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qua, 18 de mar 2026

Sistemas de água e de esgoto de Foz recebem nota máxima em gestão ambiental

Foto: Maurilio Cheli

Auditores externos confirmaram na última semana que a operação dos sistemas de água e de esgoto de Foz do Iguaçu continua ambientalmente correta, de acordo com a ABNT NBR ISO 14.001, na versão 2015.

A avaliação das instalações da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) foi feita por auditores do Tecpar, empresa certificadora do selo ambiental ISO 14.001, Carlos Alberto Benetti de Paula e Sandra Mara Correa. Eles visitaram as estações de tratamento de água e de esgoto, estações elevatórias, canteiros de obras e conversaram com empregados para verificar se os requisitos da norma são aplicados.

O auditor Carlos Alberto Benetti de Paula disse que não foram encontradas não conformidades no sistema e que deixou sugestões para melhorar algumas atividades.

O gerente da Sanepar Nilton Perez disse que este resultado demonstra que a empresa está no caminho certo, com respeito ao cliente, ao meio ambiente, cumprindo a legislação e tornando acessível o saneamento ambiental à população de Foz do Iguaçu. Perez lembrou que o sistema de Foz do Iguaçu mantém a certificação há 18 anos. “Isso só é possível pelo trabalho dos empregados da Sanepar que atuam na cidade”, afirmou.

O sistema de Foz do Iguaçu foi certificado pela primeira vez em 1999. Desde então passa por auditorias externas anuais que analisam se a prática adotada pela empresa está em conformidade com a legislação ambiental e de acordo com o estabelecido na Norma.

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A arte urbana de Foz do Iguaçu rompe fronteiras e ganha o cenário global. A muralista e produtora cultural Mavi (Maria Victória Arruda Gualtieri) foi selecionada para participar do Meeting of Styles 2026, que acontece entre os dias 3 e 5 de julho em Cardiff, no País de Gales, Reino Unido.

O festival é considerado uma das maiores redes de arte urbana do planeta, conectando talentos de diversos países para revitalizar espaços públicos. Nesta edição, o tema é “Togetherness” (União), e Mavi será uma das duas únicas representantes brasileiras no evento, que disponibilizou apenas 30 vagas para artistas de todo o mundo.

Identidade e Natureza

Natural de Foz, Mavi é conhecida por trabalhos que exaltam a conservação ambiental e a força da natureza. Ela é a mente por trás do projeto Beco dos Sonhos, que transforma espaços urbanos da cidade em galerias a céu aberto.

Sua assinatura também está presente em marcos históricos da região: Mavi faz parte do grupo de artistas que assina o mural temático em comemoração aos 60 anos da Ponte da Amizade, inaugurado em 27 de março de 2025. O mural celebra as seis décadas da principal ligação entre Brasil e Paraguai, unindo história e arte contemporânea.

Arte assinada por Mavi e Pas Schaefer, no mural comemorativo dos 60 anos da PIA. Foto: Kaká Souza.

Apoio para a Missão Internacional

Para levar as cores de Foz do Iguaçu até o Reino Unido, a artista busca agora parceiros e patrocinadores locais. “Levar o nome da nossa cidade para o Meeting of Styles é muito significativo. Temos uma cena criativa potente que merece circular pelo mundo”, afirma a muralista.

Empresas interessadas em apoiar a viagem e associar sua marca a um projeto de projeção internacional podem entrar em contato diretamente com a artista.

Sobre o Meeting of Styles (MOS)

Pela primeira vez em solo galês, o MOS Cardiff terá dois grandes palcos para pintura: um parque verde cortado por trilhos de trem e um espaço às margens do rio, no coração da capital. O evento contará ainda com batalhas de b-boys, beatboxers e exposições, celebrando a cultura Hip Hop em sua essência.

 

 

Foto em destaque: Divulgação/AMN

Foz do Iguaçu reafirma sua posição como referência em qualidade de vida e infraestrutura. De acordo com o Ranking do Saneamento 2026, divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Trata Brasil, a Terra das Cataratas é a 9ª melhor cidade do país em indicadores de saneamento, ocupando o topo da lista entre os municípios paranaenses.

