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Reitor da UPAZ da ONU participa de conferência em Foz do Iguaçu Francisco Rojas abre oficialmente os trabalhos da cátedra criada pela Unila para estudar o tema

Francisco Rojas abre oficialmente os trabalhos da cátedra criada pela Unila para estudar o tema


Por: Lauane de Melo

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Dirigente de uma instituição de ensino superior internacional voltada aos estudos que têm como fim promover a coexistência pacífica, o respeito e a compreensão entre os povos, o chileno Francisco Rojas estará em Foz do Iguaçu na quarta-feira, 4 de maio, para participar de uma conferência. Reitor da Universidade para a Paz da Organização das Nações Unidas, ele abre oficialmente os trabalhos da cátedra criada pelo Instituto Mercosul de Estudos Avançados (IMEA), da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), para estudar o tema. O evento, que acontece na Unidade Jardim Universitário (antiga Uniamérica), a partir das 19h, será aberto ao público e esboça o início de uma aproximação entre ambas as instituições.

Rojas, que administra a universidade da ONU desde 2013, deverá abordar questões relativas às particularidades da instituição, formada em 1980 a partir da Assembleia Geral da organização e que possui características ímpares. “A ideia é que o professor fale um pouco da universidade, inteiramente criada para pensar e refletir a temática da paz e a superação dos conflitos no cenário internacional. Estamos falando de desenvolvimento, direitos humanos e questões de gênero. De uma série de temáticas”, resumiu o professor Ramon Blanco, que, ao lado do também docente Gustavo Vieira, coordena o Núcleo de Estudos para a Paz (NEP) da Unila, órgão propositor da cátedra.

Conforme Blanco, Rojas ainda abordará assuntos relativos aos programas de mestrado e doutorado da universidade e, sobretudo, irá “focar na temática da segurança humana”: “De como é tratada e problematizada na América Latina, que é uma temática que nos é muito cara como continente”.

Os temas que serão abordados pelo reitor da Universidade para a Paz da ONU acabam por dialogar com as atividades desenvolvidas pelo NEP, que atua nas áreas do ensino, pesquisa e extensão, tendo como premissa uma confluência de questões relativas à paz.

Nesse contexto, a Cátedra de Estudos para a Paz está em consonância com a universidade supranacional, já que tem como finalidade fomentar a discussão deste tema no Brasil. Também docente do Curso de Relações Internacionais e Integração da Unila, Blanco informa que se trata de um esforço de adensar os estudos para a paz no país, já que esta área acadêmica “sempre teve um ímpeto bastante crítico e emancipatório e se posiciona dentro dos estudos de segurança internacional e das relações internacionais de uma maneira mais crítica do que o pensamento comum da segurança internacional problematizava”.

Com base nesse panorama, além das atividades de pesquisa, publicações de artigos e de organização de eventos desenvolvidas pelo Núcleo de Estudos para Paz, a Cátedra configura-se como mais um instrumento voltado a manter no espaço acadêmico uma discussão pertinente à América Latina. “E a gente acredita até mesmo que a Unila deve ter a dianteira nesse debate. Esta é a primeira Cátedra de Estudos para a Paz no Brasil. A primeira e a única. E até por conta disso é algo bastante significativo. Existem outras, de outras temáticas, que se relacionam ao tema, como direitos humanos. Mas com esse nome, não. Por essa razão, de alguma forma é importante dar visibilidade para a Unila, que está tomando a frente, a dianteira, neste debate”, disse.

Com a aproximação entre ambas as universidades, além de solidificar os estudos desta área no Brasil, busca-se estabelecer vínculos que possam resultar na criação de programas em comum, sejam de pesquisas, ensino ou intercâmbio, que possibilitem, no futuro, até mesmo o ingresso de alunos da Unila nos programas de mestrado e doutorado da Universidade para a Paz.

Na avaliação de Ramon Blanco, a vinda do reitor da Universidade para a Paz da ONU é apenas o primeiro passo, “bastante sólido”, de uma colaboração duradoura entre as duas instituições. “A gente está trabalhando para isso e creio que há uma abertura e uma vontade muito grande das duas partes para que isso aconteça. Tendo um Núcleo de Estudos para a Paz forte na Unila, que publique e esteja presente nos principais fóruns nacionais e internacionais, é natural uma aproximação com uma universidade que esteja consolidando esta temática na América Latina”, ponderou.

Dessa forma, o oposto também é verdadeiro. Com sede na Costa Rica, para consolidar-se na América Latina como um todo, a Universidade para a Paz naturalmente deve procurar uma interação maior com a Unila, que, por sua característica, nasceu para pensar o continente e outros temas caros à região. “Por isso, me parece uma temática muito natural e me parece que haverá um adensamento maior desta relação (entre as instituições)”.

Palestrante é autor de mais de 80 livros – Reitor da Universidade para a Paz da ONU desde 2013 – cargo em que deve permanecer até 2018 -, Francisco Rojas Aravena é doutor em Ciências Políticas pela Universidade de Utrecht (Holanda), além de mestre em Ciências Políticas pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), da qual foi secretário-geral de 2004 a 2012.

Especialista em Relações Internacionais, Segurança Humana, Integração Regional, Sistemas Políticos da América Latina e Segurança e Defesa Internacional, Rojas escreveu ou editou mais de 80 livros, escreveu capítulos em mais de cem obras e publicou 138 artigos em periódicos acadêmicos.

UPAZ – Conhecida como University for Peace (UPEACE) ou Universidad para la Paz (UPAZ) – nos países de língua hispânica – a instituição foi criada com o objetivo de “prover a humanidade com uma instituição de ensino superior para a Paz e com o foco de promover entre todos os seres humanos o espírito de entendimento, tolerância e coexistência pacífica”, conforme consta na Resolução 35/55, aprovada em 5 de dezembro de 1980, pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.

Além de sua sede latino-americana, na cidade de Colón, na Costa Rica, ainda há núcleos nos continentes africano, em Adis-Abeba, Etiópia; asiático, em Manila, nas Filipinas; e europeu, em Haia, na Holanda. (Informações do site da UPAZ)

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