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sex, 14 de ago 2026

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Foz do Iguaçu está sediando, entre os dias 12 e 14 de agosto, uma reunião bilateral entre autoridades do Brasil e da Argentina para avançar na implantação do sistema de controle aduaneiro de cabeceira única. O encontro, realizado na sede da Alfândega da Receita Federal, debate um modelo de gestão integrada para o novo Porto Seco do município, previsto para entrar em operação em dezembro de 2026.

A proposta prevê que os procedimentos de fiscalização e despacho das mercadorias de ambos os países passem a ser realizados em um único ponto, no lado brasileiro. A comitiva argentina conta com representantes de órgãos como a Dirección General de Aduanas (DGA/ARCA), Migraciones, CNRT e SENASA, além de delegados dos setores público e privado do Mercosul.

Mais agilidade e menor custo logístico

Atualmente, o processo de exportação e importação entre os dois países exige etapas separadas em cada lado da fronteira. Com a unificação dos procedimentos no novo complexo aduaneiro de Foz do Iguaçu, a expectativa é eliminar rotinas duplicadas, reduzir o tempo de espera dos caminhões e diminuir os custos operacionais para transportadores.

A integração dos sistemas permitirá que as autoridades brasileiras e argentinas trabalhem com compartilhamento de dados e gestão de risco conjunta. Dessa forma, a fiscalização torna-se mais rigorosa para cargas suspeitas e mais ágil para o comércio regular, otimizando o fluxo de mercadorias no principal corredor logístico da Tríplice Fronteira.

Preparativos para a nova estrutura de 2026

A harmonização dos processos ocorre de forma paralela às obras de construção do novo Porto Seco e da nova infraestrutura da Aduana da Ponte Internacional Tancredo Neves. O objetivo das equipes técnicas é deixar toda a operacionalidade alinhada antes da inauguração das novas instalações no final deste ano.

Além do impacto direto no transporte internacional de cargas, a coordenação entre os órgãos deve refletir positivamente no trânsito local. Ao concentrar e organizar o fluxo de veículos pesados em uma estrutura moderna, a medida visa aumentar a fluidez para moradores, trabalhadores e turistas que circulam diariamente entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú.

 

 

 

Foto em destaque: Multilog/Divulgação

O limite entre a sátira na internet e o consumo desatento de informação voltou a ser colocado à prova no Paraná. Nesta semana, a imagem de um suposto veículo blindado de “caçador de tornados” sendo guinchado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) viralizou nas redes sociais como se fosse um fato verídico, obrigando a instituição a emitir um alerta público desmentindo a ocorrência.

A publicação utilizava elementos gráficos que simulavam a estética de um portal de notícias, acompanhada de um texto que afirmava que o veículo especial havia sido apreendido durante uma fiscalização de rotina no estado.

Montagem com IA e o alerta da instituição

Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (13), a PRF esclareceu que a informação é totalmente falsa e que nenhuma ocorrência com essas características foi registrada no estado. A instituição confirmou que tanto o texto quanto a imagem foram gerados por meio de ferramentas de inteligência artificial para criar uma aparência de veracidade.

A polícia alertou para os riscos do compartilhamento automático de conteúdos sem a devida verificação da procedência. Segundo o órgão, o uso indevido de logotipos e layouts jornalísticos tem sido uma tática frequente para conferir credibilidade a publicações enganosas ou humorísticas que acabam fora de contexto.

Sátira, burocracia e desinformação

O caso reflete um fenômeno crescente no ecossistema digital: a dificuldade de parte dos usuários em identificar ironias e críticas sociais. A piada original brincava com o contraste entre um veículo preparado para enfrentar eventos climáticos extremos e a rigorosa fiscalização burocrática das rodovias brasileiras.

No entanto, a rapidez no consumo de conteúdos nas redes sociais fez com que o tom humorístico fosse assimilado por muitos leitores como um fato real. A PRF orienta que os cidadãos denunciem conteúdos falsos nas próprias plataformas digitais e busquem informações sobre operações e ocorrências exclusivamente nos canais oficiais do órgão.