O levantamento, que avalia os 100 maiores municípios do Brasil, destaca Foz do Iguaçu com 100% de atendimento urbano de água e índices de coleta e tratamento de esgoto que se aproximam da universalização.

Paraná domina o Top 20 nacional

Além do destaque de Foz, o Paraná consolidou-se como o estado com o maior número de cidades entre as 20 melhores do Brasil. Sob a operação da Sanepar, seis municípios paranaenses figuram no topo do ranking:

  1. Foz do Iguaçu (9º)
  2. Maringá (12º)
  3. São José dos Pinhais (13º)
  4. Ponta Grossa (15º)
  5. Londrina (17º)
  6. Curitiba (19º)

 

A Sanepar lidera entre as empresas de saneamento com o maior número de cidades no “clube dos 20”, superando a Sabesp (SP), que colocou cinco municípios na lista.

Evolução e destaques regionais

Entre as paranaenses, São José dos Pinhais registrou a maior ascensão, saltando 12 posições em apenas um ano. Já Curitiba mantém a liderança nacional em coleta de esgoto com 100% de cobertura. No quesito tratamento de esgoto, o desempenho estadual é ainda mais expressivo, com Maringá, Cascavel, Curitiba e Londrina atingindo a nota máxima.

“O Paraná evolui a cada ano na busca pela universalização. Os investimentos bilionários em novas estações e redes são essenciais para garantir saúde e qualidade de vida”, afirma o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

Investimentos e Metas

O desempenho de Foz e das demais cidades está atrelado a um plano de investimentos de mais de R$ 13 bilhões previstos até 2029. A meta da Sanepar é antecipar o Marco Legal do Saneamento, atingindo 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto antes de 2033.

Nos dois primeiros meses de 2026, a Sanepar já tratou mais de 80 bilhões de litros de esgoto, volume equivalente a 32 mil piscinas olímpicas que deixaram de ser despejadas sem tratamento na natureza.

 

 

Fotos: Sanepar/Divulgação AEN

O calendário argentino reserva um feriado prolongado para a próxima terça-feira, 24 de março (Dia da Memória pela Verdade e a Justiça). Com a emenda da segunda-feira (23) no país vizinho, o turismo na Tríplice Fronteira se prepara para um aumento no fluxo de visitantes durante o fim de semana.

Historicamente, os feriados nacionais da Argentina representam um incremento importante na visitação do Parque Nacional do Iguaçu e de outros pontos turísticos da região. Dessa forma, quem planeja cruzar a fronteira pela Ponte da Fraternidade deve redobrar a atenção com os horários de pico. O movimento de entrada de veículos deve se intensificar no sábado (21), com o retorno à normalidade previsto para a tarde de terça-feira (24).

O impacto regional do turismo na Tríplice Fronteira

O aumento no fluxo de visitantes em Puerto Iguazú reflete diretamente em toda a economia trinacional. É o chamado “efeito cascata”: o turista que se hospeda no lado argentino atravessa a fronteira para conhecer as Cataratas brasileiras e, quase invariavelmente, reserva um dia para compras em Ciudad del Este, no Paraguai. Nesse sentido, esse intercâmbio de visitantes é o que sustenta o otimismo de hotéis, restaurantes e lojistas de Foz para este feriado.

Além disso, vale lembrar que o turismo na Tríplice Fronteira é movido pela facilidade de acesso entre os três países. Portanto, para evitar filas demoradas na aduana argentina, a recomendação é utilizar horários alternativos, como o início da manhã ou o final da noite.

Próximos feriados

O movimento de março é apenas o aquecimento para um abril ainda mais intenso. O calendário argentino reserva um “feriadão” logo no início do próximo mês: o Dia do Veterano (2 de abril) coincide com a Quinta-feira Santa, emendando com a Sexta-feira Santa (3 de abril). A combinação dessas datas deve gerar um dos maiores picos de visitação do semestre na fronteira.

