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sáb, 09 de maio 2026

CONHEÇAM UM POUCO DA HISTÓRIA DE FOZ DO IGUAÇU

Apesar do município de Foz do Iguaçu ter sido emancipado no dia 10 de junho de 1914 com o nome de Vila Iguaçu, a história da terra das Cataratas começa bem antes disso. Em 1881, Foz do Iguaçu recebeu seus dois primeiros habitantes, o brasileiro Pedro Martins da Silva e o espanhol Manuel Gonzáles. Pouco depois chegaram os irmãos Goycochéa, que começaram a explorar a erva-mate. Oito anos após, foi fundada a colônia Militar na fronteira – marco do início da ocupação efetiva do lugar por brasileiros e do que viria a ser o município de Foz do Iguaçu.

A expedição do Engenheiro e Tenente José Joaquim Firmino chegou a Foz do Iguaçu em julho de 1889. Foi feito um levantamento da população e foram identificadas 324 pessoas, em sua maioria paraguaios e argentinos. Mas havia também espanhóis e ingleses, já presentes na região e dedicados à extração da erva-mate e da madeira, exportadas via rio Paraná.

Em 22 de novembro do mesmo ano, o Tenente Antonio Batista da Costa Júnior e o Sargento José Maria de Brito fundaram a Colônia Militar, que tinha competência para distribuir terrenos a colonos interessados. No ano de 1897 foi criada a Agência Fiscal, chefiada pelo Capitão Lindolfo Siqueira Bastos. Ele Registrou a existência de apenas 13 casas e alguns ranchos de palha. Nos primeiros anos do século XX a população do lugar, chegou a aproximadamente 2.000 pessoas e o vilarejo dispunha de uma hospedaria, quatro mercearias, um rústico quartel militar, mesa de rendas e estação telegráfica, engenhos de açúcar e cachaça e uma agricultura de subsistência.

Em 1914, de fato um municipio – A emancipação da Vila Iguaçu ocorreu em 10 de junho de 1914, tendo como primeiro prefeito Jorge Schimmelpfeng e sendo criada também a primeira Câmara de Vereadores da cidade. O município passou a se chamar Foz do Iguaçu quatro anos depois, em 1918.

PNI – A história do Parque Nacional do Iguaçu começa no ano de 1916, com a passagem por Foz do Iguaçu de Alberto Santos Dumont, o pai da aviação brasileira. Aquela área pertencia ao uruguaio Jesus Val. Santos Dumont intercedeu junto ao Presidente do Estado do Paraná, Affonso Alves de Camargo, para que fosse desapropriada e tornada patrimônio público. No dia 28 de julho, através do decreto nº 63, foi declarada de utilidade pública com 1008 hectares e somente em 1939, por decreto do Presidente Getúlio Vargas, a área passou a ter 156.235,77 hectares.

Crescimento acelerado – Com a inauguração da Ponte Internacional da Amizade (Brasil-Paraguai) em 1965 e o término da BR-277, ligando Foz do Iguaçu a Curitiba e ao litoral em 1969, Foz teve seu crescimento acelerado, principalmente aumentando o comércio com a cidade paraguaia de Ciudad del Este.

Com o início da construção da usina hidrelétrica de Itaipu, na déca de 1970, toda a região sofreu um impacto muito grande e o contingente populacional aumentou consideravelmente. Passou de 33.970 em 1970 para136.320 em 1980. Ou seja, em apenas dez anos, houve um crescimento registrado de 385% na população. Hoje Foz do Iguaçu conta com uma população estimada em 319.189 habitantes.

Cultura – Foz do Iguaçu é considerada uma das cidades mais multiculturais do Brasil, onde mais de 72 grupos étnicos estão presentes na população, provenientes de diversas partes do mundo. Os principais grupos étnicos de Foz do Iguaçu são italianos, alemães, hispânicos (argentinos e paraguaios), chineses, ucranianos, japoneses, e libaneses, que possuem na cidade, a 2ª maior comunidade libanesa do Brasil.

Economia – A base de sua economia é o turismo, com os atrativos das Cataratas do Iguaçu, além da usina hidrelétrica de Itaipu, as quais recebem turistas de várias partes do país e do mundo para visitá-las.

