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Parque das Aves de Foz enviará 6 jacutingas para soltura Ação faz parte do Projeto Jacutinga, da SAVE Brasil

Ação faz parte do Projeto Jacutinga, da SAVE Brasil


Por: Assessoria

Publicado em:

Como parte do trabalho que o Parque das Aves realiza em prol da conservação de espécies, principalmente de Mata Atlântica, seis jacutingas (Aburria jacutinga), aves em perigo de extinção, serão enviadas para soltura na região da Serra da Mantiqueira, em São Paulo, através do Projeto Jacutinga, da SAVE Brasil. A Dra. Yara Barros, chefe da Divisão de Conservação do Parque das Aves, levará pessoalmente as aves de carro, e a saída da expedição acontecerá nesta segunda-feira, 28, às 8h30, do Parque das Aves.

O Projeto Jacutinga/Aves Cinegéticas é uma iniciativa da SAVE Brasil (Sociedade para Conservação das Aves do Brasil), em parceria com ICMBio/APA Mananciais do Rio Paraíba do Sul, e  visa reintroduzir essa espécie na natureza. Sob a coordenação de Alecsandra Tassoni, ele foi iniciado em 2010 e tem como finalidade a conservação de aves cinegéticas – aves que são vítimas de intensa caça.

As seis aves que estão sendo enviadas para soltura nasceram no Parque das Aves e foram selecionadas por possuírem a maior chance de sobrevivência possível na natureza. “Elas têm um perfil bem interessante, pois são aves que nasceram e foram criadas pelos pais. Eles incubaram os ovos e cuidaram dos filhotes em um recinto no meio de mata, não estando assim muito acostumados com a presença de humanos. Os viveiros onde essas jacutingas ficavam são grandes, permitindo que voassem, então acreditamos que elas têm uma boa chance de sobrevivência. Além disso, antes da soltura elas vão passar por uma intensa preparação pela equipe do Projeto Jacutinga”, fala a Dra. Yara.

Sendo um centro internacionalmente reconhecido de recuperação e conservação de aves, com 53% das aves sob seus cuidados provenientes de tráfico e maus tratos, o Parque das Aves está constantemente engajado em agir em prol da conservação de espécies ameaçadas. Ao longo dos anos, ele se especializou na reprodução de espécies de aves vulneráveis e ameaçadas. “Nós trabalhamos com reprodução para a conservação, que é reproduzir espécies ameaçadas para ajudar a melhorar seu status na natureza. A jacutinga é uma espécie ameaçada e em alguns locais o número de sua população está muito baixo. Uma das ferramentas de conservação é a suplementação, que coloca mais indivíduos dessa espécie na área para que a população consiga se recuperar”, diz a Dra. Yara.

Mas, a soltura requer muitas etapas e cuidados. Ligia Rigoleto, chefe da Divisão de Veterinária do Parque das Aves, comenta que foram feitos todos os exames necessários de acordo com as determinações do programa. “Todos os projetos de conservação e soltura possuem um  protocolo sanitário, com diversos exames importantes listados. No protocolo da SAVE está incluída a coleta de swab, que pode identificar vírus e/ou bactérias, além da coleta de sangue, e os resultados mostraram que está tudo dentro do normal. Nós também fizemos outros procedimentos, como os exames de raio X e endoscopia, pois temos mais recursos aqui. E ficamos muito felizes em saber que elas estão supersaudáveis e aguardando o momento em que serão transferidas para São Paulo.”

E não são apenas os quesitos de saúde que contam na hora de reintroduzir uma ave na natureza. Depois que as seis jacutingas saírem do Parque das Aves, elas passam por um programa de monitoramento antes de serem soltas. Nessa primeira etapa, elas vão ficar em um recinto de reabilitação, na Serra da Mantiqueira, onde irão passar por um processo de ambientação, no qual os pesquisadores do projeto avaliam fatores comportamentais e sociais, além de receberem treinamentos para reconhecerem itens alimentares silvestres, desenvolverem musculatura para voo e reconhecerem predadores.

De acordo com a legislação brasileira, animais ameaçados mantidos por zoológicos devem receber dupla marcação, com anilhas da instituição e microchips. Para o projeto de soltura, as aves receberam ainda as anilhas oficiais do CEMAVE/ICMBio e anilhas coloridas, que individualizam cada jacutinga, que pode então ser reconhecida à distância. Isso permite que os pesquisadores acompanhem o progresso que as aves fazem no treinamento pré-soltura e também as identifiquem na mata após serem soltas. Quando julgadas aptas, as aves serão equipadas com transmissores de localização via satélite e liberadas na natureza. Desde o início do projeto, 12 jacutingas já foram transferidas para reabilitação e 9 soltas na região da Serra da Mantiqueira. Após a soltura, o Projeto realiza o monitoramento das aves.

A jacutinga, ave endêmica da Mata Atlântica, é uma espécie considerada em perigo segundo a lista vermelha da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza), e teve sua população reduzida drasticamente. A ave é vítima intensa de caça, seja para fins alimentares ou esportivos, e também sofre com a perda de habitat, pois só restam 7% do território original da Mata Atlântica. Além disso, a exploração da palmeira-juçara, fonte de um alimento importante da dieta da jacutinga, é uma das principais causas de sua extinção. Apesar de não depender totalmente dos frutos dessa árvore, muitas aves morrem pela falta dele.

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