 

 

 

Imagem em destaque: Arquivo das redes sociais

Avanço da tecnologia amplia aplicações, estimula novos negócios e aumenta a procura por profissionais especializadosp

Os painéis de LED vêm ocupando um espaço cada vez maior em projetos de comunicação visual. Lojas, empresas, igrejas, auditórios, estúdios e ambientes de eventos passaram a utilizar telas digitais para apresentar conteúdos com mais movimento, impacto e possibilidade de atualização.

Esse crescimento movimenta uma cadeia que vai muito além dos equipamentos. Distribuidores, integradores, técnicos, instaladores e empresas de tecnologia passam a atender uma demanda que se amplia à medida que novas aplicações surgem.

Ledcenter atua nesse cenário com o fornecimento de painéis, módulos e componentes destinados a profissionais e empresas que desenvolvem projetos de comunicação visual digital.

Comunicação acompanha o comportamento do público

O contato com telas já faz parte da rotina das pessoas.

Smartphones, computadores, televisores e outros dispositivos ajudaram a transformar a maneira como informações são consumidas. Naturalmente, marcas e empresas começaram a adaptar suas próprias formas de comunicação.

Um painel de LED permite alternar vídeos, imagens, campanhas e informações ao longo do dia sem alterar a estrutura instalada.

Em uma loja, por exemplo, a comunicação pode acompanhar promoções e lançamentos. Em ambientes corporativos, pode apresentar conteúdos institucionais. Em igrejas e auditórios, pode apoiar apresentações, transmissões e eventos.

A tecnologia oferece liberdade para atualizar a mensagem conforme cada necessidade.

Menos etapas para atualizar campanhas

A diferença também aparece na operação.

Materiais impressos possuem aplicações importantes, mas uma nova campanha normalmente exige produção, transporte e instalação de novas peças.

No ambiente digital, a atualização acontece por meio do conteúdo.

Uma única tela pode receber diferentes campanhas durante um longo período, reduzindo a necessidade de produzir materiais físicos a cada mudança.

Essa dinâmica também contribui para diminuir descartes e deslocamentos relacionados às substituições, aproximando comunicação, eficiência operacional e sustentabilidade.

Para redes com várias unidades, existe ainda a possibilidade de atualizar diferentes pontos de forma mais rápida e padronizada.

Falta de mão de obra cria oportunidades

O crescimento do mercado traz consigo a necessidade de profissionais capazes de instalar, configurar e manter os equipamentos.

Um projeto de painel de LED pode exigir conhecimentos em montagem, elétrica, configuração de sistemas, processamento de imagem, testes e manutenção.

A demanda por essas competências cresce em um momento no qual a mão de obra especializada ainda é limitada.

Para técnicos e profissionais vindos de áreas como audiovisual, comunicação visual, elétrica e eventos, o setor abre uma possibilidade de especialização.

O conhecimento também pode se transformar em oportunidade de negócio. Um profissional pode começar pela instalação, ampliar sua atuação para manutenção e, posteriormente, desenvolver projetos completos ou estruturar uma empresa própria.

Fornecimento é parte importante do projeto

Para o integrador, escolher o equipamento correto é apenas uma das etapas.

Também é preciso avaliar disponibilidade, prazo, reposição e suporte.

Na importação direta, fatores como câmbio, transporte internacional, tributação, pagamento antecipado e prazo de entrega aumentam a complexidade da operação.

Uma economia no preço inicial pode perder relevância caso haja atrasos, erros de especificação ou dificuldade para substituir algum componente.

Por isso, trabalhar com fornecedores no mercado nacional pode oferecer mais previsibilidade para empresas que precisam assumir compromissos de prazo com seus clientes.

Também permite reduzir a necessidade de manter grandes volumes de recursos comprometidos em compras internacionais.

Estoque pode acelerar novas vendas

Quando um cliente aprova um projeto, o tempo entre a contratação e a instalação passa a fazer parte da experiência de compra.

