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"Queremos abrir a Casa de Leis à população", diz presidente da Câmara de Foz do Iguaçu Vereador Zé Carlos (PMN) atendeu a reportagem do Clickfoz e explicou quais serão os principais projetos do Legislativo iguçuense

Vereador Zé Carlos (PMN) atendeu a reportagem do Clickfoz e explicou quais serão os principais projetos do Legislativo iguçuense


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O vereador José Carlos (PMN) vai para o seu segundo mandato em Foz do Iguaçu. E desta vez, será o presidente da Câmara de Vereadores pelos próximos dois anos. Presidente do Sinecofi (Sindicato dos Empregados no Comércio de Foz do Iguaçu), Zé Carlos atendeu a reportagem do Clickfoz na sede do sindicato para uma entrevista, onde revelou quais serão as prioridades de seu novo trabalho no Legislativo, iniciado no dia 1º de janeiro.

 

Como se deu a eleição da Mesa Diretora?
 
“A eleição na mesa diretora é tão pesada, e difícil na questão da articulação. Porque você está disputando votos de mais 14 vereadores que são iguais a você, eleitos pelo povo, pessoas articuladas na comunidade, são os legítimos representantes do povo. Então é uma eleição muito mais pesada do que uma eleição, propriamente dita, da qual participamos em outubro. O que tem que se destacar é que essa foi uma eleição totalmente diferente das demais que eu participei, pelo histórico da Câmara de Vereadores. Foi um grupo que se reuniu entre 45 a 60 dias antes da data limite, que era 1º de janeiro. E este grupo me procurou para eu fazer parte da mesa, como presidente. Anteriormente o que se via era que os outros presidentes é que corriam atrás, para fazer as articulações, mas neste caso, foram sete vereadores que me procuraram, causando uma responsabilidade muito maior”.
 
Como foram os bastidores, antes da posse?
 
Neste contexto todo, houve pressão, articulações, interesses do ex-prefeito, grupos econômicos e muitas vezes a comunidade não acompanhava tudo isso. Mas nos bastidores, o clima estava pesado, tanto que precisei convidar um vereador para dormir na minha casa na noite do dia 31 de dezembro para 1º de janeiro, para você ver como se deu o peso desta eleição. Era para ter saído duas chapas, mas o outro grupo, composto por sete vereadores, analisou, viu que não ia conseguir a mesa diretora e chegaram à conclusão de que não compensava montar uma chapa, simplesmente para bater chapa. Eles resolveram recuar, e com isso acabaram votando na nossa chapa. Tivemos 14 votos dos 15, praticamente uma unanimidade. E na Câmara de Vereadores, se sua chapa consegue oito votos, que no caso seria 50% mais um, você consegue formar todas as comissões, mais a comissão mista. A comissão mista pega um membro de cada comissão. Então das seis comissões, fizemos a maioria. E em um processo democrático, a gente abriu espaço para cada comissão dessa, com três pessoas mais dois suplentes, para que o grupo que veio nos apoiar, fizesse parte na composição dessas chapas".
 
 
Foto: Rossana Schmitz
Vereador Zé Carlos (PMN) será o presidente da Câmara pelos próximos dois anos

 

 
O que espera do Legislativo neste novo mandato?
 
"O que a gente espera daqui pra frente no Legislativo, é que essa Casa de Leis seja o orgulho da população de Foz do Iguaçu. O povo quando elege seus representantes, espera que algo de bom aconteça. E o histórico do legislativo na cidade e no país é negativo, então viemos para mudar essa imagem. E o processo de eleição da mesa já foi um diferencial e um avanço em relação a muitas câmaras que a gente acompanhou no dia 1º de janeiro. Teve vereadora forjando o próprio sequestro (em Ponta Grossa), briga entre parlamentares e aqui em Foz do Iguaçu, não. A situação se deu num processo democrático, harmonioso, num processo de respeito, e dentro de um campo político, tanto é que os vereadores que não tinham fechado com o outro grupo, resolveram fechar conosco, para manter a unidade da casa". 
 
Quais serão os principais projetos que pretende realizar?
 
"A proposta é abrir a casa de leis para a população, voltar a ter as sessões nos bairros. Estamos com um projeto de formar uma rádio web, onde a informação vai fluir muito mais, até no processo da TV Digital, estamos com projeto de ampliar essa informação, justamente para abrir a casa para a população, que eles se sintam orgulhosos, e continuar avançando cada vez mais, na melhoria dos bairros, na questão dos projetos, e nunca perder de vista que o papel do vereador é fiscalizar e cobrar o Executivo. Cobrar que os orçamentos sejam destinados de forma mais abrangente nos bairros, na questão da saúde, na habitação, ciclovias, na estrutura de um modo geral da comunidade, que a gente vê hoje, que os bairros não têm praça pública, não tem quadra e ginásio de esportes, não tem médico, não tem remédio. Então, está desmantelada a estrutura da cidade de um modo geral, então a ideia é que a Câmara continue organizada e procurar que  essas reivindicações sejam atendidas”
 
É possível manter o papel de fiscalizador, mesmo com a maioria dos vereadores sendo de situação ao atual prefeito?
 
