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ter, 28 de jul 2026

Com mais de R$ 390 milhões investidos, CCR Aeroportos entrega oficialmente as obras do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu

Obras foram finalizadas pouco mais de um ano após o anúncio oficial e envolveram mais de 1.000 trabalhadores.
Entrega de obras de ampliação do Aeroporto de Foz do Iguaçu. Foto: Kaká Souza.

O Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu entra em uma nova fase de desenvolvimento. Nesta terça-feira, 21 de janeiro, a CCR Aeroportos entregou oficialmente as obras da fase 1B de ampliação do terminal iguaçuense.

A cerimônia contou com a presença do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, do Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do prefeito de Foz do Iguaçu, General Joaquim Silva e Luna, do CEO do Grupo CCR, Miguel Setas, do CEO da CCR Aeroportos, Fabio Russo, entre outras autoridades federais e paranaenses.

Miguel Setas, CEO do Grupo CCR. Foto: Kaká Souza.
Miguel Setas, CEO do Grupo CCR. Foto: Kaká Souza.

“Este aeroporto é uma infraestrutura essencial para o Paraná e para o Brasil. Ter a responsabilidade de operar o principal acesso aéreo a uma das mais importantes regiões econômicas e turística do Brasil é, ao mesmo tempo, uma honra e um grande compromisso para a CCR Aeroportos”, disse o CEO do Grupo CCR, Miguel Setas. “Este marco só foi possível graças a uma parceria entre o Governo Federal, Estadual, Municipal e a iniciativa privada, que assumiu o desafio de administrar e transformar este equipamento”, completou.

Com investimento que ultrapassa R$ 390 milhões, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Aeroporto de Foz, um dos três mais movimentados do Brasil fora das capitais, agora conta com um terminal de passageiros ampliado em 5 mil m², além de outras melhorias:

• Nova área de check-in, com mais de 30 balcões e esteira de bagagens automatizada.
• Nova sala de embarque internacional conectada às aeronaves por pontes de embarque.
• Ampliação da sala de embarque doméstico em 700 m².
• Três novos pátios, com capacidade para até 13 aeronaves, categoria Charlie, a principal da aviação comercial.
• Adequação das RESAs (áreas de escape na pista) à legislação vigente.
• Construção de um novo terminal de cargas.

Além das melhorias na infraestrutura do aeroporto, a CCR Aeroportos está finalizando o processo de homologação da extensão da pista de pousos e decolagens, que deverá estar apta à operação em abril. Com isso, a área útil da pista passa dos atuais 2.194m para 2.858m, a maior da região Sul do Brasil.

Números da obra. Foto: Kaká Souza.

“A modernização que fizemos inaugura um novo tempo para o turismo e a economia de Foz do Iguaçu e toda a região do Oeste paranaense”, afirma Fabio Russo, CEO da CCR Aeroportos. “A nova estrutura, tanto no terminal de passageiros quanto na pista de pousos e decolagens, abre um mundo de novas possibilidades de negócios, seja para a atração de voos com aeronaves de maior parte ou instalação de novos serviços no aeroporto”, completa.

Trabalho em equipe

Wander Melo Jr., gerente do terminal, destacou o empenho e dedicação de toda a equipe ao longo dos meses de trabalho. Segundo ele, realizar as obras com o terminal em pleno funcionamento foi um dos grandes desafios superados. Mesmo durante as intervenções, mais de 2 milhões de passageiros foram registrados no último ano.

Wander Melo Junior, gerente do terminal. Foto: Kaká Souza.
Wander Melo Junior, gerente do terminal. Foto: Kaká Souza.

Mais de 1.000 profissionais estiveram envolvidos no projeto, incluindo membros da comunidade aeroportuária, engenheiros, arquitetos e operários, que se revezaram em turnos para garantir a continuidade das operações 24 horas por dia.

“Todos aqui se dedicaram e carregam um pouco da história deste aeroporto. Em nenhum momento deixamos de operar pousos e decolagens, mesmo nos períodos mais intensos das obras. Cada equipe se empenhou ao máximo para gerenciar este trabalho, do qual nos orgulhamos muito”, ressaltou Wander.

Com a conclusão oficial das obras, o aeroporto também contará com novas áreas comerciais, incluindo restaurantes, redes de fast-food, lojas de souvenirs e pontos de promoção turística. Além das melhorias previstas em contrato, a CCR Aeroportos investiu R$ 20 milhões adicionais para finalizar a extensão da pista de pousos e decolagens.

Elmo Copello, Gerente de Engenharia da CCR Aeroportos. Foto: Kaká Souza.
Elmo Copello, Gerente de Engenharia da CCR Aeroportos. Foto: Kaká Souza.