Nesse cenário, a disponibilidade dos equipamentos se torna um diferencial importante para o integrador.

Entre as soluções destinadas a projetos internos está o painel de LED P2.5 indoor, indicado para aplicações em que a definição da imagem é importante mesmo com o público relativamente próximo da tela.

O produto pode ser utilizado em lojas, empresas, auditórios, igrejas, showrooms e estúdios.

A combinação entre disponibilidade e preço competitivo permite ao integrador desenvolver propostas com maior previsibilidade, sem depender exclusivamente dos prazos envolvidos em uma importação própria.

Uma cadeia de negócios em expansão

Quanto mais os painéis de LED se popularizam, maior tende a ser a necessidade de empresas e profissionais preparados para atender o mercado.

Há oportunidades na comercialização dos equipamentos, mas também em instalação, manutenção, suporte, criação de conteúdo e desenvolvimento de projetos.

Empresas que já atuam em áreas próximas podem incorporar a tecnologia ao portfólio, enquanto novos profissionais encontram espaço para construir conhecimento em um segmento ainda em expansão.

Grandes transformações tecnológicas nem sempre são percebidas quando começam. Muitas ganham espaço gradualmente até se tornarem parte natural da rotina.

Identificar esse movimento no momento certo pode permitir que empresas e profissionais cresçam junto com o próprio mercado.

A reconstrução da Catedral San Blas, um dos maiores marcos históricos, religiosos e culturais de Ciudad del Este, tem data para começar. As obras de restauração do templo devem ser iniciadas até o dia 20 de agosto, com a autorização oficial para o início dos trabalhos prevista para ser assinada na próxima segunda-feira (17). O objetivo principal da comissão responsável é entregar a igreja totalmente reformada no dia 3 de fevereiro de 2027, data em que se celebra o aniversário da cidade e o dia do padroeiro San Blas.

A definição do cronograma ocorre após avanços nas tratativas entre a comissão de reforma — formada por representantes da Universidade Católica (UCA), Municipalidade de Ciudad del Este e Governo do Alto Paraná — e a Itaipu Binacional, que apoia o projeto de recuperação.

Recuperação total e preservação do design original

As intervenções vão abranger toda a estrutura da catedral, incluindo áreas que não foram diretamente atingidas pelas chamas, mas que sofreram danos decorrentes do calor e da fumaça. Todo o mobiliário destruído, o telhado, as vigas de madeira e o sistema de iluminação serão totalmente substituídos.

 

Apesar da magnitude da remodelação e de ajustes pontuais em partes da fachada, o projeto arquitetônico original será mantido. Inaugurada em 1964, a Catedral San Blas se destaca pelo formato que remete à uma arca, com estrutura em pedras, vigas em madeira ipê (lapacho) e vitrais artísticos. Segundo a comissão, o ritmo dos trabalhos dependerá também das condições climáticas ao longo dos próximos meses para garantir o cumprimento do prazo final.

Relembre o incêndio

No dia 9 de fevereiro deste ano, um curto-circuito na fiação elétrica, próximo ao forro do teto, deu início a um incêndio de grandes proporções que tomou conta de parte da catedral. A emergência mobilizou bombeiros voluntários de Ciudad del Este, Presidente Franco e Minga Guazú, além do suporte operacional e de suprimentos da prefeitura local.

Durante o combate ao fogo, moradores e fiéis se uniram em um esforço comunitário para salvar o patrimônio histórico do interior do templo. A mobilização permitiu retirar bancos, objetos litúrgicos e a imagem principal de San Blas, preservando símbolos fundamentais da fé e da história do município paraguaio.

 

 

Fotos: Municipalidad de Ciudad Del Este/Arquivo

O Senado Federal aprovou, na noite desta quarta-feira (12), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que reduz tributos federais sobre gasolina, óleo diesel, biodiesel, etanol e querosene de aviação. A medida, aprovada por 61 votos a 2, segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A votação ocorreu em ritmo acelerado após acordo entre o Governo Federal e as lideranças do Congresso Nacional durante o período de esforço concentrado antes do recesso eleitoral. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados no mesmo dia.

