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qua, 04 de nov 2026

Parque das Aves de Foz enviará 6 jacutingas para soltura

Como parte do trabalho que o Parque das Aves realiza em prol da conservação de espécies, principalmente de Mata Atlântica, seis jacutingas (Aburria jacutinga), aves em perigo de extinção, serão enviadas para soltura na região da Serra da Mantiqueira, em São Paulo, através do Projeto Jacutinga, da SAVE Brasil. A Dra. Yara Barros, chefe da Divisão de Conservação do Parque das Aves, levará pessoalmente as aves de carro, e a saída da expedição acontecerá nesta segunda-feira, 28, às 8h30, do Parque das Aves.

O Projeto Jacutinga/Aves Cinegéticas é uma iniciativa da SAVE Brasil (Sociedade para Conservação das Aves do Brasil), em parceria com ICMBio/APA Mananciais do Rio Paraíba do Sul, e  visa reintroduzir essa espécie na natureza. Sob a coordenação de Alecsandra Tassoni, ele foi iniciado em 2010 e tem como finalidade a conservação de aves cinegéticas – aves que são vítimas de intensa caça.

As seis aves que estão sendo enviadas para soltura nasceram no Parque das Aves e foram selecionadas por possuírem a maior chance de sobrevivência possível na natureza. “Elas têm um perfil bem interessante, pois são aves que nasceram e foram criadas pelos pais. Eles incubaram os ovos e cuidaram dos filhotes em um recinto no meio de mata, não estando assim muito acostumados com a presença de humanos. Os viveiros onde essas jacutingas ficavam são grandes, permitindo que voassem, então acreditamos que elas têm uma boa chance de sobrevivência. Além disso, antes da soltura elas vão passar por uma intensa preparação pela equipe do Projeto Jacutinga”, fala a Dra. Yara.

Sendo um centro internacionalmente reconhecido de recuperação e conservação de aves, com 53% das aves sob seus cuidados provenientes de tráfico e maus tratos, o Parque das Aves está constantemente engajado em agir em prol da conservação de espécies ameaçadas. Ao longo dos anos, ele se especializou na reprodução de espécies de aves vulneráveis e ameaçadas. “Nós trabalhamos com reprodução para a conservação, que é reproduzir espécies ameaçadas para ajudar a melhorar seu status na natureza. A jacutinga é uma espécie ameaçada e em alguns locais o número de sua população está muito baixo. Uma das ferramentas de conservação é a suplementação, que coloca mais indivíduos dessa espécie na área para que a população consiga se recuperar”, diz a Dra. Yara.

Mas, a soltura requer muitas etapas e cuidados. Ligia Rigoleto, chefe da Divisão de Veterinária do Parque das Aves, comenta que foram feitos todos os exames necessários de acordo com as determinações do programa. “Todos os projetos de conservação e soltura possuem um  protocolo sanitário, com diversos exames importantes listados. No protocolo da SAVE está incluída a coleta de swab, que pode identificar vírus e/ou bactérias, além da coleta de sangue, e os resultados mostraram que está tudo dentro do normal. Nós também fizemos outros procedimentos, como os exames de raio X e endoscopia, pois temos mais recursos aqui. E ficamos muito felizes em saber que elas estão supersaudáveis e aguardando o momento em que serão transferidas para São Paulo.”

E não são apenas os quesitos de saúde que contam na hora de reintroduzir uma ave na natureza. Depois que as seis jacutingas saírem do Parque das Aves, elas passam por um programa de monitoramento antes de serem soltas. Nessa primeira etapa, elas vão ficar em um recinto de reabilitação, na Serra da Mantiqueira, onde irão passar por um processo de ambientação, no qual os pesquisadores do projeto avaliam fatores comportamentais e sociais, além de receberem treinamentos para reconhecerem itens alimentares silvestres, desenvolverem musculatura para voo e reconhecerem predadores.