Fotógrafo em Foz do Iguaçu

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O aguardado desfecho da quinta temporada de Pesadelo na Cozinha tem sabor iguaçuense. Vai ao ar nesta sexta-feira (8), na HBO Max, o episódio gravado em Foz do Iguaçu, que traz a transformação radical do restaurante Tio Ali Shawarmaria, localizado na Vila A. Para quem acompanha pela TV aberta, a exibição na Band acontece na próxima terça-feira (12).

Gravado em fevereiro de 2026, o episódio mostra o chef Erick Jacquin enfrentando os desafios da gastronomia árabe na fronteira. O foco da intervenção foi a reestruturação completa da organização, limpeza e planejamento do estabelecimento, que agora busca um novo fôlego no mercado local.

Erick Jacquin no comando de ’Pesadelo na Cozinha’. Foto: Renato Pizzutto/Divulgação Band.

Cataratas e Mercado Barrageiro em cena

Além do drama na cozinha, o episódio é uma vitrine para o turismo. O Parque Nacional do Iguaçu ganha destaque com cenas deslumbrantes das Cataratas, reforçando o potencial da cidade como cenário para grandes produções nacionais.

Outro ponto importante da logística foi o Mercado Público Barrageiro. A equipe do chef francês utilizou o espaço para os testes e a preparação do novo cardápio, integrando um dos novos pontos de encontro da cidade à narrativa do programa.

Grande estrutura de produção

Para transformar o restaurante em Foz, o programa mobilizou uma equipe de quase 60 profissionais. Entre iluminadores, maquiadores, especialistas em gastronomia e infraestrutura, a produção movimentou o setor de serviços na cidade durante as gravações.

 

 

Foto em destaque: Divulgação Urbia+Cataratas/Eagle Eye Company

 

Prepare a caneca e a curiosidade: a ciência está prestes a invadir a vida noturna de Foz do Iguaçu. Entre os dias 18 e 21 de maio, a cidade recebe o Pint of Science 2026, festival internacional que leva pesquisadores para fora das universidades para debater temas complexos de forma descontraída em bares e espaços públicos.

Com início sempre às 19h e entrada gratuita, a programação deste ano em Foz abrange desde o uso de canetas emagrecedoras até a produção de alimentos no espaço. O evento é organizado pelo projeto de extensão Fronteira da Ciência, da UNILA, e coloca o Paraná como o estado com maior número de cidades participantes no Brasil.

Destaques da Programação

A edição de 2026 traz nomes de peso da divulgação científica nacional. Um dos destaques é Carola Carvalho, idealizadora do Spacebeer Project, que discutirá como leveduras encontradas na biodiversidade brasileira podem ser aplicadas na produção de alimentos em contextos de exploração espacial.

Outra presença confirmada é a influenciadora Kananda Eller, conhecida como a “Deusa Cientista”. Com milhares de seguidores nas redes sociais, ela trará o debate sobre a ciência decolonial, valorizando os saberes produzidos no Sul Global e por grupos historicamente invisibilizados.

O festival também abordará temas do cotidiano, como a filosofia por trás do conceito de crime, a origem da criatividade humana e a eficácia das canetas emagrecedoras no combate à obesidade.

Confira a programação completa em Foz do Iguaçu:

18/05 (Segunda-feira) | 19h no Rafain Chopp (Jeca Espetinho)

  • Canetas emagrecedoras: é o fim da obesidade? – Daiana Pepe (Nutricionista).
  • Fofofauna: e quando a fauna não é fofa? – Elaine Soares (UNILA).

 

19/05 (Terça-feira) | 19h no Mercado Público Barrageiro

  • Mistérios do Universo Extremo – Rita dos Anjos (UFPR – Palotina).
  • Da colmeia ao universo: sonhos de uma levedura viajante – Carola Carvalho (USP).

 

20/05 (Quarta-feira) | 19h no Hell’s Dogs Motorcycle Bar

  • Frutos do Iguaçu – Izabele Munaro (ICMBio).
  • A filosofia de um crime: conduta e intenção – Napoleão Schoeller de Azevedo Júnior (UNILA).

 

21/05 (Quinta-feira) | 19h no Mercado Público Barrageiro

  • Ciência decolonial – Kananda Eller (Deusa Cientista).
  • De onde vem a criatividade? – Cláudio Alexandre de Souza (Unioeste).

