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Palestra e oficina discutem inclusão digital para pessoas cegas “Outros Olhares, Novos Diálogos” será nos dias 26 e 27 de abril, em Foz do Iguaçu

“Outros Olhares, Novos Diálogos” será nos dias 26 e 27 de abril, em Foz do Iguaçu


Por: Leca

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Uma sociedade será  avançada e justa quando puder incluir as diferenças.  É com essa visão que será realizada a segunda edição do evento “Outros Olhares, Novos Diálogos: A comunicação digital e os cegos”, nos dias 26 e 27 de abril, em Foz do Iguaçu. O objetivo é discutir a inclusão e acessibilidade digital das pessoas cegas.
 

A programação terá palestra pública e oficina. As atividades serão coordenadas pelo professor de informática Thiago Magalhães, de Campinas (SP), cego desde os 13 anos. A organização é do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Subseção de Foz do Iguaçu e Região) e da Associação Guatá. O evento também recebe apoio da Biblioteca Pública Municipal Elfrida Elgel Nunes Rios, da APP Sindicato (Núcleo Sindical Foz do Iguaçu), do portal Megafone, da Casa do Teatro e da Casa da América Latina.

Conhecido por seu gosto tecnológico, Thiago acredita que a maior vantagem da informática é a inclusão. Segundo ele, essa ferramenta “é um olho para a pessoa cega, desde as atividades  mais simples como guardar um número de telefone, uma agenda, até as mais complexas”.

Palestra – No primeiro dia, 26, será promovida uma palestra pública com o tema “O acesso à comunicação digital para a pessoa cega”, às 19h30, na Fundação Cultural de Foz do Iguaçu. A entrada é gratuita e aberta ao público em geral.

Workshop –
Sábado (27) será desenvolvido um workshop cujo objetivo é fazer uma introdução à informática para a pessoa cega. Para este evento os participantes serão divididos em duas turmas, uma das 8 às 12 horas e a outra das 14 às 18 horas, no Telecentro da Guarda Municipal. Esta atividade, gratuita, tem vagas limitadas e exige inscrição prévia. Informações pelo e-mail aureamcunha@yahoo.com.br.

Importância – Na opinião de Silvio Campana, diretor da Associação Guatá, participar de um projeto que possa auxiliar na inclusão de indivíduos na vida social, econômica e principalmente cultura da cidade “é resgatar o principal propósito da existência da Guatá”.

Segundo Campana, a iniciação de cegos e portadores de baixa-visão à cultura digital, longe de ser um favor às pessoas que vivem essa condição, ajuda a própria sociedade a avançar no seu conjunto. “Nos desafia a entender  limites, superar distâncias e indiferenças e, com isso, enfrentar o maior dos entraves, que é o preconceito transvestido de invisibilidade”, destacou

Para o diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Subseção Foz do Iguaçu e Região), Wemerson Augusto, a atividade é importante para discutir entender a acessibilidade real na sociedade, em especial a deficiência visual.

“Vamos experimentar um recurso tecnológico e ver de que forma ele pode auxiliar as pessoas que possuem deficiência visual. Além disso, a iniciativa é uma forma do Sindicato dos Jornalistas ultrapassar suas barreiras corporativas e participar mais ativamente de outras demandas da comunidade”.

O Palestrante – Thiago Magalhães é instrutor, programador e analista de sistemas. Trabalha como instrutor de informática no Instituto Campineiro dos Cegos Trabalhadores e também ministra cursos de férias na Fundação Bradesco.  E também atua como instrutor de treinamento e suporte, além de consultoria de acessibilidade digital.

Baiano de Ilhéus, Thiago nasceu com glaucoma e foi perdendo gradualmente a visão. Ele conta que entrou no ramo de informática por acaso, embora sempre tenha se interessado por tecnologias.  Quando perdeu totalmente a visão fez um curso de informática em Campinas e se deu bem. Antes de entrar nesse ramo, quis ser músico, assistente social.

Thiago utiliza vários programas leitores de tela, dentre eles, Jaws, Virtual Visio e NVDA, um sistema que lê a tela e torna a linguagem acessível. O NVDA é um software livre,  aberto, é possível de fazer alterações na sua programação.

Primeira edição –
Em sua primeira edição, “Outros Olhares, Novos Diálogos” teve como carro chefe uma oficina de fotografia que durou quase um ano.  Ministrado pela jornalista e fotógrafa Áurea Cunha,  a oficina  resultou na exposição  “Outros Olhares: A linguagem fotográfica dos cegos”. Áurea é quem coordena também os trabalhos desta segunda edição de “Outros Olhares”.

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