“Quem viu o Aeroporto de Foz antes das obras e o vê agora percebe, à primeira vista, que ele está mais moderno, espaçoso e eficiente. Foi esse o objetivo do projeto, cujos impactos positivos serão sentidos ao longo dos próximos anos”, concluiu Elmo Copello, gerente de Engenharia do Aeroporto de Foz.

Impacto para o Turismo e Economia Local

A cerimônia de entrega foi marcada por discursos de autoridades que destacaram o impacto positivo do projeto para o desenvolvimento econômico e turístico da região. O governador Ratinho Júnior, por exemplo, lembrou que, em 2019, a falta de infraestrutura no aeroporto era um obstáculo para o turismo internacional. Ele afirmou: “Era inadmissível que uma cidade que recebe o segundo maior número de turistas estrangeiros no Brasil não tivesse um aeroporto preparado para voos internacionais.”

Governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Jr. Foto: Kaká Souza.
Governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Jr. Foto: Kaká Souza.

Ratinho Júnior também enfatizou o crescimento do Paraná no setor de turismo, com o estado alcançando 27% de aumento, e a importância das parcerias com o governo federal. Ele citou ainda a duplicação da Rodovia das Cataratas e o futuro Museu Pompidou, que será instalado em Foz do Iguaçu.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou o investimento de R$ 390 milhões, que permitirá dobrar a capacidade do terminal, atendendo até 4 milhões de passageiros por ano.

Ministros de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Foto: Kaká Souza.
Ministros de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Foto: Kaká Souza.

“A ampliação do aeroporto de Foz do Iguaçu é um marco para o desenvolvimento da aviação no Brasil e para o fortalecimento do turismo no Paraná”, afirmou. Ele também mencionou a instalação do sistema ILS (Instrument Landing System), que trará mais segurança e eficiência para as operações aéreas.

O prefeito de Foz do Iguaçu, General Silva e Luna, expressou seu orgulho com a conclusão das obras, destacando a importância do aeroporto para a cidade. Ele afirmou: “Esse é um momento de celebração para Foz do Iguaçu, que agora está ainda mais conectada com o mundo.”

Joaquim Silva e Luna, Prefeito de Foz do Iguaçu. Foto: Kaká Souza.
Joaquim Silva e Luna, Prefeito de Foz do Iguaçu. Foto: Kaká Souza.

Silva e Luna ressaltou o impacto positivo da modernização para o turismo e a economia local, que se beneficiarão diretamente da ampliação da capacidade do terminal.

Sobre a CCR Aeroportos

A CCR Aeroportos é uma divisão de negócios do Grupo CCR que opera 20 aeroportos em quatro países. No Brasil, administra 17 aeroportos: Curitiba, Bacacheri, Londrina e Foz do Iguaçu (PR); BH Airport e Pampulha (MG); Goiânia (GO); São Luís e Imperatriz (MA); Navegantes e Joinville (SC); Teresina (PI); Palmas (TO); Petrolina (PE); Pelotas, Uruguaiana e Bagé (RS). No exterior, a empresa opera os aeroportos Juan Santamaria (Costa Rica), Quito (Equador) e Curaçao (Antilhas Holandesas). Em todas estas operações, a CCR Aeroportos movimenta cerca de 43 milhões de passageiros por ano.

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O Wonder Park Foz amplia sua estrutura de lazer com a inauguração do Wonder Games, a quinta experiência oficial do complexo. A novidade traz para a fronteira um conceito de fliperama imersivo, no qual os participantes dispensam os joysticks tradicionais e usam o próprio corpo para comandar as partidas.

A atração conta com duas salas tecnológicas equipadas com painéis de LED que reagem em tempo real aos movimentos. A proposta combina atividade física, agilidade, raciocínio rápido e trabalho em equipe, atendendo desde crianças até adultos e grupos corporativos.

Como funciona o Wonder Games

Os grupos, formados por 2 a 12 participantes, podem reservar as salas por períodos mínimos de 40 minutos. Antes de começar, os jogadores escolhem a modalidade do desafio e o nível de dificuldade, tornando o jogo personalizado.

  • Sala Parede de LED: Toda a interação e os alvos do jogo ocorrem no painel vertical, exigindo reflexos rápidos e precisão.
  • Sala Piso de LED: Os desafios acontecem sobre o chão interativo, exigindo que os jogadores se movimentem, saltem e desviem de obstáculos no piso.

 

O objetivo principal em ambas as modalidades é cumprir missões no menor tempo possível, desviar de áreas de risco e acumular a maior pontuação em grupo.

Reforço no ecossistema de entretenimento

Com o lançamento, o Wonder Games passa a compor o portfólio de atrações do parque, que já reúne o Movie Cars, o Show das Águas, o Lumina Park e a Big Land, além da hamburgueria temática Bonnie’s Burger, inspirada nos lanchonetes americanas dos anos 1950.

Segundo a direção do complexo, a nova estrutura visa ampliar o tempo de permanência dos turistas em Foz do Iguaçu e oferecer mais uma alternativa de lazer indoor para moradores da região, focando em atividades interativas para todas as idades.

