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Quais são as expectativas de recém-formados de Foz para ingressar no mercado? Conversamos com alguns dos novos profissionais da cidade para saber o que eles pensam sobre o futuro

Conversamos com alguns dos novos profissionais da cidade para saber o que eles pensam sobre o futuro


Por: Lauane de Melo

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Mais um ano chegando ao fim e com ele, muitos ciclos sendo concluídos e outros prestes a iniciar.

Finalizar a faculdade ou qualquer curso, por exemplo, é uma sensação inexplicável. Entretanto, o alívio de terminar os estudos, vem com a insegurança e o medo do que fazer a partir de agora.

Conversando com recém-formados, descobrimos que as expectativas para este início de carreira  não são nada boas. A principal reclamação dos novos profissionais é que a demanda é maior que a oferta.

Apesar das poucas expectativas, conhecemos boas histórias de superação atrás de um objetivo: teve pai esperando mais de quatro anos para se formar com o filho, teve gente viajando todos os dias até Foz para estudar e ainda alunos que voltaram para uma sala de aula depois de muitos anos fora dela. Superar estes obstáculos diários já são motivos suficientes para persistir até conquistar um espaço no mercado de trabalho.

Dezoito novos profissionais aceitaram falar conosco e disseram o que pensam sobre esta nova fase da vida, confira:

“Saímos da faculdade cheios de sonhos, com a vontade de mudar o mundo. É aquele “agora vai”. Eu espero crescer bastante na área que eu escolhi e me aperfeiçoar cada vez mais, ainda mais trabalhando com mídias sociais onde as mudanças acontecem constantemente. E se Foz está preparada? Ah, eu acho que não, apesar de ser uma cidade com muito potencial, ainda não tem tanta estrutura para acolher os recém-formados e aqueles que ainda estão na faculdade também sofrem, já que o espaço pra acolher aprendizes é muito pequeno e ele se estende a todas as áreas de formação. Querem pessoas que já tem experiência, mas onde está os espaço para adquirir essa experiência? É complicado”. Susane Guimarães, publicitária.

susane-guimaraes“Nos últimos dois anos, minha visão da cidade mudou muito. Passei de uma pessoa com muita esperança de ver a cidade crescer e se desenvolver em conjunto desse crescimento para uma que acha que a cidade só tende a ir de mal a pior. E não falo isso só por causa do nosso “querido” meio político, mas da mentalidade dos empresários da cidade que só conseguem olhar para o próprio umbigo e não vêem que uma união real da classe ajudaria em muito todos. Há ainda uma grande parte da população que só reclama, mas não consegue se ‘coçar’ para tentar mudar a sua própria realidade. Então, como formando em uma especialização de administração pública, vejo que o atual mercado não está preparado para suprir as necessidades dos recém-formados e os formados, em sua grande maioria, também não tem a mínima condição de suprir as demandas do mercado”, Rafael Chabatura, formado em Administração, pós graduando em Administração pública.

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“Estou formada há menos de um mês. Fiz planos a faculdade toda, me preparei e estou pronta para descobrir novos passos no futuro. A região e, principalmente, Foz do Iguaçu demonstram uma demanda muito grande nessa área. São muitas oportunidades, basta o profissional estar disposto a encarar. Eu estou empregada, mas em busca de mais, sempre mais”, Roveny Moura, enfermeira.

roveny-moura“Como recém-formado em Ciência da Computação, a expectativa para o primeiro emprego em Foz do Iguaçu está razoável. Tenho colegas que até durante o curso conseguiram obter uma vaga na área em alguma empresa da cidade. Entretanto, o que eu percebi, foi que o salário oferecido pelos empregadores são baixos. Normalmente o que acontece é, a pessoa consegue o primeiro emprego após/durante a formação, trabalha por 2 ou 3 anos e vai atrás de uma vaga nas grandes cidades, onde o salário é melhor ou onde há a possibilidade de adquirir novos conhecimentos”. Leandro Solagna, bacharel em Ciência da Computação.

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“As perspectivas são as melhores possíveis, acredito que o momento seja de adaptação no jornalismo. Foz está preparada para atender a todos, desde que os recém-formados tenham criatividade para driblar as barreiras”,  Sergio Damazio, jornalista.

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“Me formei em uma turma com 60 formandos, fora outras duas universidades que oferecem o mesmo curso. Acredito que se há vontade de trabalhar a oportunidade existe, mas o mercado de Foz do Iguaçu está bem saturado. Eu pretendo juntar uma grana e ir embora, pois sei que minhas oportunidades serão limitadas na cidade. Como curso é elitizado, se você não tem condições de montar um escritório e se manter, tem que batalhar por uma vaga em lojas de móveis. Amo a minha cidade, entretanto, sei que terei que ir para outros locais para ganhar dinheiro”, Jessica Biet, arquiteta.

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“As perspectivas são boas, pois o mercado imobiliário tende a crescer novamente a partir de março de 2017. Acredito que Foz, Santa Terezinha, São Miguel do Iguaçu e Medianeira vão acender muito. Eu voltei a estudar depois de 34 anos, me formei com 54. Então é preciso sempre ver as coisas positivamente”, Valdir Pereira, Técnico de Transações Imobiliárias.
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“Foz é atípico se comparado aos outros mercados de trabalho. Há muita mão-de-obra entrando de forma constante no mercado (formandos), porém a maior parte sem qualificação específica, e o próprio mercado de trabalho não corrige essa falha. Por sua vez, quando empresários encontram profissionais altamente qualificados, não sabem remunerar e nem sequer cativar a equipe de trabalho para que queiram estar lá, permanecer e fazer a empresa crescer”, Hugor Quaquarini de Carvalho, bacharel em direito.
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“Fiz estágio por dois anos em um escritório de arquitetura e a arquiteta sempre me instigou a continuar com ela depois de formada. Dessa forma, eu acabei tendo um meio de integrar com mais facilidade ao mercado. Por isso, tenho grandes expectativas. Sei que tendo um diferencial, todos podemos ser vitoriosos, apesar do mercado saturado”, Priscila Zagueto, arquiteta.

