Cotação do Dólar:

sex, 03 de jul 2026

Conteúdo Patrocinado

No universo das apostas esportivas, três palavras circulam o tempo todo e costumam ser tratadas como sinônimos: palpite, análise e promessa de ganho. Na prática, elas representam coisas muito diferentes. Confundi-las é o primeiro passo para criar expectativas irreais sobre o que uma aposta realmente é.

Quem aposta com consciência precisa entender essa distinção. Ela separa o entretenimento informado da ilusão de lucro garantido, e é justamente nesse limite que mora o conceito de consumo responsável.

O que é um palpite?

Um palpite é uma opinião que expressa para onde alguém acredita que um resultado vai tender, com base em percepção, intuição ou leitura de momento. Não carrega obrigação de acerto nem garantia de retorno.

O palpite tem valor quando é tratado pelo que é: um ponto de vista. O problema surge quando ele é vendido como certeza. Frases como “esse jogo é dinheiro na mão” transformam uma simples opinião em algo que ela nunca foi, uma previsão infalível.

Nenhum palpite, por mais embasado que pareça, controla o que acontece dentro de campo. Lesões, expulsões, arbitragem e até o clima alteram qualquer cenário em segundos.

O que é uma análise?

A análise é o estágio seguinte, que parte de dados concretos: histórico de confrontos, desempenho recente, escalações, contexto da competição e estatísticas de mercado. O objetivo não é prometer acerto, mas qualificar a decisão.

Uma boa análise reconhece a incerteza em vez de escondê-la. Ela diz “esse cenário é mais provável”, nunca “esse resultado vai acontecer”. É um trabalho de probabilidade, não de adivinhação.

Por que análise não é garantia?

Mesmo a análise mais cuidadosa lida com eventos imprevisíveis. O futebol é cheio de zebras que desafiam qualquer estatística. Um time tecnicamente inferior pode vencer um favorito histórico, e isso faz parte da essência do esporte.

Pense nas grandes viradas e nas tabelas que parecem escritas para um clube e terminam em desfecho oposto. A história do futebol está repleta desses momentos, e nenhum deles foi “garantido” por análise alguma.

A linha perigosa da promessa de ganho

A promessa de ganho é quando alguém afirma, de forma explícita ou velada, que apostar trará lucro certo. Esse discurso é proibido pela regulamentação brasileira de apostas e, mais do que isso, é eticamente problemático.

Promessas de ganho exploram a vulnerabilidade de quem busca dinheiro rápido, ignoram que toda aposta envolve risco real de perda e que nenhuma plataforma, por mais confiável que seja, pode garantir retorno.

Um conteúdo responsável jamais promete lucro, mas informa, contextualiza e sempre lembra que apostar é entretenimento, com dinheiro que a pessoa pode perder sem comprometer suas contas.

Como o consumo responsável se conecta a isso

Entender essas diferenças é uma ferramenta de proteção. Quem sabe distinguir palpite de promessa não cai facilmente em discursos de “método infalível” ou “esquema garantido”.

O consumo responsável passa por algumas atitudes práticas. Defina limites de tempo e de valor antes de apostar. Nunca aposte para recuperar perdas. E desconfie de qualquer fonte que prometa resultados certos.

A escolha da ferramenta também conta. Usar um app de apostas de futebol que seja licenciado e transparente ajuda a manter o controle, já que plataformas regularizadas oferecem recursos de autoexclusão e limites de depósito previstos em lei.

O papel da informação de qualidade

Conteúdos bem feitos educam em vez de iludir. Quando um portal apresenta histórico de confrontos, estatísticas e contexto, ele entrega análise. Quando promete que o leitor vai ganhar, ele cruza uma linha.

Essa diferença vale para qualquer assunto esportivo, não só para apostas. Um bom material sobre futebol respeita o leitor e prioriza fatos.

Um exemplo dessa abordagem editorial aparece em conteúdos históricos sobre o esporte, como o levantamento sobre os camisas 10 do Corinthians, que reúne nomes como Sócrates, Rivellino e Neto a partir de registros e dados, sem inventar narrativas.

