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Unila inaugura Cátedra de estudos para a Paz em Foz do Iguaçu Primeira conferência acontece no dia 02 de dezembro na Câmara Municipal

Primeira conferência acontece no dia 02 de dezembro na Câmara Municipal


Por: Lauane de Melo

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A cátedra “Estudos para a Paz” – única sobre o tema no Brasil e uma das únicas na América Latina – será fundada pelo Instituto Mercosul de Estudos Avançados (IMEA), na Unila, no próximo dia 2 de dezembro. A conferência inaugural será ministrada pelo professor Clóvis Brigagão, que é cientista político e especialista em Estudos para a Paz. Gratuito e aberto ao público, o evento será realizado na Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu (Travessa Oscar Muxfeldt, 81, Centro), às 19h. A inscrição prévia pode ser feita aqui

Idealizada a partir da proposta dos professores Gustavo Vieira e Ramon Blanco, de Relações Internacionais, e coordenadores do Núcleo de Pesquisa em Estudos para a Paz (NEP), a cátedra pretende ser um espaço voltado ao debate, à circulação de ideias e reflexões e à articulação de ideais pacifistas, reunindo pesquisadores, ativistas de movimentos sociais e a sociedade civil organizada em torno de estudos sobre o tema.

“Queremos que a cátedra seja referência no Brasil e na América Latina em relação ao tema, com a criação de redes de pesquisadores e ativistas, além da articulação de atividades de ensino, pesquisa e extensão”, expõe o professor Blanco. “Para viabilizar o projeto, o NEP já vem ofertando disciplinas optativas na graduação; vem desenvolvendo projetos de pesquisa, agora com bolsistas de iniciação científica e com pós-graduandos; e também projetos de extensão”, complementa. O professor Gustavo explica que o projeto de extensão vem trabalhando com o desarmamento humanitário, diretamente com ONGs e coletivos internacionais, e com congressistas e profissionais do Ministério de Relações Exteriores.

Os Estudos para a Paz, de acordo com Ramon, têm início na década de 1960 e são considerados uma subárea da Segurança Internacional, que integra as Relações Internacionais. Esses estudos questionam a segurança tradicional e buscam diálogo com os movimentos pacifistas e sociedade civil em geral, propondo, entre outros, o desarmamento nuclear. São, por essência, interdisciplinares e críticos, não devendo ser restritos à Academia. O professor ressalta que os Estudos para a Paz tratam de conflitos bélicos, mas também de violências simbólicas, de desigualdades sociais e desequilíbrios de uso e acesso de recursos entre países, o que culmina em situações de tensão, insegurança e até guerra entre países e povos. Nesse sentido, a subárea tem um especial interesse na reconstrução de países pós-conflito bélico ou, até mesmo, após situações de desastres naturais, como Haiti e Timor Leste.

"A região da América Latina é a mais desigual do mundo. Por isso, os Estudos para a Paz são muito importantes na região. Aliás, a paz pode ser compreendida como ausência de violência. E, por aqui, temos elevados índices de violência física, como a questão de homicídios; de violência armada – um grande problema brasileiro e de outros países latino-americanos; e violência estrutural, relacionada à ausência de justiça social", revela Vieira.

Sobre o conferencista – Brigagão fará uma conferência introdutória sobre o tema, revelando como o debate, que é bastante recente e muito contemporâneo, iniciou e desenvolveu-se no Brasil e na América Latina. O professor possui doutorado em Estudos Estratégicos pela UFRGS (2011) e, atualmente, coordena o Grupo de Análise de Prevenção de Conflitos (GAPCon). Foi secretário-geral da Internacional Peace Research Association (IPRA), no final da década de 1980, tendo sido o único brasileiro a ocupar o cargo.

Cátedras – A nova cátedra faz parte da reestruturação do programa do IMEA. De acordo com o coordenador do Instituto, Alexandre Varella, a proposta é que as cátedras, novas ou antigas, funcionem como núcleos de articulação temática, devendo envolver atividades de graduação e de extensão e, em especial, integrar-se a grupos de pesquisa e fomentar a pós-graduação. “Pretendemos normatizar o procedimento de aprovação e funcionamento das cátedras em breve. Estamos estudando outras propostas para o ano que vem, e sempre abertos a novas sugestões. É fundamental que as cátedras mantenham relações com instituições ou órgãos externos à Unila e busquem recursos próprios”, explicou.

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