Foco na contenção de altas

A nova legislação busca amortecer o impacto da escalada de preços do petróleo no mercado internacional, provocada pelos conflitos entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. O bloqueio de rotas estratégicas na região pressionou a cotação do barril, gerando forte instabilidade na cadeia de suprimentos.

Para compensar a perda de arrecadação gerada pelo corte de impostos nos combustíveis, a União utilizará o excesso de receita obtido com os royalties do próprio petróleo. Entre janeiro e março deste ano, a arrecadação federal com o setor alcançou R$ 28 bilhões, salto expressivo na comparação com os R$ 9 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

Estímulo ao etanol e ao agronegócio

Além dos combustíveis fósseis, a proposta assegura a competitividade dos biocombustíveis. Para garantir que o etanol hidratado mantenha vantagem econômica frente à gasolina, a lei prevê a redução da tributação ao nível zero caso as alíquotas da gasolina sofram queda igual ou superior a 30%. O texto prevê ainda R$ 1,2 bilhão em subvenção aos produtores do setor.

O pacote aprovado também incluiu incentivos ao setor produtivo e agrícola, como autorização de até R$ 5 bilhões em créditos fiscais para a indústria de fertilizantes entre 2027 e 2031, isenção de adicionais de frete marítimo e facilidades tributárias para produtores rurais.

Com o encerramento da votação no Congresso, a expectativa agora gira em torno da sanção presidencial e da regulamentação das medidas para que o alívio fiscal comece a se refletir nos custos operacionais das distribuidoras e no valor final repassado aos postos.

 

 

Foto em destaque: José Cruz/Agência Brasil

Dados atualizados pelo Banco Central (BC) revelam que brasileiros ainda possuem mais de R$ 5,12 bilhões retidos em instituições financeiras. Segundo o relatório do Sistema de Valores a Receber (SVR), cerca de R$ 3,76 bilhões pertencem a 22,66 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,35 bilhão está vinculado a 2 milhões de pessoas jurídicas.

Desde a criação do sistema, o BC contabilizou mais de R$ 20,93 bilhões em recursos esquecidos, dos quais R$ 15,81 bilhões já foram resgatados. A maior fatia das devoluções contempla pessoas físicas, somando R$ 11,65 bilhões distribuídos entre 38,73 milhões de beneficiários. Outros R$ 4,15 bilhões foram restituídos a 4,7 milhões de empresas.

Somente em junho, os saques atingiram a marca de R$ 340 milhões. O montante segue o ritmo dos meses anteriores, que registraram retiradas de R$ 427 milhões em maio e R$ 483 milhões em abril.

Perfil dos valores e origem dos recursos

A grande maioria das quantias disponíveis envolve valores de pequeno porte. A distribuição dos beneficiários por faixa de saldo apresenta o seguinte panorama:

  • Até R$ 10,00: 18,5 milhões de beneficiários (aproximadamente 70% do total);
  • Entre R$ 10,01 e R$ 100,00: 4,96 milhões de beneficiários (18,73% do total);
  • Acima de R$ 100,01: Cerca de 3 milhões de beneficiários (11% do total).

 

Os montantes acumulados nas instituições financeiras têm origem em diversas operações encerradas ou cobranças indevidas:

  • Contas-correntes ou poupanças encerradas com saldo remanescente;
  • Tarifas, parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente;
  • Recursos não procurados após o encerramento de grupos de consórcio;
  • Cotas de capital e rateio de sobras em cooperativas de crédito;
  • Saldos em contas de pagamento (pré ou pós-paga) e contas de corretoras de valores encerradas.

 

Como consultar e solicitar a devolução

A consulta de valores é pública e pode ser realizada tanto para pessoas físicas (incluindo falecidos) quanto para empresas ativas ou encerradas. Não há necessidade de login para a verificação inicial: basta informar o CPF e a data de nascimento ou o CNPJ e a data de abertura da instituição.