É informação que enriquece o torcedor sem prometer nada além de conhecimento.

Aprendendo a ler com cuidado

Da próxima vez que cruzar com um conteúdo de apostas, faça o teste: ele apresenta dados ou apenas afirma certezas? Reconhece o risco ou esconde a possibilidade de perda? Fala em probabilidade ou em garantia?

Essas perguntas simples revelam rápido se você está diante de uma análise honesta ou de uma promessa vazia. A primeira respeita sua inteligência. A segunda mira sua carteira.

Este conteúdo tem caráter informativo. Apostas envolvem risco financeiro. Em caso de dificuldade no controle do jogo, procure apoio especializado e utilize os recursos de jogo responsável das plataformas licenciadas.

O Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), mantido pela Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu, recebeu uma onça-parda resgatada em uma área rural do município de Santa Helena. O animal, uma fêmea jovem de 28 quilos, foi capturado por uma força-tarefa composta pelo Instituto Água e Terra (IAT), Polícia Ambiental e pela equipe de Medicina Veterinária da UFPR de Palotina.

Após os primeiros atendimentos e sedação, o felino passou por exames clínicos na universidade. Como o animal apresentava dificuldades para se movimentar, os órgãos ambientais optaram pela transferência para a estrutura da Itaipu para garantir um acompanhamento pós-captura mais detalhado.

No Refúgio Biológico, a onça foi instalada em um recinto amplo. O espaço permite que a equipe médica avalie a locomoção e as condições gerais de saúde do animal. Caso o felino responda bem ao monitoramento, a soltura na natureza será realizada após a autorização oficial do IAT.

Onça-pintada resgatada em Foz segue em observação

A estrutura do RBV também abriga a onça-pintada capturada no bairro Três Lagoas, em Foz do Iguaçu. O macho adulto de aproximadamente 75 quilos recebeu o nome de Tape’ỹ, que significa “aquele que perdeu o caminho” em tupi.

Os exames clínicos apontaram que o animal está saudável, com boa estrutura corporal e dentição completa. A equipe veterinária aguarda apenas os resultados finais dos exames de biologia molecular para descartar vírus sazonais, embora os testes para as principais doenças felinas (FIV e FeLV) já tenham apresentado resultado negativo.

Estrutura de ponta para a fauna silvestre

O acolhimento desses grandes felinos reforça o papel do Refúgio Biológico Bela Vista como centro de referência no atendimento à fauna nativa da região do Oeste do Paraná. O complexo conta com equipamentos de alta tecnologia, cuidadores especializados e equipes de monitoramento preparadas para ações de resgate e reabilitação. O trabalho ocorre de forma integrada com as autoridades ambientais do estado para garantir o bem-estar e o manejo correto das espécies protegidas.

 

 

 

Foto em destaque: Aline Luiza Konell/Itaipu Binacional

O circuito que leva à passarela da Garganta do Diabo, no lado argentino das Cataratas do Iguaçu, está temporariamente fechado nesta quinta-feira, 2 de julho. A Administração de Parques Nacionais da Argentina (APN) e a concessionária Iguazú Argentina (IASA) adotaram a medida como protocolo preventivo de segurança devido à forte elevação na vazão do Rio Iguaçu.

O aumento no volume de água é reflexo das chuvas constantes registradas na bacia do rio nos últimos dias. O monitoramento hidrológico apontou que a vazão saltou de 6.620 metros cúbicos por segundo (m³/s) no fim da tarde de quarta-feira para 7.180 m³/s no início da manhã de hoje. A previsão dos técnicos é de que o fluxo possa atingir a marca de 8.000 m³/s ao longo do dia.

O protocolo de segurança do lado argentino determina o fechamento imediato da estrutura da Garganta do Diabo sempre que o fluxo atinge o patamar de 7 milhões de litros por segundo (equivalente a 7.000 m³/s). A passarela permanecerá interditada até que as equipes técnicas realizem uma nova avaliação das condições estruturais e o nível da água comece a baixar.

