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Paralisação dos professores estaduais continua no Paraná Educadores das nove cidades de abrangência da APP-Sindicato/Foz defendem a manutenção da greve

Educadores das nove cidades de abrangência da APP-Sindicato/Foz defendem a manutenção da greve


Por: Lauane de Melo

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A greve deve continuar. Esta é a decisão unânime dos educadores da região, após duas reuniões ampliadas do Comando de Greve Regional, realizadas em Foz do Iguaçu e em Medianeira. Para a categoria, a proposta apresentada pelo Governo do Estado não contempla a pauta de reivindicações que levou à paralisação de todas as escolas da rede estadual de ensino.

Foto: Assessoria
Professores da rede estadual de ensino continuam firmes na greve

A deliberação coletiva de professores, pedagogos e funcionários das escolas localizadas nos nove municípios da região de abrangência da APP-Sindicato/Foz será apresentada e defendida durante a Assembleia Estadual, que acontece em Curitiba, na próxima quarta-feira, 04.

Os educadores avaliam, ainda, que os estabelecimentos de ensino não têm condições para iniciar o ano letivo devido à falta de professores, funcionários, merenda e outros materiais básicos. Com a greve, os educadores pretendem reverter esta realidade vivida por muitas escolas paranaenses.

“A greve não termina com o governador falando bravatas publicamente. A paralisação se encerra com Beto Richa tomando atitudes e medidas concretas para reverter o caos nas escolas criado por sua própria gestão. Assim, continuamos em greve por tempo indeterminado”, define Fabiano Severino, presidente da APP-Sindicato/Foz.

Após três rodadas de negociações, as propostas do governo não asseguram direitos já garantidos na carreira e nem protegem o fundo previdenciário dos servidores. Mais ainda, não estão sendo cumpridos ajustes acordados anteriormente pelo governador, aumentando a desconfiança da categoria.

Como parte das negociações com o sindicato, na última segunda-feira, 23, o governo deveria ter publicado nos órgãos oficiais a normativa de reabertura de turmas, o que não aconteceu. Com efeito, o descrédito do Governo do Paraná aumentou, pois as medidas deveriam ter sido tomadas já durante a greve. Essa demonstração causa mais dúvidas sobre a efetivação da agenda proposta para acontecer após a retomada do ano letivo.

A GREVE CONTINUA – Prejudicando o processo de negociação instalado junto às entidades sindicais, o governo está convocando servidores e estudantes a iniciarem as aulas nesta segunda-feira, 02. Os educadores estão unidos e mobilizados para retomar o ano letivo somente após a normalização das condições de trabalho nas escolas.

“A semana começa com a educação em greve, escolas fechadas e atividades intensas na Praça do Mitre. Além da preparação para a assembleia, vamos fortalecer a paralisação da Unioeste, que também enfrenta o mesmo processo de desmonte da educação vivido pelas escolas da rede estadual”, explica Mirian Takahashi, secretária de comunicação da APP-Sindicato/Foz.

Para o bom funcionamento das escolas, é necessário que o governo atenda a pauta da greve, contratando funcionários e professores, nomeando todos os profissionais aprovados em concurso antes da distribuição de aulas, efetivando o porte das escolas para diminuir a superlotação das salas de aula, adquirindo materiais e merenda escolar, entre outras medidas necessárias.

PREVIDÊNCIA – O sistema previdenciário é um dos principais entraves nas negociações entre o governo e os educadores. Ao longo dos anos, os funcionários públicos contribuem para a previdência social com recursos mensais, descontados diretamente dos salários. Assim, o sistema e o fundo previdenciários são patrimônios dos trabalhadores, garantias para a aposentadoria e auxílio em caso de doença ou acidente.

O governo pretende utilizar os recursos do Fundo da Previdência na ordem de R$ 8 bilhões para pagar todas as aposentadorias, aliviando o caixa para sanear as finanças da administração estadual e pagar uma dívida financeira acumulada durante o mandato do governador Beto Richa.

Essa medida prejudicaria o futuro pagamento das aposentadorias, já que cálculos da APP-Sindicato revelam que o saldo da previdência desapareceria em três anos, se o governo utilizar esses valores como pretende.

Na prática, a proposta do Governo do Paraná levaria o funcionalismo a arcar com a deficiência de gestão do atual governo. A categoria não pretende aceitar nenhum projeto que retire direitos ou recursos previdenciários. A da APP-Sindicato/Foz defende que o governador Beto Richa apresente o seu projeto de previdência para a discussão entre  toda a sociedade e para análise dos educadores ainda em greve. 

 
 

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