma etapa fora de Foz do Iguaçu. Algo temporário, espero, mas, sempre que posso, estou pela cidade. 
 
Neste final final de semana visitei Foz. Comi nas deliciosas confeitarias, fui a Argentina, ao Paraguai, visitei familiares e amigos, participei de dois eventos e compareci a uma formatura de ex-alunos. Tudo padrão para quem é da cidade e está fora. 
 
Confesso ter passado três dias muito agradáveis na cidade e estava pronto para retornar a São Paulo e começar a semana com o pé direito. Na hora de rumar ao aeroporto, aproveitei o bom tempo e utilizar o transporte coletivo.
 
E foi aí que o pesadelo começou…
 
Domingo, 14h, Avenida das Cataratas. Embarquei na linha Aeroporto-Cataratas. Carro 3895.
 
O ônibus que leva ao aeroporto, parte do Sistema de Transporte Público de Foz, é o mesmo veículo de quase uma década atrás: velho, feio, sujo, barulhento e sem nenhum tipo de adaptação ou adequação à acessibilidade. (como podem ver na foto abaixo, o veículo – em pleno 2014! – não tem elevador para cadeirante.)

Logo ao entrar, percebi o ônibus completamente cheio e constituído de um verdadeiro amontoado de turistas, trabalhadores dos hotéis e crianças com seus familiares. Numa cena tipicamente de horror para qualquer cidadão que procura utilizar o transporte público em nossa cidade, seja para lazer ou para trabalho, e para qualquer turista que vem a Foz e recebe boa hospitalidade, bons hotéis, bons atrativos e bons restaurantes, mas é obrigado a se espremer naquela carroça que – desde 2008, pelo menos – eu denuncio aqui no ClickFoz como sendo, junto com a linha Morumbi, um dos tumores da Sistema da cidade. 

 
Pra piorar toda a situação, percebi algo engraçado no período em que fiquei antes da roleta (pois demorei um bom tempo pra conseguir passar para o fundo do ônibus, tendo em vista a lotação). Vejam só: na janela ficam adesivos com informações como regras, proibições e a tarifa. Engraçadamente, como a janela é "de correr", o adesivo com os valores da passagem estava atrás de outro, que fica no vidro ao lado mas, em caso de janela aberta, sobrepõe os adesivos do vidro vizinho. Ou seja, não dava pra ver o preço. Moradores ou visitantes constantes – me incluo – sabem o valor e podem fiscalizar. Mas turista não. Sem falar na limitação do idioma. Percebi então estar o cobrador devolvendo trocos sempre "redondos" aos turistas a minha frente. Como a passagem é R$ 2,85, achei estranho não haverem moedas entre as devoluções e resolvi fazer um teste.
 
Peguei R$ 5,00 e dei ao cobrador. Sem falar uma palavra. Eu estava com malas. Poderia facilmente me passar por turista. Ele me devolveu R$ 2,00. Fiquei parado um instante, para ver se ele ou me dava os R$ 0,15 ou falava algo – aceitável, pelo menos pra mim – como "estou sem troco" ou "pode aguardar um momento até eu ter o troco?". 
 
Mas o silêncio reinou. 
 
Esperei mais uns segundos e disse "quanto custa a passagem?". Ele, sem responder e sem me olhar, deu uma respirada funda e abriu sua gaveta cheia de moedas para, prontamente, me devolver a diferença. Tentei dizer a ele algo como "o senhor tem que dar o troco certo para as pessoas" e ele fez como se não tivesse ouvido. Insisti "o senhor me ouviu?" ele então soltou "sim", sem me olhar. Sentei no fundo o ônibus e fui refletir sobre o acontecido.
 
Foz do Iguaçu é uma cidade com uma gente trabalhadora e alegre e com um potencial enorme. Recebemos milhões de turistas todos os anos e somos um destino muito atrativo para o mundo. Precisamos rever o transporte público e a qualidade desses ônibus (desconfortáveis, cheios e sem ar-condicionado), para nós e para os turistas. Cabe a nós – todos -, também, aprendermos a receber os visitantes tirando proveito das divisas e dos empregos que eles nos trazem sem, no entanto, ficar trapaceando ou buscando benefícios pessoais e desleais. O caso do cobrador parece pouco, parece alarmismo, mas reflete uma mentalidade errada e uma comportamento visivelmente absurdo para uma cidade como a nossa. 
 
 

 



   * Luiz Henrique Dias é escritor. Siga ele no Twitter: @luizhdias

 





 

 

 

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