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sex, 23 de out 2026

Coreanos da fronteira se reúnem em hotel de Foz para apoiar seleção contra Argélia

A partida entre Coreia do Sul e Argélia, pelo grupo H da Copa do Mundo, manteve a alta média de gols do mundial até agora. Foram seis. Pena que para o lado errado. Ao menos é o que pensaram os torcedores, integrantes da comunidade sul-coreana da tríplice fronteira, que encheram um dos salões do Hotel Bourbon, no domingo (22), para assistir à segunda partida dos Tigres na Copa.

Foto: JIE
Dezenas de pessoas foram torcer pela seleção do coração no hall do hotel Bourbon neste domingo, (22)

Deu Argélia, 4 a 2, com direito a um emocionante segundo tempo, com o time da Coreia buscando o empate depois de estar perdendo por 4 a 0. Fizeram dois gols em menos de dez minutos e quase saiu o terceiro. Ficaram no quase. O que não impediu a festa dos animados sul-coreanos da região, que vêm dando força ao time azul, vermelho e branco desde que eles chegaram a Foz do Iguaçu para treinar no CT do Flamenguinho.
 

Foto: JIE
Sempre discretos, coreanos não seguraram o nervosismo e extravasaram as emoções no decorrer da partida

Para a Coreia, resta vencer por 2 a 0 a última partida contra a já classificada Bélgica, na quinta-feira (26), às 17h na Arena Corinthians, e torcer para uma vitória simples da Rússia sobre a Argélia. Uma goleada de 4 a 0 sobre a Bélgica e o empate entre Rússia e Argélia também ajudam. Difícil, mas, não impossível. 

 

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A Itaipu Binacional fechou a calha central do seu vertedouro às 15h40 desta sexta-feira (23). A calha estava aberta desde a manhã do dia 15 de outubro e não há previsão para reabertura. No entanto, a calha esquerda segue aberta, vertendo cerca de 8 milhões de litros de água por segundo (8.000 m³/s).

A manobra faz parte de uma operação coordenada pela Comissão Especial de Cheias da usina para conter os efeitos da forte elevação na vazão do Rio Iguaçu, evitando o aumento repentino do nível do Rio Paraná na faixa de fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

Foto: William Brisida/Itaipu Binacional.

Nas últimas 24 horas, a vazão do Rio Iguaçu medida na Estação Cataratas saltou de 4.970 m³/s para 7.480 m³/s. A previsão das equipes técnicas é que o volume do Iguaçu continue subindo, podendo atingir até 12 milhões de litros por segundo (12.000 m³/s) nos próximos dias.

Amortecimento de cheias e nível do reservatório

Reservatório da Itaipu. Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional.

Para absorver esse aumento sem impactar severamente as áreas ribeirinhas de Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, a Itaipu utilizará a capacidade de armazenamento do seu próprio reservatório.

A cota da represa atingiu 219,30 metros acima do nível do mar nesta sexta-feira — uma redução de quase 1,20 metro em relação ao pico de 220,50 metros registrado no último dia 13. Essa margem operacional permite à usina reter temporariamente parte da água que chega pelo Rio Paraná, diminuindo a defluência do complexo hidrelétrico.

“A redução do vertimento vai manter o Paraná estável enquanto o Iguaçu sobe. Dessa forma, não haverá aumento do nível na estação de medição da Ponte da Amizade”, explicou o engenheiro Paulo Zanelli Jr., coordenador da Comissão Especial de Cheias da Itaipu. O objetivo é manter o nível do Paraná próximo ao patamar atual, de 116,60 metros, buscando uma redução gradual à medida que a vazão permitir.

A Itaipu informou ainda que a geração de energia elétrica segue normalmente, alinhada às diretrizes do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no Brasil, e da Administración Nacional de Electricidad (ANDE), no Paraguai.

Alerta à população e orientações da Defesa Civil

Vista aérea do Rio Paraná. Foto: William Brisida/Itaipu Binacional.

A Comissão Especial de Cheias da Itaipu e os órgãos de proteção civil do Brasil e do Paraguai orientam os moradores da região fronteiriça, em especial as famílias de áreas ribeirinhas, a acompanharem as atualizações frequentes do Boletim Hidrológico.

O documento é atualizado no site oficial (www.itaipu.gov.br) e no perfil do Instagram da usina. As autoridades reforçam que moradores já acolhidos ou transferidos para locais seguros devem permanecer onde estão e seguir estritamente os alertas da Defesa Civil.