Para formalizar o resgate após a identificação do saldo, o cidadão deve acessar a plataforma utilizando uma conta Gov.br (nível Prata ou Ouro) com a verificação em duas etapas ativada. A devolução do dinheiro pode ser solicitada via PIX diretamente pelo sistema, por requerimento automatizado ou em contato direto com a instituição financeira responsável.

 

 

Foto em destaque: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Apesar da realização do certame público promovido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pelo Ministério do Turismo nesta quarta-feira (12), o comando operacional do Passeio do Macuco permanecerá nas mãos de quem já conhece detalhadamente o atrativo. O Consórcio Novo PNI Macuco venceu o leilão de concessão realizado na sede da B3, em São Paulo, ao apresentar uma proposta de outorga fixa de R$ 79,9 milhões — o que representou um ágio expressivo de 115,02% sobre o valor mínimo estipulado no edital.

O grupo vencedor é composto pela Ilha do Sol — atual administradora das operações do Macuco Safari —, em conjunto com a Cataratas do S/A e a Construcap (controladora da Urbia Parques), concessionárias que já gerenciam os serviços de visitação e a infraestrutura do Parque Nacional do Iguaçu. Na prática, o resultado consolida a gestão unificada do turismo no parque, mantendo o controle das experiências terrestres e embarcadas sob os mesmos grupos empresariais.

A abertura da sessão foi conduzida por Guilherme Peixoto, superintendente de relacionamento e governança em licitações da B3, que cumprimentou autoridades, técnicos do governo federal e representantes do ICMBio presentes na mesa de negociações.

Disputa rápida e desistência de viva-voz

Conforme as regras do edital, o valor mínimo de outorga fixado pela administração pública era de R$ 37.159.745,00. Os envelopes com as propostas econômicas foram lidos publicamente em ordem decrescente.

O leilão contou com a participação de dois grupos concorrentes:

  • Consórcio Novo PNI Macuco: Apresentou o maior lance inicial, fixado em R$ 79.900.000,00 (ágio de 115,02%);
  • Consórcio Passeio do Iguaçu: Registrou a proposta inicial de R$ 56.669.000,00 (ágio de 52,50%).

 

Como a diferença entre as duas propostas envelope foi expressiva e o regulamento previa a etapa de lances em viva-voz com incremento mínimo de R$ 1 milhão, o leiloeiro abriu a palavra ao Consórcio Passeio do Iguaçu para cobrir a oferta do primeiro colocado. O grupo concorrente declinou do direito de apresentar novos lances, encerrando a disputa de forma rápida e decretando a vitória do Consórcio Novo PNI Macuco pela batida do martelo.

Compromissos, investimentos e tarifas menores

Com a vitória confirmada, o Consórcio Novo PNI Macuco assume a concessão por um período de 15 anos, sob um contrato com valor estimado global de R$ 290,1 milhões. Do total de compromissos previstos no edital, o grupo terá de aplicar entre R$ 76,8 milhões e R$ 85 milhões em melhorias diretas na infraestrutura e nos serviços de atendimento ao visitante.

Além da outorga fixa arrematada na B3, o consórcio repassará obrigatoriamente 6% de sua receita bruta anual ao ICMBio. Entre as obrigações operacionais estipuladas para a renovada gestão estão a frota de veículos elétricos e barcos periodicamente atualizada, normas de segurança chanceladas pela Marinha do Brasil e modernização das bases de embarque.

Para o turista e para a comunidade local, a assinatura do novo contrato trará um alívio financeiro imediato: o edital exige que a concessionária aplique uma redução superior a 20% no teto da tarifa cobrada atualmente pelo passeio de barco, além de prever isenções para cadastrados no CadÚnico e descontos para moradores dos municípios lindeiros ao Parque Nacional do Iguaçu.