De acordo com a legislação brasileira, animais ameaçados mantidos por zoológicos devem receber dupla marcação, com anilhas da instituição e microchips. Para o projeto de soltura, as aves receberam ainda as anilhas oficiais do CEMAVE/ICMBio e anilhas coloridas, que individualizam cada jacutinga, que pode então ser reconhecida à distância. Isso permite que os pesquisadores acompanhem o progresso que as aves fazem no treinamento pré-soltura e também as identifiquem na mata após serem soltas. Quando julgadas aptas, as aves serão equipadas com transmissores de localização via satélite e liberadas na natureza. Desde o início do projeto, 12 jacutingas já foram transferidas para reabilitação e 9 soltas na região da Serra da Mantiqueira. Após a soltura, o Projeto realiza o monitoramento das aves.

A jacutinga, ave endêmica da Mata Atlântica, é uma espécie considerada em perigo segundo a lista vermelha da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza), e teve sua população reduzida drasticamente. A ave é vítima intensa de caça, seja para fins alimentares ou esportivos, e também sofre com a perda de habitat, pois só restam 7% do território original da Mata Atlântica. Além disso, a exploração da palmeira-juçara, fonte de um alimento importante da dieta da jacutinga, é uma das principais causas de sua extinção. Apesar de não depender totalmente dos frutos dessa árvore, muitas aves morrem pela falta dele.

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O mês de outubro de 2026 foi significativamente mais frio e chuvoso do que a média histórica em todo o Paraná, com destaque para a metade oeste do estado. Segundo balanço divulgado pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), Foz do Iguaçu e municípios vizinhos registraram recordes de precipitação, além de temperaturas máximas de até 2 °C abaixo da média para o período.

De acordo com o levantamento, a passagem frequente de frentes frias, aliada à atuação de sistemas de baixa pressão e massas de ar frio, manteve o céu encoberto durante a maior parte do mês. A menor incidência de radiação solar contribuiu diretamente para o declínio das temperaturas e para a sequência de temporais na região.

Recordes de chuva e volume acumulado na fronteira

Em Foz do Iguaçu, o volume de chuva superou a média histórica mensal em apenas 12 dias de medição. No feriado de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro), a cidade registrou precipitação diária superior a 100 mm, cenário que se repetiu em municípios como Cascavel e Cruzeiro do Iguaçu.

Ao longo do mês, o acumulado total em Foz atingiu a marca de 524,8 mm, o maior volume já contabilizado para um mês de outubro desde a instalação da estação meteorológica do Simepar na cidade, em 2017.

O comportamento de chuvas intensas estendeu-se a outros municípios da faixa de fronteira e do Oeste:

  • São Miguel do Iguaçu: Registrou 433,6 mm, o maior volume mensal da história da estação desde 1997;
  • Cascavel: Acumulou 525,8 mm ao longo de outubro;
  • Cruzeiro do Iguaçu: Atingiu 556,4 mm no período;
  • Capanema, Santa Helena e Palotina: Também ultrapassaram a média histórica total ainda na primeira quinzena do mês.

 

Oscilação térmica e tornados no estado

Além dos volumes expressivos de precipitação, a menor presença de sol fez com que as temperaturas máximas ficassem pelo menos 2 °C abaixo da média em todo o Paraná. Em cidades da metade oeste — incluindo Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu, Santa Helena, Toledo e Cascavel —, as temperaturas médias mensais fecharam 2 °C a 3 °C mais baixas que o padrão histórico.

O balanço do Simepar destacou ainda a ocorrência de dois tornados de baixa intensidade do tipo landspout (fenômenos de curta duração e sem associação a nuvens supercelulares) no primeiro dia do mês: um no limite entre Arapuã e Ivaiporã, na região Central, e outro entre Carambeí e Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

 

 

 

Foto em destaque: Roberto Dziura Jr/AEN

O nadador Felipe Theodoro Guimarães, de Foz do Iguaçu, voltou do Rio de Janeiro com 4  medalhas. O atleta participou pela primeira vez do Campeonato Brasileiro Master de Natação e conquistou 4 premiações entre as 6 provas que disputou. A competição aconteceu entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro.

Representando a equipe AcquaMaster, Felipe competiu nos 50 metros peito, 100 metros peito, 100 metros livre e 200 metros peito, além de outras duas provas. Entre os resultados, alcançou três quartos lugares e uma sexta colocação. Na categoria master, os 8 primeiros colocados de cada prova recebem medalhas. Por isso, o nadador garantiu 4 premiações em sua estreia nacional.