 

Atletas de Foz do Iguaçu conquistaram seis medalhas nos Jogos da Juventude Caixa 2026, com destaque para o atletismo e o tênis de mesa. As conquistas ocorreram durante o primeiro bloco de disputas, entre terça-feira (20/10) e quinta-feira (22/10).

Ouro e prata no atletismo

Nicolas Izidoro da Silva conquistou duas medalhas: ouro no salto triplo e prata no salto em distância. Além dele, Gabriela Figueiredo Amaral e José Guilherme Giusti Medeiros também representaram o município na modalidade.

Tênis de mesa garante quatro medalhas

No tênis de mesa, Yasmin Kubis Saddock conquistou quatro medalhas: prata na disputa individual feminina, bronze na dupla mista e por equipes mistas, além de outra prata na dupla feminina, ao lado de Nihan Jamil Abdallah. A atleta contou com a orientação do técnico Pedro Marcos Correa.

Foz também participa do judô

No judô, Barbara Camila Galis Dias terminou em sétimo lugar, enquanto Davi Matias Magalhães conquistou a quinta colocação. Os atletas competiram sob a orientação do técnico Pedro Felipe Braga Tonello.

Enquanto isso, o Paraná soma 34 medalhas e ocupa o segundo lugar no quadro geral, atrás de São Paulo, que lidera com 36.

Próximas disputas começam neste sábado

A participação de Foz continua neste sábado (24/10), com o segundo bloco dos Jogos. Ao todo, 16 atletas do município competem em modalidades como badminton, ciclismo, águas abertas, handebol e voleibol.

Já o terceiro bloco começa em 30 de outubro, com disputas de natação, basquete, futsal, vôlei de praia e outras modalidades. O evento é realizado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), em parceria com a Prefeitura de Foz do Iguaçu e o Governo do Paraná.

 

 

Foto em destaque: Jogos Juventude CAIXA 2026

Já fomos cobrados por hiperprodutividade, resiliência extrema, “mindset ágil” e por um senso de adaptação quase sobre-humano. De tempos em tempos, algum messias do mundo corporativo ou da inovação surge no LinkedIn apontando para a “última coca-cola do deserto” — aquele conceito ou ferramenta que, do dia para a noite, vira requisito obrigatório para qualquer profissional que queira continuar relevante.

Hoje, a bola da vez é o domínio da Inteligência Artificial.

A IA já entrou na rotina. Do e-mail redigido por um assistente virtual ao esboço de linhas de código, passando por ideias de posts para redes sociais, dizer que se entende de IA passou a ser linha obrigatória no currículo e pauta fixa na reunião de alinhamento.

O problema é a velocidade insana com que o mercado exige essa adoção. Estamos diante de uma tensão silenciosa e corrosiva: empresas cobram intimidade total com a tecnologia enquanto seus colaboradores ainda tentam entender como utilizá-la sem perder o rumo.

Quando a IA não é assimilada como ferramenta de apoio para eliminar o trabalho repetitivo e abrir espaço para o pensamento estratégico, o efeito colateral é imediato. Vemos profissionais “inventando” demandas desnecessárias dentro da rotina para parecerem inovadores e, no pior dos cenários, se rendendo ao “copia e cola” descarado.

O mar de mesmice e a estética do algoritmo

O resultado dessa corrida desesperada por automação é o surgimento de um verdadeiro mar de mesmice. Textos, artes, identidades visuais, dancinhas com música “chiclete”, estratégias de marketing e diagnósticos de mercado começam a parecer estranhamente iguais.

Falta alma, falta contexto, falta identidade.

Isso não acontece por acaso. A IA generativa trabalha com base em probabilidades estatísticas. Ela analisa bilhões de dados do que já foi produzido na internet e entrega a resposta média mais provável. Em termos simples: ela entrega o lugar-comum refinado.

É a consagração da “estética de algoritmo”, que se desenha em três frentes perigosas para qualquer negócio:

  • O efeito “média”: Como os modelos são treinados com conteúdo já existente, a IA elimina as pontas — e é justamente nos extremos que residem a genialidade, a ousadia e a autoria criativa.
  • A atrofia do pensamento crítico: A facilidade das respostas instantâneas desencoraja o processo doloroso — porém indispensável — de rascunhar, errar, quebrar a cabeça e criar algo do zero.
  • A poluição do ecossistema: O mercado está sendo soterrado por toneladas de artigos, relatórios e artes gerados em segundos. Em meio a esse ruído industrial, a originalidade humana virou item de raridade absoluta.