 

 

Foto: reprodução/B3

A B3 e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizam nesta quarta-feira (12), às 14h, em São Paulo, o leilão de concessão dos serviços de apoio à visitação do Passeio do Macuco, no Parque Nacional do Iguaçu. O contrato prevê um valor estimado de R$ 290,1 milhões, incluindo cerca de R$ 76,8 milhões a R$ 85 milhões em investimentos diretos na modernização do atrativo ao longo de 15 anos.

O projeto foi estruturado pelo ICMBio e pelo BNDES, com apoio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e do Ministério do Turismo.

Como assistir ao vivo

A disputa de lances entre os participantes terá transmissão aberta em tempo real. O público pode acompanhar todo o processo pelo canal oficial da B3 no YouTube.

 

Regras do leilão e obrigações da futura gestão 

O critério de seleção será a maior outorga fixa oferecida ao ICMBio. Além do valor inicial de outorga, a empresa vencedora repassará obrigatoriamente 6% de sua receita bruta ao instituto durante toda a vigência da concessão.

A concessionária assumirá a responsabilidade pelos passeios terrestres e embarcados, além de novos investimentos em:

  • Modernização das áreas de embarque, centros de atendimento, sanitários e bases operacionais;
  • Renovação periódica da frota de veículos elétricos e embarcações;
  • Segurança aquática sob regulamentação da Marinha do Brasil, com uso obrigatório de coletes homologados e planos de emergência;
  • Possibilidade de explorar novos produtos de ecoturismo, lojas, serviços de fotografia e alimentação.

 

Desconto nas tarifas e novos benefícios 

O edital estabelece uma nova política tarifária favorável ao público. O teto do valor cobrado pelo passeio terá uma redução superior a 20% em relação à tabela atual. O projeto também garante:

  • Isenções e descontos para cadastrados no Cadastro Único (CadÚnico);
  • Tarifas diferenciadas para moradores dos municípios lindeiros ao Parque Nacional;
  • Ampliação das regras de meia-entrada.

 

Transição e capacidade de atendimento 

Com demanda estimada em 387 mil visitantes por ano, o Passeio do Macuco oferece atualmente um trajeto de dois quilômetros em veículos elétricos pela Mata Atlântica, seguido por trilha e navegação de bote inflável até a região das quedas d’água.

O contrato anterior venceu em junho de 2025 e vinha operando de forma prorrogada. Após a homologação do resultado, haverá um período de transição de até 90 dias entre a atual operadora e a nova empresa vencedora.

 

 

 

Foto em destaque: Arquivo/Divulgação Macuco Safari

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram a adoção imediata de novas diretrizes de arbitragem para as competições nacionais. A decisão foi selada em reunião realizada nesta segunda-feira (10), no Rio de Janeiro.

As alterações afetam as Séries A, B, C e D do futebol masculino, a Série A1 do futebol feminino e a Copa do Brasil. Regulamentadas pela International Board, as medidas visam combater a cera e diminuir as interrupções. No Brasileirão, a média atual de bola rolando é de quase 53 minutos, enquanto a meta da Fifa é atingir ao menos 60 minutos por jogo. Estudo da CBF prevê um ganho médio de quase seis minutos por partida com o novo protocolo.

Confira o que muda nos jogos com as novas regras

Apenas uma das dez diretrizes ficará para a temporada 2027 (a checagem de escanteios marcados por engano que gerem gol ou pênalti). Todas as demais entram em vigor imediatamente:

  • 8 segundos para o goleiro: Limite máximo para soltar a bola das mãos. Estourar o tempo resulta em escanteio para o adversário.
  • 5 segundos no lateral: Cobranças que ultrapassarem o tempo limite transferem a posse para o time oposto.
  • 5 segundos no tiro de meta: Contagem inicia após o apito do árbitro. Demora excessiva gera escanteio para a equipe rival.
  • 10 segundos na substituição: O atleta substituído deve sair do gramado nesse tempo. Se atrasar, o substituto aguarda um minuto para entrar.
  • 1 minuto fora após atendimento: Jogador atendido no campo deve permanecer fora das quatro linhas por ao menos 60 segundos após o reinício.
  • Atendimento ao goleiro: Em caso de atendimento ao arqueiro, o capitão ou técnico indica um atleta de linha para cumprir um minuto fora.
  • Apenas o capitão conversa com o árbitro: Demais jogadores que pressionarem a arbitragem serão punidos com cartão amarelo.
  • Protocolo Vini Jr.: Cobrir a boca intencionalmente para discutir com um adversário e impedir a leitura labial gera expulsão direta.
  • VAR para o segundo amarelo: O árbitro de vídeo passa a checar o segundo cartão amarelo que resulte na expulsão de um atleta.