 

 

 

Fotos: Divulgação/Wonder Park

Uma ação conjunta entre a Receita Federal e o Exército Brasileiro resultou na apreensão de uma pistola de fabricação italiana na pista de motocicletas da Ponte Internacional da Amizade, na aduana que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este. A ocorrência foi registrada durante os trabalhos de fiscalização da Operação Ágata nesta segunda-feira (27/07).

Durante a abordagem de rotina a uma motocicleta com placas do Paraguai, ocupada por um condutor paraguaio e uma passageira brasileira na garupa, as equipes decidiram vistoriar o baú do veículo.

Pistola Beretta e perfumes apreendidos

No compartimento de carga da moto, os fiscais encontraram cinco frascos de perfumes e uma pochete. Dentro da bolsa estava escondida uma pistola modelo Beretta APX, calibre 9 mm, que estava desmuniciada, acompanhada por dois carregadores vazios.

O motociclista, a passageira e a arma apreendida foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu para a lavratura dos procedimentos legais. A motocicleta utilizada no transporte e as demais mercadorias encontradas permaneceram retidas na Aduana da Receita Federal.

 

 

Com informações: Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu
Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu

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A geopolítica na América do Sul e a convivência entre países vizinhos vivem um momento de evidente sensibilidade. Na última sexta-feira (24), uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reacendeu feridas históricas do século XIX e provocou uma dura reação do Poder Legislativo do Paraguai nesta segunda-feira (27).

Ao discursar na fábrica da Avibras, em Jacareí (SP), para defender o aumento de gastos na defesa e o fortalecimento das Forças Armadas brasileiras, Lula usou a Guerra da Tríplice Aliança como justificativa orçamentária. “Nós gostamos de paz. Mas um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil. A Guerra do Paraguai custou três orçamentos do Brasil na época. Quando você entra em guerra, não fica perguntando se tem dinheiro ou não”, declarou o presidente.

Repúdio do Congresso Paraguaio

A resposta de Assunção veio de forma rápida e oficial. O presidente do Congresso Nacional do Paraguai, Basilio “Bachi” Núñez, divulgou um comunicado cobrando “respeito e sensibilidade” do mandatário brasileiro ao tratar da memória histórica de seu país.

“Não se trata de um enojo circunstancial nem de uma diferença política do presente, mas de uma memória que atravessa gerações e forma parte essencial da identidade de nossa Nação”, rebateu Núñez. Para o parlamento paraguaio, a simplificação do conflito que devastou o país — dizimando cerca de 70% da sua população masculina — fere a soberania e a sensibilidade nacional.

O tabuleiro geopolítico atual: EUA, China e sobretaxas

O atrito verbal não acontece em um vácuo. A região enfrenta um redesenho de alianças estratégicas.

De um lado, o governo paraguaio vem se aproximando ostensivamente dos Estados Unidos, inclusive aceitando negociações para a instalação de bases e cooperação militar norte-americana em seu território. Do outro, o Brasil busca ampliar sua parceria econômica com a China para diversificar mercados e reduzir a dependência de Washington.

A equação ficou ainda mais complexa com a postura do governo de Donald Trump nos Estados Unidos, que impôs sobretaxas às importações de produtos brasileiros e fez declarações públicas sobre as eleições presidenciais no Brasil, pressionando a diplomacia em Brasília.

A história sob dois ângulos e o risco de ser peças de um jogo alheio

Historicamente, a análise do conflito de 1864 envolve complexidades que vão além de apontar apenas um agressor. Antes da invasão militar ordenada por Solano López ao Mato Grosso e ao Rio Grande do Sul, o Império do Brasil havia intervindo militarmente no Uruguai para depor o governo do Partido Blanco, aliado de Assunção, e bloqueado rotas de acesso do Paraguai ao oceano.

A reação desesperada de López desencadeou o maior conflito armado da América do Sul. Contudo, o prosseguimento da guerra promovido por Dom Pedro II, mesmo após o Paraguai estar totalmente derrotado, resultou em massacres que até hoje marcam a memória do povo vizinho.

Em um momento em que a cooperação econômica e o turismo na fronteira entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este demandam pontes, a retórica política reacende rusgas que o tempo e a diplomacia vinham tentando cicatrizar.

Mais de 160 anos depois, o cenário se desenha com contornos parecidos aos do século XIX: enquanto Washington e Pequim disputam hegemonia global, Brasil e Paraguai correm o risco de servir como mero tabuleiro de xadrez para interesses alheios. Para que a integração regional avance de fato, ambas as nações precisam da maturidade de aprender com as tragédias do passado. A verdadeira soberania sul-americana não se constrói trocando farpas por conta de pressões externas, mas sim fortalecendo a confiança e a parceria entre povos irmãos.

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