contato@clickfozdoiguacu.com.br

(45) 3521-4041

Rua Venanti Otremba, 772. Sala 1.

CEP 85852-020 - Foz do Iguaçu

Paraná - Brasil

© Copyright - 2017 Foznet Soluções Digitais - Todos os direitos reservados.

Anúncio

Foz do Iguaçu

Somos contra o aumento


Por: Garon Piceli

Publicado em:


 

Fundamental à qualidade de vida. Tem a mesmíssima importância que a saúde. Um conceito de mobilidade urbana. Estamos falando do transporte público urbano, que em Foz do Iguaçu não é levado muito a sério.

Em janeiro de 2011 entrava em circulação na cidade um novo sistema de transporte urbano, o Consórcio Sorriso, um sorriso ofuscado, amarelo que zomba e tira sarro da população e dos turistas. E que de novo também não tinha muita coisa. Os ônibus foram tapeados com uma pintura verde limão nada atraente e outros carros menores, até mesmo sem a presença do cobrador.

O que a população esperava de bom como melhoria nas rotas, ônibus mais confortáveis e robustos e até mesmo ar condicionado para o calor infernal de Foz do Iguaçu ficou apenas na ilusão.

Você, como bom iguaçuense, deve se lembrar do inferno que foi pegar um ônibus naquele mês de transição, uma equipe de engenharia de trânsito de Curitiba, que não conhece nada da realidade iguaçuense foi contratada para fazer “melhorias” que acabou colocando ônibus lotado de estudantes passarem pela Vila Portes, um sofrimento só.

O Consórcio fez pessoas esperarem mais tempo, se perderem e até excluiu com algumas linhas que antes eram muitos funcionais. Mas vocês sabem qual era mesmo o objetivo do novo sistema de transporte: “Racionalizar as linhas de transporte urbano, renovar a frota de ônibus e proporcionar benefícios aos usuários, como redução do tempo de espera no ponto e deslocamento a bordo dos ônibus”. Engraçado como tudo isso foi cumprido rigorosamente, não é?

Em 2011, na semana das mudanças e do caos urbano do transporte em Foz do Iguaçu, um grupo de amigos foi até o Terminal de Transporte Urbano (TTU) para gravar este pequeno documentário, que vale a pena ser assistido, pois tenho certeza que os usuários ainda pensam da mesma forma até hoje:

No mesmo período a prefeitura de Foz do Iguaçu anunciou que esta operação renderia aos cofres públicos R$ 18.000.000,00. Isso mesmo, dezoito milhões de reais! Que seria revertido em melhorias no TTU e na instalação de novos abrigos.

As reformas, aliás “tapeada”, no TTU começaram em fevereiro desde ano, e parece que seguem até hoje. Para confirmar que é uma tapeada, na época o superintendente do FozTrans contou que as principais obras eram a recuperação de calçadas, telhado, calha, pintura geral, colocação de novos bancos, instalação de novos banheiros e reestrutura da parte elétrica. O valor da obra -> R$ 198.000,00. Na lista de melhorias nada como: ampliação e/ou fixação de placas indicativas. O que aconteceu é que eles não reformaram, apenas fizeram uma manutenção. O que era ruim, ficou na mesma. Claro, porque a obras foram de responsabilidade do Consórcio.

Sobre o aumento – Somos contra porque ainda passamos calor. Ainda somos mal atendidos. Ainda não temos informações adequadas. Ainda não temos pontos de ônibus satisfatórios. Ainda não temos boas rotas. Ainda não temos um sistema que funciona.

E outra coisa, para aumentar a raiva, dando uma olhada no substitutivo ao projeto de lei 99/2009. O PL que autorizou o Poder Executivo a conceder a exploração dos serviços de transporte coletivo em Foz do Iguaçu, mediante procedimento licitatório, encontramos o seguinte artigo: “Art. 11. Na fixação da tarifa, o Município levará em conta as fórmulas de remuneração definidas ao vínculo jurídico celebrado com o concessionário operador, assegurando sempre, a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do contrato, de modo a proporcionar serviço adequado ao usuário e garantir ao concessionário remuneração que assegure lucratividade razoável pelo capital investido”.

Ou seja, o artigo deixa claro que o aumento na tarifa deve ser feito para render ao vínculo jurídico da lucratividade pelo capital investido e não para oferecer uma maior qualidade dos serviços oferecidos, pasmem.

Ou seja, o acréscimo deve ser realizado para cobrir tarifas como “aumento do combustível, piso salarial e inflação”. E não para implantar ar-condicionado, novos abrigos e melhoria na informação. É isso é o que mais nos indigna.

Ok, a empresa precisa lucrar e pagar os seus dividendos.

Mas porque o transporte em Londrina custa R$ 2,20 (que mantém este valor desde 2010) e em Cascavel R$ 2,40? Lá os combustíveis são mais baratos e os funcionários ganham menos? Não sei, estou em dúvida.

O que poucas pessoas sabem é que este aumento é definido e autorizado pelo poder executivo, o real gerente do sistema. Que regula o transporte através de um edital de contrato de concessão. Então não é contra o Consórcio que temos que brigar, é contra o Instituto de Trânsito, o FozTrans.

Mobilizações – Para protestar contra o aumento, o ativista social Mauri Gauer lançou uma campanha no Facebook que “Vai obrigar as empresas a lidarem com uma situação adversa e que poderá gerar impacto nas suas receitas. Não poderão reivindicar novo aumento, pois os contratos permitem aumento anual, o que foi feito esta semana”, diz Mauri em seu perfil na rede social e acrescentou via entrevista: "Essa campanha do boicote não tem a intenção de que os usuários usem sem pagar, as pessoas querem pagar, mas por um preço que faça justiça à qualidade com que o serviço é prestado". 

A campanha funciona da seguinte forma:
 

Na internet a revolta é geral.

Na vida real resta-nos a indignação e a vontade de protestar. E que possamos fazer isso, nos organizando de modo geral para, pelo menos, se não conseguirmos diminuir o valor, cobrar melhorias para o nosso transporte de cada dia.

 


 

Garon Piceli é editor do portal Clickfoz.Siga no Twitter: @garonpiceli

 

 

 

 

 

Recomendado para você

Anúncio

Rodízio de massas - Noite Italiana

Anúncio

Anúncio

Anúncio

Anúncio da revista D!VA

Categorias

Anúncio

City Tour Foz do Iguaçu

Assine

Logo do ClickFoz