 

O papel da liderança: nem todo mundo precisa de IA

Atribuir essa pasteurização da marca ao colaborador é um erro de leitura. A responsabilidade por esse cenário quase sempre está no topo da hierarquia.

Antes de exigir que a equipe entregue “tudo via IA”, o CEO ou líder de setor precisa dar um passo atrás e compreender algo básico: IA não é para todo mundo e não serve para qualquer processo.

A pessoa responsável pelo suprimento do escritório não precisa de IA para desempenhar bem sua função. A equipe responsável pelo café da recepção tampouco. E, mesmo em posições estratégicas ou de tomada de decisão, o uso cego de modelos gerativos pode ser desastroso.

A comunicação visual familiar e autêntica que construiu a reputação da sua empresa ao longo de anos pode, em poucos meses, se tornar idêntica à do seu concorrente mais barato. A voz da sua marca, antes humana e próxima do cliente, vai se esvaindo atrás de jargões robóticos, métricas vazias e parágrafos sem vida.

A verdadeira inovação em 2026 não está em automatizar cada centímetro da sua operação. Está em saber exatamente onde a máquina acelera o processo e onde a inteligência, a sensibilidade e o repertório humano são simplesmente insubstituíveis. Quem não entender esse limite vai liderar suas equipes direto para a irrelevância.

 

 

 

Crédito da imagem em destaque: Ilustração gerada por Inteligência Artificial (com devida supervisão e curadoria de um cérebro humano que economizou 4 horas de trabalho só para poder escrever este artigo).

A organização do 3 Margens Festival Latino-Americano de Cinema divulgou a lista das 43 produções selecionadas para a sua 8ª edição, que será realizada entre os dias 8 e 21 de novembro de 2026. A programação levará o melhor do audiovisual regional e continental a Foz do Iguaçu (Brasil), Puerto Iguazú (Argentina) e Ciudad del Este (Paraguai).

A curadoria do evento avaliou mais de 300 obras inscritas para chegar ao catálogo final. As produções representam dez países: Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai, além de coproduções com Cuba e Estados Unidos.

CONFIRA A LISTA DE PRODUÇÕES SELECIONADAS AQUI

O panorama brasileiro inclui trabalhos vindos do Paraná, Amazonas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Roraima, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

Mostras competitivas e exibições especiais

A seleção deste ano está dividida em diferentes categorias competitivas e paralelas, somando mais de 960 horas de conteúdo gratuito:

  • Afluentes: Mostra competitiva dedicada a curta-metragens de toda a América Latina e Caribe.
  • Entre Rios: Focada no cinema regional, reúne filmes produzidos no Paraná, na província de Misiones (Argentina) e em departamentos do Paraguai (exceto a capital, Assunção).
  • Mostra Universitária: Voltada para curtas criados por estudantes ou recém-formados de instituições de ensino latino-americanas.
  • Mostra Panorama: Exibição não competitiva de longa-metragens.
  • Venas Abiertas: Espaço dedicado a curtas de alta qualidade técnica que não se enquadravam nos eixos temáticos principais das mostras competitivas.
  • Mostrinha, Cine Bairro e Não é só Susto: Programações especiais com curtas infantis, exibições comunitárias para famílias e produções do gênero terror e suspense.

 

Pertencimento e exibições gratuitas na fronteira

Com o tema central voltado ao pertencimento, a 8ª edição do festival propõe reflexões sobre identidade, migração, ancestralidade, afetos e resistência coletiva.

“A temática de cada edição nasce desse olhar para as obras recebidas, de perceber como esses filmes dialogam entre si e com os temas que atravessam o conjunto. Um alto investimento ou uma trajetória em festivais internacionais não garante a seleção”, destaca o diretor artístico do evento, Maurício Ferreira.

As exibições ocorrerão em espaços públicos, bairros, escolas e centros culturais das três cidades da fronteira, com acesso 100% gratuito. A grade completa de horários e endereços das sessões será divulgada nos próximos dias, e a lista com todas as obras escolhidas já está disponível no site oficial do festival.

O 3 Margens Festival Latino-Americano de Cinema é produzido e realizado pelo Três Margens Cinema e Audiovisual em parceria com o Instituto Cultural Três Fronteiras.

 

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