 

Adeus á “catimba”

Para os adeptos da boa e velha “catimba sul-americana”, o cenário promete ser desafiador. Aquela caminhada a passos de tartaruga na hora da substituição, as conversas ao pé do ouvido escondendo a boca para provocar o adversário e os retornos lentos para recolocar a bola em jogo agora custarão bem mais caro do que um simples puxão de orelha do apitador. Se as novas diretrizes funcionarem na prática como no papel, o futebol brasileiro dará um adeus forçado às amadas amarrações de jogo. Resta saber se os reis do “ganhar tempo” vão conseguir se adaptar ou se veremos uma chuva inédita de cartões e escanteios de presente ao longo do campeonato. 

 

 

Foto em destaque:  Lucas Figueiredo/Divulgação CBF

Os motoristas que pretendem personalizar veículos com propaganda política ou participar de atividades de campanha nas eleições de 2026 devem ficar atentos às regras do seguro auto. A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) alerta que a falta de aviso prévio à seguradora pode resultar na recusa de indenização em casos de roubo, furto ou colisão.

De acordo com a entidade, a adesivação ostensiva e o uso do automóvel em eventos políticos alteram o perfil do contratante e aumentam a exposição do bem a riscos como vandalismo, grandes aglomerações e acidentes em carreatas.

Além disso, danos causados diretamente aos adesivos, plotagens ou envelopamentos não possuem cobertura nas apólices convencionais. Prejuízos decorrentes de tumultos e atos de vandalismo também figuram entre as exclusões frequentes registradas nos contratos.

Como evitar problemas com o seguro durante o período eleitoral

Para garantir a validade da apólice durante o período de campanha, a FenSeg orienta os motoristas a tomarem as seguintes precauções:

  • Comunique a seguradora: Informe a empresa antes de aplicar materiais gráficos ou alterar a rotina de uso do carro.
  • Consulte o corretor: Tire dúvidas sobre prestação de serviços a candidatos, partidos ou transporte de equipes.
  • Solicite um endosso: Registre formalmente na apólice qualquer mudança no perfil de risco do veículo.
  • Verifique o Detran: Confirme se a alteração visual exige atualização da documentação do automóvel junto ao órgão de trânsito.
  • Leia as exclusões: Confira com atenção quais situações e tipos de danos não são cobertos pelo seu contrato.

 

Será que vale á pena?

Para quem está pensando em transformar o próprio carro em um “slogan ambulante” por uns trocados no combustível ou por pura amizade, a conta no final pode sair bem mais cara do que o esperado. Antes de fechar o acordo com a equipe de campanha e colar o adesivo do candidato do coração, vale a pena colocar a matemática na ponta do lápis. Afinal, a promessa de tanques cheios ou a simples paixão partidária raramente cobrem o prejuízo de um retrovisor quebrado em uma carreata ou a recusa de indenização de um veículo sem cobertura. Na dúvida, consulte o seu corretor e garanta que o seu seguro não vire fumaça antes mesmo da apuração dos votos. 

 

 

 

Foto em destaque: Arquivo das redes sociais

Foz do Iguaçu deu um passo decisivo para a criação de um novo atrativo cultural e turístico na cidade: o Projeto Bairro Árabe. Em reunião realizada na última semana na Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, lideranças comunitárias apresentaram as diretrizes arquitetônicas e urbanísticas da proposta ao prefeito Silva e Luna, ao secretário municipal de Turismo, Jin Petrycoski, e a representantes de entidades como o Comtur, Visit Iguassu e Fundo Iguaçu.