Lado brasileiro opera normalmente

No lado brasileiro do Parque Nacional do Iguaçu, a situação é diferente. A concessionária Urbia Cataratas mantém o monitoramento do rio em tempo real e informa que todas as passarelas e mirantes seguem totalmente abertos para o público nesta quinta-feira.

O protocolo técnico aplicado no Brasil é diferente do país vizinho. As grades da passarela principal do lado brasileiro só começam a ser removidas preventivamente caso a vazão ultrapasse os 8.000 m³/s com tendência contínua de alta.

Passeio continua nos demais circuitos

Apesar do fechamento do mirante principal na Argentina, os turistas ainda conseguem aproveitar o passeio na fronteira. Os circuitos Superior e Inferior do lado argentino operam normalmente, oferecendo uma visão panorâmica e impactante das quedas d’água, que estão com volume muito acima da média histórica.

 

Luciano Hang (também conhecido como “Véio da Havan”), fundador e proprietário da Havan, iniciou sua visita oficial ao Paraguai na manhã desta quarta-feira, 1º de julho. O objetivo da agenda no país vizinho é conhecer de perto o modelo industrial, logístico e tributário, além de cumprir um roteiro de visitas técnicas a empresas locais.

A comitiva reúne, além de Luciano, a cúpula executiva da rede varejista, incluindo nomes como Matheus Hang, Edson Diegoli, Nilton Hang, Jaison Gamba, Carlos Eduardo Luciani, Moacir Oliveira e Ana Maria Leal da Veiga.

Durante o roteiro, a delegação busca avaliar o funcionamento dos processos produtivos, a estrutura logística e os sistemas de gestão das indústrias paraguaias. O grupo também está se aprofundando nos detalhes do regime tributário do Paraguai, apontado pelo mercado internacional como um dos principais fatores de atração para o desenvolvimento industrial na região.

“Sempre é importante conhecer boas práticas, entender como as empresas trabalham e acompanhar iniciativas que têm sucesso. O Paraguai tem se destacado por seu desenvolvimento industrial e sua competitividade, e essa troca de experiências é muito positiva”, expressou Luciano Hang.

Números gigantescos no varejo brasileiro

Luciano Hang construiu uma das maiores redes varejistas da América Latina a partir de uma pequena loja familiar fundada em 1986, na cidade de Brusque (SC). Quatro décadas depois, a Havan está consolidada no mercado nacional com 193 megalojas — incluindo duas em Foz do Iguaçu — espalhadas pelo Brasil e mais de 25 mil colaboradores.

A empresa vive um momento de forte expansão financeira. O faturamento da rede atingiu aproximadamente US$ 3,7 bilhões em 2025. Para o ano de 2026, a projeção da companhia é alcançar receitas próximas a US$ 4,5 bilhões — o que equivale a um faturamento de cerca de US$ 12 milhões por dia.

Paraguai atrai a atenção de grandes marcas

A presença da diretoria da Havan em território paraguaio coincide com o fortalecimento do país como destino estratégico para investimentos comerciais na América do Sul. A estabilidade macroeconômica, a carga tributária competitiva e os regimes especiais de produção (como a Lei de Maquila) têm atraído grandes empresários brasileiros.

A agenda de Luciano Hang no Paraguai se estende até esta quinta-feira, 2 de julho. O cronograma prevê novas visitas institucionais e encontros com lideranças do setor empresarial local.

 

 

Com informações: La Nación-PY
Foto em destaque: Cortesia

O Wonder Park Foz preparou uma ação especial para movimentar os torcedores da Tríplice Fronteira durante as oitavas de final da Copa do Mundo. No domingo, 5 de julho, os moradores de Foz do Iguaçu que forem ao parque vestindo a camiseta da Seleção Brasileira terão entrada gratuita para assistir ao jogo contra a Noruega, às 17h.

A transmissão ao vivo será realizada em um telão de alta definição no deck do Show das Águas. Para garantir a gratuidade, o visitante deve apresentar obrigatoriamente um comprovante de residência no município na entrada do complexo.

