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Trabalhadores unificam reivindicações em ato em Foz Ação aconteceu neste domingo, 01º de maio, na Praça da Bíblia

Ação aconteceu neste domingo, 01º de maio, na Praça da Bíblia


Por: Lauane de Melo

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O 1º de Maio foi marcado pela união do trabalhador da cidade e do campo em Foz do Iguaçu. Representantes de diferentes setores da comunidade ocuparam a Praça da Bíblia para levar suas reivindicações ao microfone, faixas, cartazes e panfletos neste Dia do Trabalhador. O ato público contou com apresentações de vários artistas iguaçuenses.

“Nenhum direito a menos”, foi o lema que unificou diferentes organizações, entre sindicatos, partidos e movimentos sociais. O ato denunciou ataques ao salário mínimo, 13º, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e aposentadoria, entre outros adquiridos ao longo dos anos. No total, existem 55 projetos tramitando no Congresso Nacional que violam os direitos dos trabalhadores.

Dirigente da APP-Sindicato Núcleo Sindicato Foz, o educador Diego Valdez afirmou que os trabalhadores não devem pagar a conta da crise econômica. Ele denunciou ainda o projeto de lei 257/16, que prevê o congelamento dos salários dos servidores públicos e a suspensão de concursos públicos. “A nossa saída é continuar nas ruas, lutando de forma unificada por nossos direitos e em defesa da democracia”, afirmou.

Para o membro da coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Nildemar Gonçalves da Silva, um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff vai escancarar as portas para o golpe nos direitos dos trabalhadores. “Precisamos colocar o pé na estrada e resistir nas ruas. Dia 10 de maio é dia de paralisação nacional de toda classe trabalhadora”, afirmou.

Foz – Os manifestantes também levaram várias reivindicações locais para praça. A representante da Associação Pais em Ação, Zilda Francisca Moreira, relatou o problema enfrentado por milhares de famílias que só podem deixar seus filhos meio período nos Centros Municipais de Educação Infantil. “Reivindicamos da prefeitura período integral para que os pais possam deixar as crianças nos CMEIS e ir trabalhar”, discursou.

O vice-presidente do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular (CDHMP), Amilton Farias, colocou em debate o direito à moradia ao relatar a situação da ocupação Bubas. Ele afirmou que a prefeitura precisa decretar a desapropriação da área para fim social, possibilitando assim a permanência de mais de 600 famílias na região do Porto Meira. “Não vamos permitir a retirada das famílias do Bubas”, disse.

Organização – O Dia do Trabalhador foi organizado pela Adunioeste, APP Sindicato – NS Foz, Brigadas Populares, Centro de Direitos Humanos e Memória Popular, Centro Cultural Islâmico Ahlul Bayt, Fenasps, Frente Brasil Popular, Levante Popular da Juventude, Movimento Alternativo de Foz, Movimento Popular Urbano e MST.

O manifesto também foi promovido pelo PCB, PSOL e PT, Rede Sustentabilidade, Sesunila/Unila, Sindicato da Saúde, Sindicato dos Eletricitários, Sindicato dos Jornalistas, Sindprevs-PR, Sinprefi, Sinteoeste, Sismufi e União Jovem Árabe-Brasileira, entre outras organizações.

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