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Vamos para a rua, mas por qual causa? Tão raso, como as relações digitais e quanto o mundo fragmentado de convívio que vivemos, é a presença, no Brasil, de movimentos e manifestações

Tão raso, como as relações digitais e quanto o mundo fragmentado de convívio que vivemos, é a presença, no Brasil, de movimentos e manifestações


Por: Garon Piceli

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Uma onda, ou uma moda, de protestos surgiu no país, do dia para a noite.

São centenas – certas vezes, milhares – de jovens – ou não – que levam suas causas – pois nem sempre é a mesma – às ruas e constituem hoje uma “voz única” contra qualquer coisa.

Tão raso, como as relações digitais e quanto o mundo fragmentado de convívio que vivemos, é a presença, no Brasil, de movimentos e manifestações. Em todo Brasil, inclusive em Foz do Iguaçu, muitos manifestantes vão para os protestos sem uma causa concreta ou com diversas causas solúveis.

Em primeiro lugar, quero deixar claro que não sou contrário a qualquer tipo de levante popular contra qualquer coisa, acredito no controle e na pressão social como catalisador de mudanças. Mas vamos, agora, analisar, alguns pontos:

1 – “revolução popular”: tenho ouvido esta expressão no tratamento aos protestos em todo Brasil. No meu entendimento, revolução popular é quanto há um grande movimento de pessoas, centena de milhares, milhões delas, lutando para derrubar um Governo, geralmente autoritário. Não há como comparar os protestos brasileiros com os do Egito, por exemplo, ou com da Europa em crise, isso é ser infantil.

O que vemos no Brasil está muito longe disso. Temos um país em crescimento, com pleno emprego e governos, independente de sigla partidária, democráticos.

2 – “apartidário”: não é. Visivelmente não é apartidário esse movimento de protestos no Brasil. Essa conversa de “Anônimos” é um sonho. Vemos, e vi nos que acompanhei, em todos os protestos as bandeiras de partidos políticos.

3 – “multidões”: qualquer show musical ou jogo de futebol leva, pelo menos, dez vezes mais pessoas para a rua.

4 – “apelo popular”: é visível que estes movimentos não têm apelo popular. Começam com 100 pessoas e terminam com 100 pessoas. Se começarem com 1000, vão terminar com 1000. Não há inserção popular. Não há adesão. Não há carisma.

5- “contra a Copa”: foram sete anos até aqui, desde o anúncio do Brasil como Sede. Protestos surgem para manchar a imagem do Brasil no exterior e prejudicar nosso turismo. Não adianta protestar agora.

6 – “pelo passe-livre”: faço uso das palavras do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad: “Vamos pegar a radicalidade da proposta [do MPL]: tarifa zero. Bom, é um sistema que custa R$ 6 bilhões. Temos que remunerar os motoristas, os cobradores, adquirir os ônibus, fazer os investimentos nas faixas exclusivas, combustível… Tem um custo. Como é que vamos financiar? Com o orçamento atual é possível? Se não, qual a fonte alternativa de financiamento? Então, essas bandeiras precisam se traduzir em propostas práticas”.

Eu ficaria horas aqui falando, mas vamos concluir:

O ativismo de sofá transformou-se em uma necessidade de estar na rua, apenas por estar. Não há líderes, não há frente de negociação. Não há como atender as demandas com diálogo. Atacam o estado democrático de direito e não se colocam dispostos à discussão. Isto, somado a uma polícia sem prepara e governos atônicos e debruçados em entender como conversar com esses movimentos gera um clima de insegurança por todo país.

Erram, os manifestantes, na supervalorização de seus números, no método, no modelo e na forma.

 


 

 * Luiz Henrique Dias é dramaturgo, diretor da Cia Experiencial O Teatro do Excluído de São Paulo, Membro do Núcleo de Dramaturgia SESI-PR e trabalhar com políticas públicas para a cultura e cidadania. Leia mais em www.luizhenriquedias.com.br

 

 

 

A opinião emitida nesta coluna não representa necessariamente o posicionamento deste veículo de comunicação

 

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