“A Copa do Mundo tem um poder único de reunir pessoas. Queremos proporcionar uma experiência diferente para os moradores de Foz, permitindo que acompanhem o Brasil em um ambiente preparado especialmente para isso e, logo depois, possam viver toda a emoção do Show das Águas”, destaca o gerente de marketing do atrativo, Leonardo Tiano.

Com mais de 40 metros quadrados, o painel de LED foi montado especialmente para exibir todos os jogos da Copa do Mundo. Foto: Divulgação/Wonder Park Foz.

Integração na Tríplice Fronteira

A campanha do parque contempla os três países da região em dias específicos:

  • Argentina x Cabo Verde (Sexta-feira, 3 de julho, às 19h): Entrada franca para moradores de Puerto Iguazú.
  • Paraguai x França (Sábado, 4 de julho, às 18h): Entrada franca para moradores de Ciudad del Este.
  • Brasil x Noruega (Domingo, 5 de julho, às 17h): Entrada franca para moradores de Foz do Iguaçu.

 

Em todos os casos, é indispensável a apresentação do comprovante de residência da respectiva cidade fronteiriça. Conforme explica o diretor do Wonder Park Foz, Murilo Candido, a iniciativa reforça o papel integrador do turismo local ao reunir famílias e amigos dos três países em um ambiente seguro.

Lazer completo para os filhos e novo horário

As famílias que comparecerem ao evento terão suporte para o entretenimento das crianças. Enquanto os adultos acompanham os lances das partidas, os filhos podem brincar no Big Land, um espaço de jogos infantis totalmente climatizado e monitorado. O ingresso para esta área específica pode ser adquirido direto na bilheteria.

Após o término de cada partida, o público poderá assistir ao espetáculo fixo do Show das Águas, que une luzes, tecnologia e música. Vale lembrar que o Wonder Park Foz está operando em novo horário: abre diariamente das 12h às 22h. O Show das Águas ocorre sempre às 20h30, e o circuito do Lumina Park atende das 19h30 às 22h.

 

 

Foto em destaque: Divulgação/Wonder Park Foz

O próximo domingo, 5 de julho, será de futebol, música e lazer no Marco das Três Fronteiras, em Foz do Iguaçu. O atrativo turístico preparou uma estrutura com telão para transmitir a partida entre Brasil e Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo, marcada para as 17h.

A programação especial começa cedo, às 14h30, com um show de pagode ao vivo para animar os torcedores. A atração musical segue até as 16h30, servindo de aquecimento antes do apito inicial. Logo depois, moradores e turistas se unem na torcida pela Seleção Brasileira no cenário que marca o encontro entre os rios Iguaçu e Paraná.

Após o término da partida, a festa continua no local. Das 19h às 20h30, o atrativo realiza o seu tradicional show das três fronteiras, com danças típicas que celebram a cultura e a história do Brasil, da Argentina e do Paraguai.

Estrutura completa para toda a família

Quem for assistir ao jogo no local também poderá usufruir de toda a infraestrutura disponível. O Marco das Três Fronteiras conta com praça gastronômica, parquinho infantil para as crianças, cenários instagramáveis e o Restaurante Cabeza de Vaca, tornando o domingo uma opção completa de lazer.

Cabe lembrar que moradores de Foz do Iguaçu possuem gratuidade no ingresso mediante apresentação de documento com foto e comprovante de residência atualizado no nome do titular.

Serviço

Programação especial: Brasil x Noruega na Copa do Mundo
Data: Domingo, 5 de julho de 2026
Show de pagode: das 14h30 às 16h30
Transmissão em telão: a partir das 17h
Apresentações culturais: das 19h às 20h30
Endereço: Acesso Três Fronteiras, s/n – Loteamento Parque das Três Fronteiras, Foz do Iguaçu – PR

 

 

Fotos: Divulgação/Marco das Três Fronteiras

A Itaipu Binacional desempenhou um papel estratégico no fornecimento de energia para o Brasil e o Paraguai durante as partidas das seleções na última segunda-feira, 29 de junho. Com ambas as equipes avançando para as oitavas de final, a usina operou em sintonia com o chamado “efeito torcida”, fenômeno que exige monitoramento constante do Operador Nacional do Sistema (NOS) e da Administración Nacional de Electricidad (ANDE).