A integração econômica entre Brasil e Paraguai atingiu um novo patamar em 2026. Segundo dados oficiais do Ministerio de Indústria e Comércio do Paraguai, divulgados pelo jornal ABC Color, o Brasil lidera isoladamente a lista de países que mais negociam com as indústrias paraguaias beneficiadas pela Lei de Maquila. O fluxo de mercadorias que cruza a fronteira em direção ao mercado brasileiro é, hoje, o principal motor desse modelo industrial no país vizinho.

Setores como autopeças, têxteis e plásticos são os protagonistas dessa relação comercial, aproveitando a logística facilitada pela proximidade geográfica com os grandes centros de consumo do Sul e Sudeste do Brasil.

Entenda: O que é a Lei de Maquila?

Para o leitor que vê o termo nas notícias, mas não sabe como funciona, a Lei de Maquila (Lei nº 1.064/97) é um regime de incentivo à exportação que transforma o Paraguai em uma plataforma produtiva global. Funciona assim:

  • Tributo Único: As empresas pagam apenas 1% de imposto sobre o valor agregado ou sobre a fatura de exportação.
  • Isenção de Impostos: Há isenção total de impostos para a importação de máquinas, matérias-primas e insumos necessários para a produção.
  • Foco na Exportação: Para usufruir do benefício, a empresa deve exportar a produção, podendo vender apenas uma parcela mínima no mercado interno paraguaio sob condições específicas.
  • Origem do Produto: O produto final ganha o selo “Made in Paraguay”, o que facilita a entrada em outros países do Mercosul com tarifas reduzidas.

 

Brasil, o maior cliente…

O relatório do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai aponta que 81% das exportações de maquila tiveram como destino os países do Mercosul. Neste cenário, o Brasil se consolida como o principal mercado, absorvendo 67% dos envios, seguido pela Argentina, com 13%. Além dos parceiros regionais, os produtos também foram exportados para destinos internacionais como Estados Unidos, Países Baixos, Bolívia, Chile e Uruguai, entre outros mercados.

Por que o Brasil é o parceiro ideal?

De acordo com o levantamento do ministerio, a “maquila” paraguaia funciona, na prática, como uma extensão das fábricas brasileiras. De cada dez indústrias maquiladoras no país vizinho, sete têm origem no Brasil. Esse movimento de buscar custos mais baixos se intensificou na última década, atraindo marcas icônicas como Estrela (brinquedos), Buddemeyer (cama e banho), Koumei (lâmpadas) e o grupo de moda Lunelli.

Para enfrentar a concorrência agressiva de gigantes chinesas como a Shein, a indústria têxtil brasileira encontrou no Paraguai uma forma de igualar as condições de produção. Um exemplo sólido é o Grupo Texcin S.A., que em parceria com a Riachuelo, investiu US$ 5 milhões, ainda em 2017, em uma planta industrial voltada para a produção de vestuário feminino, com foco nas consumidoras brasileiras.

Mais recentemente, a Lupo seguiu o caminho, injetando R$ 25 milhões em sua filial em Ciudad del Este.

A “onda” brasileira não para por aí. A Kidy Calçados, com fábricas em MS e SP, já prepara as malas para cruzar a fronteira. Outro movimento de peso foi a recente visita do Vice-ministro de Indústria e Comércio, Marco Riquelme, às instalações da DASSTEX. O projeto é uma aliança entre o Grupo Texcin e o Grupo Dass (maior gestor de marcas esportivas das Américas). Com investimento projetado de US$ 40 milhões, a nova planta focará em artigos de alta performance para marcas globais como Nike, Fila, Umbro, ASICS e Champion.

Essa dinâmica consolida a nossa fronteira como um hub logístico e industrial. A dependência positiva do mercado brasileiro mostra que o crescimento da indústria paraguaia está diretamente ligado à saúde econômica do Brasil, fortalecendo o comércio bilateral na Ponte da Amizade.

 

 

Com Informações: Jornal ABC Color e Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai
Fotos: Divulgação/Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai

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