Competição reuniu mais de 500 atletas

O 76º Campeonato Brasileiro Master de Natação reuniu 528 atletas, de 72 equipes de diferentes regiões do país. As provas aconteceram na piscina da Escola de Educação Física do Exército, na Urca, no Rio de Janeiro, e marcaram o encerramento do circuito nacional de 2026 da Associação Brasileira de Masters de Natação (ABMN).

Além de reunir nadadores experientes, a competição também contou com atletas paralímpicos e registrou a quebra de recordes durante as disputas.

Para Felipe, participar de um campeonato desse porte já foi uma experiência importante. Como essa foi sua primeira participação em uma edição nacional, o atleta considera os resultados um começo para novos desafios na modalidade.

Atleta recebeu apoio para participar da competição

A viagem ao Rio de Janeiro também contou com incentivo da Prefeitura de Foz do Iguaçu, por meio da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer, Juventude e Melhor Idade. Felipe conseguiu o apoio após apresentar um projeto individual em um edital municipal de incentivo ao esporte, que ajudou a custear as despesas com a viagem e a participação no campeonato.

A equipe AcquaMaster também contribuiu com parte dos custos.

Com 4 medalhas conquistadas logo em sua primeira participação no Brasileiro Master, o nadador encerrou a temporada com resultados positivos e levou o nome de Foz do Iguaçu para uma das principais competições nacionais de natação.

 

 

Foto em destaque: Divulgação

O Paraná registrou avisos meteorológicos do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) com risco de tempestades severas para toda a primeira semana de novembro. Nesta quarta-feira (04), todo o estado está sob alerta laranja, enquanto áreas do Sudoeste, Sul e Oeste permanecem sob alerta vermelho — a faixa de maior severidade climática.

Em Foz do Iguaçu e cidades vizinhas da Tríplice Fronteira, o cenário específico para a tarde desta quarta-feira é marcado por calor intenso e abafado, com os termômetros atingindo picos de 35 °C a 36 °C. Essa alta temperatura, combinada à aproximação de uma frente fria e um sistema de baixa pressão, favorece a formação rápida de nuvens carregadas a partir de meados da tarde e início da noite.

A previsão aponta para a ocorrência de pancadas de chuva com trovoadas e risco de temporais localizados na transição para a noite, acompanhados por rajadas de vento que podem variar entre 60 km/h e 100 km/h e precipitação pontual de granizo. O volume de chuva acumulado entre o fim da tarde de quarta e a quinta-feira (5) pode superar os 30 mm diários na região.

Monitoramento Local e Nível do Rio Paraná

A Prefeitura de Foz do Iguaçu informou que a Defesa Civil municipal está em estado de prontidão para prestar socorro imediato diante de eventuais quedas de árvores ou destelhamentos.

Paralelamente, a comissão de cheias da Itaipu Binacional mantém monitoramento permanente do nível do Rio Paraná, que nesta semana apresentou estabilização gradual na marca de 114,23 metros (patamar de inundação moderada). A usina segue operando o controle de vazão de seu reservatório para amenizar impactos nas áreas ribeirinhas caso a chuva se confirme com maior volume.

Como se Proteger Durante o Temporal: Guia da Defesa Civil

A Defesa Civil do Estado do Paraná emitiu recomendações preventivas para a população saber como agir diante de rajadas de vento, descargas elétricas e granizo durante a tarde e noite desta quarta-feira:

Vendavais e Ventos Fortes

  • Procure abrigo seguro: Entre em edificações resistentes de alvenaria e evite sair até a normalização do tempo;
  • Estruturas internas: Dentro de casa, opte por permanecer em cômodos mais seguros e estruturados, como banheiros de alvenaria;
  • Cuidado ao se locomover: Evite o uso de guarda-chuvas durante ventos fortes, pois eles podem dificultar o deslocamento e provocar quedas;
  • Não se abrigue sob árvores: Mantenha distância de árvores, postes, coberturas metálicas frágeis e placas de propaganda, que correm risco de queda e atração de descargas elétricas;
  • Precauções no trânsito: Se estiver dirigindo, estacione o veículo em local seguro, longe de torres de transmissão e fiação elétrica.