O comportamento do consumidor — que reduz o uso de aparelhos durante a partida e promove picos de consumo no intervalo e após o apito final — exigiu que o suprimento de Itaipu acompanhasse essas variações para manter a estabilidade elétrica em ambos os países.

O desempenho nos jogos

No jogo entre Brasil e Japão, a Itaipu manteve um fornecimento estável de aproximadamente 4.000 MW antes da partida. Logo após o encerramento do jogo, às 16h05, a usina registrou um aumento de 1.406 MW em 19 minutos, o que representa uma subida de 30% na geração. No Sistema Interligado Brasileiro (SIN-BR), a carga total teve uma elevação de 12.784 MW (19,1%) na hora seguinte ao jogo.

Já no confronto entre Paraguai e Alemanha, a dinâmica foi distinta. O suprimento de Itaipu ao Paraguai caiu 190 MW (5%) logo no início da partida. Durante o intervalo, houve uma rampa ascendente de 383 MW em 11 minutos, seguida por um novo aumento de 203 MW (7%) logo após o término do jogo, que foi decidido nos pênaltis.

Expectativa para as oitavas de final

Com a classificação de ambas as seleções, o cronograma para as oitavas de final já está definido:

  • Paraguai x França: Sábado (4 de julho), às 18h.
  • Brasil x Noruega: Domingo (5 de julho), às 17h.

 

A Itaipu Binacional reforça que está apta para responder às variações de carga esperadas para os próximos confrontos, mantendo a estabilidade dos sistemas elétricos brasileiro e paraguaio mesmo com as variações de consumo típicas de finais de semana.

 

 

Foto em destaque: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

A divulgação da 7ª edição do relatório Pele Alvo – entre Racismo e Letalidade, o Amanhã, produzido pela Rede de Observatórios do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), trouxe novamente à tona um dado alarmante: em 2025, 86,3% das 4.330 pessoas mortas em ações policiais nos nove estados monitorados eram negras. O estudo conclui, de forma direta, que o racismo é o componente essencial para explicar essa letalidade.

Apresentar a polícia como uma instituição que possui uma “preferência” por alvos negros é o caminho mais simples para a opinião pública. No entanto, essa análise de superfície ignora a engrenagem socioeconômica profunda que atua muito antes do primeiro disparo. O verdadeiro cerne do problema nacional não está na cor da pele impressa no RG, mas sim no saldo da conta bancária e na ausência estrutural do Estado nas periferias.

A vulnerabilidade social como principal vetor de aliciamento

Dizer que a segurança pública falha na contenção da violência extrema é chover no molhado. Contudo, culpar exclusivamente o aparato policial pelo perfil das vítimas blinda o Estado de sua maior responsabilidade: a incapacidade de oferecer oportunidades iguais desde a primeira infância.

As facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) — que o próprio relatório aponta em franca expansão pelo Norte e Nordeste —, não realizam seus recrutamentos baseados em critérios raciais. O crime organizado busca preencher vazios. Ele se alimenta de estômagos vazios, de armários sem mantimentos e, principalmente, da total falta de perspectiva de melhora futura.

Nas grandes capitais brasileiras, a esmagadora maioria da população de baixa renda é negra devido a fatores históricos e fluxos migratórios seculares. Logo, o alistamento de jovens pelo tráfico nessas regiões refletirá essa demografia. Porém, quando se analisa a dinâmica da criminalidade em cidades do interior ou em regiões com composições étnicas distintas, como Foz do Iguaçu, percebe-se que o crime coopta brancos, negros, indígenas e asiáticos com a mesma velocidade. O fator comum entre eles nunca foi a raça, sempre foi a pobreza.

A falácia do debate focado apenas no confronto

Ato contra violência policial, em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Arquivo Agência Brasil.

O relatório do CESeC critica duramente o uso de termos como “narcoterroristas” e a normalização do confronto. Por outro lado, secretarias de segurança, como as de Pernambuco e do Rio de Janeiro, defendem que as ações são técnicas e motivadas pela resistência armada de grupos criminosos.