O grande pilar do projeto é a cooperação inédita entre as instituições que representam a diversidade da comunidade local: o Centro Cultural Beneficente Islâmico (CCBI), a Sociedade Beneficente Islâmica (SBI) e o Lar Druzo Brasileiro.

Em reunião estratégica nas dependências da Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, lideranças comunitárias apresentaram as diretrizes arquitetônicas e urbanísticas da proposta.

A proposta está sendo construída em conjunto com as Secretarias de Planejamento e de Turismo. Atualmente, equipes técnicas realizam os levantamentos das intervenções necessárias para o desenvolvimento do projeto executivo.

Imersão na arquitetura e gastronomia do Oriente Médio

Idealizado pelos arquitetos Kaled e Nibal Barakat, o projeto prevê transformar a região do Bairro Monjolo em um polo temático integrado.

Entre as intervenções previstas estão:

  • Praça do Mundo Árabe: Espaço planejado para homenagear os 22 países integrantes da Liga Árabe, contando com fontes ornamentais e marcos informativos.
  • Infraestrutura e Iluminação: Instalação de pórticos temáticos, nova paginação de calçadas com arabescos, iluminação diferenciada e nomenclaturas personalizadas em logradouros.
  • Polo Gastronômico: Estrutura dedicada para abrigar restaurantes, docerias e estabelecimentos voltados à culinária típica do Oriente Médio.
  • Parque Monjolo: Integração da área verde ao circuito cultural e de caminhadas do bairro.

 

Durante o encontro, os arquitetos Kaled e Nibal Barakat detalharam a conceituação do espaço.

Segundo o secretário de Turismo, Jin Petrycoski, o projeto técnico que estava engavetado há mais de uma década tem previsão de conclusão ainda em 2026.

Selo Muslim Friendly será lançado em agosto

A criação do Bairro Árabe conecta-se diretamente com o fortalecimento do Turismo Halal na região. No próximo dia 26 de agosto, às 20h, a Mesquita de Foz do Iguaçu sediará o lançamento oficial do Programa Muslim Friendly.

A certificação visa qualificar a infraestrutura e a rede de serviços do município para o acolhimento adequado de viajantes muçulmanos de diversas partes do mundo, consolidando Foz do Iguaçu como referência internacional de receptivo multicultural.

 

 

Fotos: Arquivo Mesquita

O Hemonúcleo de Foz do Iguaçu terá um novo horário de atendimento para a recepção de doadores de sangue a partir de quarta-feira (12). Com a mudança, o local passará a funcionar de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, de forma contínua, sem fechar no intervalo para o almoço. Aos sábados, a coleta será realizada das 7h30 às 12h.

A reformulação integra um plano de adequação gradual dos horários do serviço, iniciado no mês de junho. Conforme a coordenadora do Hemonúcleo e da Agência Transfusional, a enfermeira Wiliene Maria Osinaga Barboza, a mudança foi planejada com base no perfil do público doador da cidade e municípios vizinhos.

“Estamos readequando os horários em etapas. A proposta é facilitar o acesso à doação para pessoas que preferem doar durante o horário de almoço, ou antes de iniciar as atividades de trabalho, oferecendo maior flexibilidade para a população de Foz do Iguaçu e região”, explicou a coordenadora.

Manutenção dos estoques de sangue na região

A ampliação das opções de horários visa fortalecer o ritmo de doações voluntárias e manter estabilizados os estoques de sangue da unidade. O Hemocentro é responsável pelo abastecimento e fornecimento de bolsas para transfusões utilizadas em procedimentos cirúrgicos, tratamentos contínuos e atendimentos de emergência nos hospitais e unidades de saúde da Tríplice Fronteira.

A coordenação reforça o convite para que os moradores de Foz e região incluam a doação de sangue na rotina diária. Cada doação realizada pode salvar até quatro vidas.

 

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