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“Quando eu comecei a cursar a enfermagem, achava que tinham muitas vagas e que área estava escassa de pessoas para trabalhar. Porém, ao final do curso me enganei, porque o enfermeiro trabalha com a parte mais burocrática. Um setor de UTI, por exemplo, tem cinco técnicos auxiliares de enfermagem e apenas uma vaga para enfermeiro. Além disso, todo ano se formam cerca de 300 enfermeiros no mínimo. Por isso, digo que a cidade não está preparada para empregar todos estes”, Andrea Rafaela Schmidt Barbosa, enfermeira.

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“Quando escolhi meu curso não pensei muito sobre perspectiva de trabalho. Foi mais pelo que eu gostava e pensei:  ‘se fizer bem feito, emprego não há de faltar’. Sempre trabalhei na área, já cursando! Tem o PSS, que é o processo seletivo do Estado, onde professores suprem a falta de profissionais concursados nas Escolas Estaduais. Foz sempre teve vaga cedo ou tarde. Hoje formada tenho a alternativa de fazer um mestrado, melhorando meu mercado de trabalho. Há ainda as escolas particulares que oferecem vagas a professores formados. Foz supre sim. Quem tem disposição, sem trabalho não fica”, Jéssica Flores Becker, matemática.

jessica-flores-becker“Posso afirmar com toda certeza que Foz não tem suporte para suprir essa necessidade. Me formei há alguns dias em administração e, sinceramente está bem difícil emprego. Eu estou trabalhando mas, minhas colegas concluíram os estágios e antes mesmo de terminar já distribuíram curriculum e não tiveram sorte. O número de formandos e bem maior que o número de oportunidades de emprego. Então, acabamos nos submetendo a trabalhar em qualquer trabalho que aparece”, c, administradora.

patricia-silvestri“Me formei em direito e para essa área em si está complicado. Dá para atuar sozinho, abrir um escritório e tentar a vida, porém é um “tiro no pé” pois recém-formados dificilmente conseguem clientes, já que o que vale nessa área são as amizades e os contatos. Fora isso, a única alternativa é concurso público. Estamos em um período de recessão, onde empresas fecham e empregados são demitidos, apenas os mais qualificados permanecem. Eu mesma, não sei ainda o que fazer o ano que vem”, Maiara Morara, bacharel em direito.

maiara-morana“Eu acho que Foz está saturado de guias, mas guias ruins, mal informados e despreparados, preocupados somente com comissão. A região não tem só Itaipu, Cataratas e Paraguai. Mas, pelo visto, é só isso que alguns guias mostram. Mercado tem, porém o guia tem que ser diferente”, Bruno Storms Britez, guia de turismo.

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” Acho que o cenário nacional não esta muito favorável para nenhuma profissão, mas acredito que piora quando você é recém-formado, pois muitas vezes não possui experiência. Participei de algumas entrevistas e pude observar que para minha área, por exemplo, (ADM) você concorre com pessoas com várias outras formações ou até mesmo sem formação.  Por isso, acho que Foz não esta preparada para suprir o mercado”, Priscila Morgana Dias Mena, administradora.

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“Eu pretendo fazer concurso, mas pra fora de Foz, até porque aqui não existe essa opção.Tem a Polícia Federal e Itaipu, mas vai demorar pra alguém se aposentar. Então, meus planos são outros. Foz não está preparada para receber os novos profissionais, os salários são péssimos e muitos aceitam cargos menores, pois precisam de emprego e acabam prejudicando os que estão chegando agora no mercado, já que os laboratórios não querem pagar um salário de biomédico (no meu caso). Além disso, a concorrência é grande, porque os graduados em farmácia também podem exercer a nossa função.  São muitas pessoas, para pouquíssimas vagas que realmente valem a pena”, Andréia Caroline, biomédica.

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“Há poucas vagas para assistente social em Foz. A cidade precisa de mais profissionais atuando, porém com a situação política que estamos, o município chamou somente o que era obrigado. Sabemos que têm setores que precisam urgentemente de assistentes, vamos ver se o próximo prefeito consegue arrumar esta situação. Eu mesma ainda não estou na área. Não compensa lagar um trabalho de 10 anos para ganhar menos”, Wanessa Maciel da Silva, assistente social.

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“Já ouviu aquela expressão que a única escola é a vida? Então, me baseio nisso. Acabei de me formar no curso de administração e também sou graduada em pedagogia, o que essas duas faculdades tem em comum? Nada, e ao mesmo tempo tudo! Minha perspectiva é de ser chamada no concurso que passei como professora. Na área administrativa existem ótimas oportunidades. Entretanto, Foz não esta preparada, pois a faculdade não prepara os acadêmicos. Vejo meus colegas de sala que viviam matando aula e no bar, com os melhores empregos, sendo que não faziam nada em sala e ganhavam nota, e aqueles que faziam estão a ganhando 900 reais, uma baita injustiça. Eu pretendo fazer uma pós-graduação e passar em outro concurso. O mercado tem muitas vagas, porém, não temos pessoal qualificado para ocupar”, Nicolle Dzioba, administradora.

nicole

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