Quem vive aqui na fronteira, e acompanha — mesmo que minimamente — o bloco das notícias policiais nos jornais, portais de notícia e até mesmo na rádio, sabe que o crime organizado vem investindo em armamento cada vez mais letal. Então, como podemos esperar que as secretarias de segurança pública dos estados façam o caminho contrário? Será que dá pra combater armamento de guerra com tasers de choque?

O debate público fica estagnado nessa polarização entre a acusação de racismo institucional e a justificativa do estrito cumprimento do dever legal. Enquanto a discussão se mantiver restrita ao momento do confronto, a raiz do problema continuará intacta. O jovem periférico que morre na favela hoje foi abandonado pelo poder público quinze anos atrás, quando faltou creche, escola em tempo integral, saneamento básico e inclusão digital.

Sem uma política macroeconômica e social que garanta que o cidadão de baixa renda tenha acesso às mesmas ferramentas de ascensão de quem nasceu em berço de ouro, as periferias continuarão sendo um celeiro de mão de obra barata para o tráfico. E, consequentemente, seus moradores continuarão na linha de frente do combate à criminalidade.

É preciso mudar a pergunta

Audiência pública debateu violência contra jovens no plenário da ALEP. Foto: Orlando Kissner/Divulgação Alep.

A pergunta correta a ser feita aos governantes não é apenas por que a polícia mata mais negros, mas sim por que o Estado permite que as crianças e jovens negros e pobres continuem sendo os principais alvos de cooptação das facções.

Tratar a letalidade na periferia apenas sob a ótica racial é dar uma resposta conveniente para um problema inconveniente. O Brasil precisa encarar a desigualdade pelo que ela é: uma barreira econômica que segrega os indivíduos pelo CEP e pela renda. Enquanto a conta bancária determinar o nível de cidadania de um indivíduo, a segurança pública continuará sendo uma ferramenta de contenção de danos de um sistema que falhou na base.

 

Nota do autor: Este é um texto opinativo, e você tem todo o direito de discordar de cada linha. Mas antes que você julgue essas palavras achando que um privilegiado em berço de ouro está por trás delas, permita-me apresentar: eu sou o Kaká Souza. Homem preto, nascido e criado na periferia, que há 48 anos insiste em contrariar as estatísticas de sobrevivência deste país. Não defendo o abuso, mas aprendi que a realidade das nossas quebradas é complexa demais para caber em teses fáceis.

 

 

Foto em destaque: Produzida com auxílio de inteligência artificial (I.A)

O Paraguai está em festa e ninguém trabalha nesta terça-feira. O presidente Santiago Peña assinou o Decreto nº 6280, que declara feriado nacional em todo o país. A medida celebra a classificação histórica da seleção paraguaia para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, após eliminar a poderosa Alemanha.

Drama e heroísmo nos pênaltis

A seleção comandada por Gustavo Alfaro testou o coração dos torcedores. Após um empate tenso por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, a vaga foi decidida nas penalidades máximas.

A Albirroja venceu a gigante europeia por 4 a 3 nos pênaltis. O resultado heroico colocou o Paraguai entre as 16 melhores seleções do planeta. Nas redes sociais, o presidente Santiago Peña comemorou com euforia: “O PARAGUAI NUNCA DESISTE! FERIADO, C…….!!”.

Base legal para a festa paraguaia

O decreto presidencial tem amparo jurídico. O governo utilizou a Lei nº 7.544, que autoriza o Poder Executivo a instituir até três feriados adicionais por ano civil em cenários excepcionais.

Esta é a terceira vez que Peña usa o mecanismo. Em setembro de 2025, ele garantiu folga nacional após a classificação matemática para o Mundial. Em dezembro do mesmo ano, estendeu o recesso de fim de ano para injetar fôlego no turismo interno.

Carnaval improvisado em Ciudad del Este

A festa tomou conta da fronteira e Ciudad del Este parou completamente. Assim que o último pênalti foi convertido, milhares de torcedores invadiram as avenidas.