Ciência acessível

Para o coordenador local, Marco Polo Azevedo, o objetivo é mostrar que a ciência real é muito mais interessante que a desinformação. “A ciência apresentada de forma acessível desperta curiosidade e nos ajuda a entender melhor o mundo em que vivemos”, afirma. O evento conta com apoio do Itaipu Parquetec e patrocínio do Parque Nacional do Iguaçu e Parque das Aves.

 

 

Foto em destaque: Paula Suárez Riveros/UNILA-SECOM

Com o objetivo de elevar os índices de imunização e facilitar o acesso da população, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) AKLP e São João estarão abertas neste sábado (9). O atendimento exclusivo para vacinação ocorrerá no período da tarde, das 14h às 18h.

A prioridade da Secretaria Municipal de Saúde é atingir os grupos prioritários da campanha contra a gripe (Influenza), com atenção especial ao público infantil. Até o momento, a cobertura vacinal entre crianças de seis meses a menores de seis anos é considerada baixa: apenas 10% da meta foi atingida, com pouco mais de 2,6 mil doses aplicadas para um público-alvo de 25,7 mil pequenos iguaçuenses.

Cobertura nos grupos prioritários

Enquanto o público infantil preocupa as autoridades, outros grupos apresentam números mais avançados:

  • Idosos: 34,74% da meta atingida (14.110 doses).
  • Gestantes: 33,32% da meta atingida (999 doses).

 

Para receber a dose, os moradores devem comparecer a uma das duas unidades portando documento pessoal e a carteira de vacinação.

Quem pode se vacinar?

Além de crianças, idosos e gestantes, a campanha contempla puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, indivíduos com comorbidades ou deficiência, professores, trabalhadores da saúde, forças de segurança, caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo.

Agenda de vacinação em maio

O município já planejou as próximas datas para quem não conseguir comparecer neste sábado:

  • 16 e 30 de maio: UBSs AKLP e São João abertas das 14h às 18h.
  • 16 de maio (Ação Especial): Atividades recreativas no Sesc Vila A (11h às 14h) e em pontos como a Escola Elenice Milhorança e Centro de Convivência do Bubas (14h às 18h).
  • 23 de maio (Dia D): Todas as UBSs da cidade estarão abertas das 8h às 12h.

 

 

 

Foto em destaque: Divulgação/AMN

Foz do Iguaçu celebra um marco importante na saúde pública em 2026: o município ultrapassou a marca de um ano sem registrar óbitos por dengue. De acordo com o mais recente boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde, o cenário atual é de controle, com apenas 13 casos confirmados e 2.368 notificações ao longo deste ano.

A queda nos indicadores é impressionante quando comparada aos anos anteriores. Para se ter uma ideia da evolução:

  • 2024: 14.683 casos confirmados e 10 mortes.
  • 2025: 1.031 casos confirmados durante todo o ano.
  • 2026 (até maio): Apenas 13 casos confirmados.

Estratégias de sucesso e tecnologia

A melhora nos números não é por acaso. A prefeitura atribui o sucesso ao conjunto de estratégias que unem o trabalho de campo à inovação tecnológica. Um dos grandes diferenciais foi a implementação do método Wolbachia — que utiliza mosquitos que não transmitem a doença para reduzir a população do Aedes aegypti.

Além da tecnologia, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) mantém um ritmo intenso de trabalho. Entre janeiro e maio de 2026, foram realizadas:

  • 52.203 vistorias domiciliares;
  • 16.123 criadouros eliminados;
  • 10.041 inspeções em armadilhas estratégicas.

O combate não pode parar

Apesar do cenário positivo, o secretário de Saúde, Fabio de Mello, alerta que o mosquito continua circulando. “O objetivo é evitar o retorno das epidemias que por anos afetaram nossa população. O trabalho precisa ser contínuo e permanente”, afirma.

A coordenadora técnica do CCZ, Renata Defante Lopes, reforça que a colaboração dos moradores é a peça-chave para manter Foz segura. A orientação é que cada cidadão realize uma vistoria semanal em sua casa ou comércio, eliminando qualquer recipiente com água parada e permitindo a entrada dos agentes de saúde.

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