"Sim, sem dúvidas. No passado, o que houve foi um acordo entre o ex-prefeito, em uma troca de ‘carinho’, vamos dizer assim, entre os vereadores, para conseguir a maioria do apoio no Legislativo e por causa desse tipo de acordo, hoje a população está pagando o preço. Pela falta de estrutura, pelo orçamento da cidade, praticamente esfacelado, onde o novo prefeito assumiu praticamente sem dinheiro, para pagar o salário dos servidores públicos. Recursos de verbas carimbadas, que vieram para ser aplicados em determinados projetos, o prefeito anterior retirou aquele dinheiro e aplicou em outras situações e o atual prefeito está tentando corrigir essas falhas aí, tudo por conta dessa ‘troca de carinho’, entre o ex-prefeito e a maioria dos antigos vereadores. Nossa situação agora, nesse grupo de vereadores é formado por pessoas comprometidas e preocupadas com isso que falamos sobre a cidade e em momento algum foi discutido cargos, ou benefícios em troca e que se manteve bem firme nesse contexto todo”.
 
Foi convocada para o dia 23 a primeira sessão extraordinária do ano. Com será feita?
 
“Grande parte da população está angustiada e preocupada com essa questão das dívidas de IPTU atrasado, de taxas onde muitas estão até em execução fiscal e o Refis vem, caso seja aprovado pela Câmara, para dar uma abertura para que a população possa regularizar a situação e nessa regularização, vai ter condição de estar parcelando os seus débitos, vai estar sendo eliminada as taxas, as multas , os juros, e como é uma questão emergencial, e vem de encontro na questão que o município está passando por uma situação difícil com recursos financeiros, foi solicitada essa sessão extraordinária, e como o projeto de lei tem que passar pelas comissões, pelo parecer jurídico, leva em torno de dez dias, por isso acontecerá no dia 23 de janeiro, às 9h”.
 
De que maneira o senhor avalia seu primeiro mandato?
 
“Fiz um mandato conforme defendi na campanha de 2008, honrado, honesto, olho no olho com os eleitores, e não ia mudar uma vírgula da minha trajetória política em momento sequer, em troca de qualquer coisa e segui à risca. Tanto é que fui assediado pelo ex-prefeito, para um cargo na secretaria, mas não cedi a este jogo político e me mantive firme na posição de oposição. Praticamente fui o único vereador que se manteve os quatro anos como oposição ao prefeito e isso foi bom para a cidade, pois pude fazer o contraponto da gestão anterior. Fiz denúncia contra o excesso de cargos comissionados, gastando mais dinheiro do que o município arrecadava; fiz denúncia da plena paz, dos desvios dos recursos das mercadorias doadas pela Receita Federal; também denunciei sobre o antigo armazém da Cobal, na Vila A, com materiais abandonados; e contra a ação social que administra o Hospital Municipal, e contra o transporte público, o uso da catraca eletrônica, fui o único vereador que votei contra e justifiquei porque votei contra, e isso tudo resultou em vários processos contra o ex-prefeito e pelo fato de eu ter sido oposição durante estes quatro anos, também paguei o preço político, onde surgiu essa pessoa (Jair dos Santos) que era assessor indicado nesse contexto todo e fez as denúncias, do empréstimo do banco, que repassava o dinheiro da assessoria todo mês pra mim. Denunciou na Câmara de Vereadores e toda a imprensa acompanhou, denunciou na Justiça Eleitoral, na Justiça do Trabalho e dois processos na Justiça Comum. O resultado disso tudo é que ele perdeu cinco processos que ele fez. Na Câmara de Vereadores, o relatório final vocês viram que não se comprovou nada, fui inocentado. Foi um circo que se montou, pois não juntou nenhum tipo de documento, nada, que comprovasse aquilo que ele falou. Na Justiça Eleitoral mesma coisa, foi arquivado. Na Justiça do Trabalho, ele pediu uma indenização de R$ 400 mil, uma besteira da cabeça dele, tanto é que nem compareceu na audiência e na Justiça Comum, perdeu também. E o que eu fiz? No último dia 24 de dezembro , peguei todas essas cinco sentenças que eu tenho favorável, e fiz uma queixa-crime na Polícia Civil contra ele. Agora ele terá que se explicar por todas essas calúnias e difamações que fez contra mim".
 

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