A rotatória Oasis virou o epicentro da comemoração na região. Uma multidão vestida em vermelho, branco e azul tomou as ruas com bandeiras, buzinaços e sinalizadores para celebrar o feito histórico que derrubou uma das maiores potências do futebol mundial.

Apesar do decreto de feriado, no microcentro de Ciudad Del Este as lojas abrem normalmente nesta terça-feira.

 

A Itaipu Binacional será o cenário de um evento inédito que vai unir música, turismo e cultura na Tríplice Fronteira. No dia 12 de julho de 2026, o Mirante do Vertedouro vai sediar a primeira edição do Itaipu Rock Festival. O evento é promovido pelo Complexo Turístico Itaipu, administrado pelo Itaipu Parquetec, e terá entrada totalmente gratuita para moradores e turistas.

A iniciativa foi planejada em alusão ao Dia Mundial do Rock, celebrado oficialmente em 13 de julho. O festival busca conectar a grandiosidade da usina hidrelétrica com a energia da música.

O diretor de Turismo do Itaipu Parquetec, Yuri Benites, ressaltou o valor cultural do espaço e a relação com o nome da usina. “O próprio nome Itaipu, que em guarani significa ‘a pedra que canta’, já remete à música. Queremos que as pessoas enxerguem a Itaipu não apenas como um dos maiores atrativos turísticos do Brasil, mas também como um espaço de convivência, cultura, lazer e entretenimento”, destacou.

Logística de acesso e estrutura do festival

Para garantir o conforto e a segurança do público, o acesso ao Mirante do Vertedouro será feito exclusivamente por meio de ônibus especiais do próprio complexo turístico. Os coletivos vão circular de forma contínua ao longo do dia, a partir das 10h, com partida do Centro de Recepção de Visitantes (CRV) da Itaipu.

O festival contará com uma estrutura completa para receber famílias e fãs de música:

  • Shows ao vivo com bandas locais e uma atração de destaque nacional;
  • Praça de alimentação com opções gastronômicas variadas;
  • Espaço Kids exclusivo para o entretenimento das crianças;
  • Áreas de convivência e ativações de marcas parceiras.

 

A organização informou que a grade completa com os horários e o nome da atração nacional principal será divulgada nos próximos dias por meio do perfil oficial do atrativo no Instagram (@turismoitaipu).

Como garantir o ingresso gratuito

Embora a entrada seja franca, os interessados precisam emitir o bilhete de acesso para garantir a vaga no transporte interno. A retirada pode ser feita de duas formas:

  1. Presencial: Indo diretamente aos guichês de atendimento do Centro de Recepção de Visitantes (CRV) no dia do evento;
  2. On-line: Antecipadamente pelo portal oficial de vendas do complexo turístico, no endereço ingressos.turismoitaipu.com.br.

 

 

 

Foto em destaque: Divulgação/Itaipu Binacional

Termina nesta terça-feira (30) o prazo regulamentar para o alistamento militar em todo o território nacional. O procedimento é estritamente obrigatório para todos os cidadãos brasileiros do sexo masculino que completam 18 anos ao longo de 2026. Para as mulheres da mesma faixa etária, a inscrição é opcional e marca a estreia histórica do Serviço Militar Inicial Feminino (Smif) de forma voluntária.

O cadastro é totalmente gratuito e pode ser efetuado de forma digital diretamente pelo portal oficial do Exército Brasileiro (alistamento.eb.mil.br). Para concluir o processo na internet, o candidato precisa possuir uma conta ativa na plataforma unificada de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

Os jovens que preferirem o atendimento presencial ou que enfrentem dificuldades de acesso à internet devem comparecer à Junta de Serviço Militar de Foz do Iguaçu. Para o atendimento presencial, é obrigatório apresentar a seguinte lista de documentos:

  • Certidão de nascimento ou de casamento original;
  • Documento oficial com foto (Carteira de Identidade ou CTPS);
  • Comprovante de residência recente no município.

 

A Junta de Alistamento Militar em Foz do Iguaçu atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, na Avenida JK, na entrada lateral (ao lado do ponto de ônibus) do prédio do antigo Fouad Center.