 

Tempestades de Raios

  • Aparelhos elétricos: Desconecte eletrodomésticos e eletrônicos das tomadas e retire a antena externa do televisor para evitar queima por sobrecarga;
  • Distância de janelas: Permaneça afastado de portas, janelas e estruturas metálicas externas;
  • Veículos: Se estiver na rua ou em trânsito, permaneça dentro do automóvel, que funciona como uma gaiola de proteção contra descargas atmosféricas;
  • Áreas abertas: Não permaneça em campos abertos, piscinas, áreas altas ou próximo a cercas e alambrados metálicos;
  • Sensação de carga elétrica: Caso sinta arrepios na pele ou cabelos eriçados (sinal de iminência de raio), deite-se imediatamente no chão.

 

Queda de Granizo

  • Permaneça abrigado: Não saia à rua enquanto durar a precipitação de pedras de gelo;
  • Evite subir em telhados: Reparos em telhas danificadas não devem ser feitos durante a chuva nem em superfícies molhadas;
  • Proteção de veículos: Caso o carro esteja exposto ao tempo, utilize materiais espessos (como papelão) para forrar o para-brisa pelo lado de dentro, prevenindo estilhaços caso o vidro quebre.

 

Telefones de Emergência e Alerta por SMS

Em situações de urgência ou sinistros provocados pelo mau tempo em Foz do Iguaçu e região, acione os canais oficiais:

  • Defesa Civil de Foz do Iguaçu: 199
  • Guarda Municipal: 153
  • Corpo de Bombeiros: 193
  • Copel (energia elétrica): 0800 51 00 116
  • SAMU: 192

 

Cadastro de alertas via SMS

Para receber avisos meteorológicos da Defesa Civil gratuitamente no celular, envie uma mensagem de texto com o número do seu CEP para o número 40199. O sistema responderá com a mensagem de confirmação do cadastro.

 

Os atletas de Foz do Iguaçu encerraram a participação nos Jogos da Juventude Caixa 2026 com 9 medalhas conquistadas em diferentes modalidades. A competição terminou na terça-feira (03/11), que ao longo de 16 dias, reuniu cerca de 5 mil atletas de 13 a 17 anos na cidade.

Entre os destaques iguaçuenses está o basquete feminino, que conquistou a medalha de ouro e a equipe masculina que garantiu o bronze, fechando a participação da cidade na competição com 2 pódios importantes.

Atletismo e tênis de mesa também garantiram medalhas

No atletismo, Nicolas Izidoro da Silva conquistou 2 medalhas: ouro no salto triplo e prata no salto em distância. Os resultados reforçam o desempenho do atleta, que já havia se destacado no primeiro bloco de disputas.

Já no tênis de mesa, Yasmin Kubis Saddock também teve uma participação de destaque. A atleta conquistou prata na disputa individual feminina e nas duplas femininas, ao lado de Nihan Jamil Abdallah. Além disso, levou bronze nas disputas de dupla mista e por equipes mistas.

No voleibol feminino, Gabrielli Bernardi também subiu ao pódio e conquistou o bronze junto com a equipe.

Jogos reuniram atletas de todo o Brasil

Além dos resultados esportivos, Foz do Iguaçu recebeu uma das maiores edições dos Jogos da Juventude em número de participantes. O evento reuniu representantes das 27 unidades federativas brasileiras e três delegações internacionais: Argentina, Japão e Paraguai.

Ao todo, os competidores disputaram 215 provas em 20 modalidades esportivas. A realização dos Jogos contou com o Comitê Olímpico do Brasil (COB), em parceria com a Prefeitura de Foz do Iguaçu e o Governo do Paraná.

Na classificação geral, o Paraná terminou em terceiro lugar, com 75 medalhas, sendo 21 de ouro, 33 de prata e 21 de bronze. São Paulo liderou o quadro, com 116 medalhas, seguido por Santa Catarina, com 85.

Com o encerramento das disputas, os atletas iguaçuenses concluíram a participação no evento com resultados em diferentes modalidades, enquanto a cidade encerrou 16 dias de competições que movimentaram o esporte e receberam jovens talentos de todo o país.

 

 

Foto em destaque: Divulgação/AMN