Multas e restrições para quem perder o prazo

Os cidadãos do sexo masculino que não finalizarem o alistamento até esta terça-feira ficarão em situação irregular perante as Forças Armadas. Para regularizar o histórico militar após a data limite, será obrigatório o pagamento de uma multa financeira oficial.

Além do prejuízo financeiro, o jovem que deixar de se alistar enfrentará uma série de sanções civis e restrições legais previstas em lei. O cidadão não poderá:

  • Emitir ou renovar o passaporte de viagens;
  • Tomar posse em cargos públicos ou registrar contratações em empresas estatais;
  • Realizar matrículas em faculdades, universidades ou colégios técnicos;
  • Inscrever-se ou participar de concursos públicos;
  • Receber repasses de programas e benefícios sociais do governo.

 

No caso do público feminino, o Ministério da Defesa alerta que o alistamento voluntário se encerra definitivamente neste dia 30 de junho, não havendo possibilidade de ingresso fora do prazo regular.

Próximas etapas após a inscrição

O alistamento online ou presencial corresponde apenas à primeira fase do processo de seleção geral. Logo após a validação dos dados, o candidato recebe o Certificado de Alistamento Militar (CAM). O jovem deve acompanhar o portal do Exército periodicamente para verificar se foi dispensado por excesso de contingente ou se precisará comparecer às inspeções médicas no segundo semestre de 2026.

Aqueles que forem selecionados para as fases presenciais serão submetidos a testes de aptidão física, exames odontológicos e entrevistas de habilidades individuais. Os incorporados iniciarão o ano de instrução militar em 2027, nas fileiras do Exército, Marinha ou Aeronáutica, contando com programas de formação como o Projeto Soldado-Cidadão. Já os cidadãos dispensados serão convocados para a tradicional cerimônia de juramento à bandeira para a retirada do Certificado de Dispensa de Incorporação (CDI).

 

 

Foto em destaque: José Cruz/Agência Brasil

Nove apostas de diferentes regiões do Brasil acertaram as cinco dezenas do concurso especial 7.051 da Quina de São João, sorteado na tarde deste domingo (28). O prêmio total distribuído superou a marca de R$ 239 milhões, o que garantiu a quantia exata de R$ 26.603.233,33 para cada bilhete vencedor na faixa principal.

As dezenas sorteadas foram: 19 – 32 – 50 – 73 – 75.

Os novos milionários registraram seus jogos nas cidades de Brasília (DF) — que teve duas apostas contempladas —, Fortaleza (CE), Alexânia (GO), Contagem (MG), Aripuanã (MT), Campos dos Goytacazes (RJ), Indaiatuba (SP) e Paranavaí (PR), sendo esta a única representante do estado a cravar a quina.

Sorte em Foz do Iguaçu: três apostas cravam a quadra

Embora o prêmio principal não tenha saído para a fronteira, três apostas registradas em Foz do Iguaçu faturaram prêmios expressivos ao acertarem quatro dezenas (quadra). No total, 1.674 apostas ganharam nessa faixa em todo o país.

Os jogos premiados em Foz do Iguaçu foram divididos em modalidades diferentes, o que alterou o valor final recebido por cada bilhete:

  • Lotérica Santa Maria (Brasil Loterias): Um bolão físico de 12 cotas e com 8 números anotados faturou o valor total de R$ 48.937,44;
  • Itaipu Loterias: Uma aposta simples física, jogada com 7 números no volante, garantiu o prêmio de R$ 36.703,11;
  • Canais Eletrônicos: Uma aposta simples digital, com 5 números anotados, levou o prêmio padrão da quadra no valor de R$ 12.234,37.

 

Nas demais faixas de premiação da Quina de São João, 144.198 apostas acertaram três números (terno) e vão receber R$ 135,26 cada. 

Outros 3,6 milhões de bilhetes registraram dois acertos (duque) e têm direito ao valor individual de R$ 5,33. 

Por se tratar de um concurso especial da Caixa Econômica Federal, o prêmio da Quina de São João não acumula.

 

[location-weather id="867"]

Colunistas