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ter, 09 de jun 2026

Porque todo morador da tríplice fronteira deveria conhecer a Unila

No último sábado (13) tive a oportunidade de assistir a uma conferência TEDx organizada por alunos da Unila – Universidade Federal da Integração Latino-Americana – que aconteceu no Parque Tecnológico Itaipu – PTI. O TEDxUnila teve como tema “Emergindo das Fronteiras” e levou ao palco do CineTeatro dos Barrageiros 18 palestrantes.

Palco TEDxUnila CineTeatro dos Barrageiros Foto: Rafael Guimarães

TED é uma organização sem fins lucrativos dedicada ao lema “ideias que merecem ser compartilhadas”. Começou há 26 anos como uma conferência na Califórnia, e, desde então, o TED tem crescido para apoiar ideias que mudam o mundo através de múltiplas iniciativas.

Em uma conferência TED, pensadores e realizadores de todo o mundo são convidados a dar a melhor palestra de suas vidas em 18 minutos ou menos.

Já o TEDx, é uma iniciativa que surgiu a partir do TED, e que concede licenças livres para que as pessoas ao redor do mundo que desejam organizar eventos no formato TED, o façam em suas comunidades. Mais de 5.000 eventos TEDx já foram realizados, e as palestras selecionadas a partir desses eventos são transformadas em vídeos de TED Talks que ficam disponibilizados no site do TED e também no Canal do TED no Youtube para que pessoas do mundo todo possam acessar.

 

Carlos Gruber e alunos da Unila que organizaram o TEDxUnila Foto: kaká Souza

Esta não foi a primeira edição do TEDx aqui na terra das Cataratas, em 2013 tivemos nossa primeira edição, a TEDxAvCataratas com o tema “Conversas Transformadoras” que contou com 7 palestrantes.

Em nove anos de existência da Unila em Foz do Iguaçu, esta foi a primeira vez que me aproximei dela, foi a primeira vez em que ví com meus próprios olhos o que é a Unila ou quem são os “Unileiros”, e lá pela metade do TEDxUnila, eu já estava me sentindo envergonhado por lembrar quantas vezes utilizei a expressão “Unileiros” de forma pejorativa, depreciativa.

Claro, a relação entre estudantes da Unila e grande parte da sociedade iguaçuense, nunca foi das melhores. Talvez, por culpa da própria cidade, que não se preparou para receber alunos provenientes de vários países, que chegaram a Foz, cada um com sua própria bagagem cultural, e talvez, nesse ponto, a própria universidade tenha falhado quando não promoveu, logo no início, a interação entre moradores e estudantes.

Como respeitar aquilo que não se conhece? Os estudantes estrangeiros não conheciam bem a cidade para onde estavam vindo, e assim que chegaram, sentiram na pele o peso da discriminação, provavelmente porque esperavam encontrar aqui uma cidade cosmopolita, a capital da tríplice fronteira, a meca da cultura latino-americana que iria abraçá-los. Mas na verdade, encontraram uma cidade extremamente careta, que agarrada a seus valores morais não aceitou bem as modernidades trazidas na bagagem dos estudantes e nem fez questão de inseri-los nesta realidade.

Avulsos à sociedade que não os acolheu, foram obrigados a viver em pequenos bandos, geralmente formados por seus iguais. A distância entre alunos e sociedade iguaçuense ficou ainda maior quando os primeiros casos de depredação de patrimônio surgiram. Primeiramente, nos próprios dormitórios, onde motivados pela solidão que uma cidade, na época com mais de 250 mil habitantes, os fez sentir, começaram a fazer uso de bebidas alcoólicas em grande quantidade. Depois, nas ruas da cidade, quando, movidos pela polarização que atingiu todo o Brasil, tomaram partido das discussões políticas e promoveram protestos e pichações na cidade.

Os cidadão iguaçuenses – e eu me incluo nisso – por sua vez, também não os conheciam, e levados por inúmeras matérias sensacionalistas, trataram logo de, por conta de casos isolados, nivelar toda uma instituição e quem fazia parte dela, pelo nível mais baixo.

Nesse ponto, eu preciso fazer um “mea-culpa”, pois confesso que ajudei muito a difundir a cultura do ódio contra os “unileiros”, fiz inúmeras críticas em meu blog pessoal e em minhas redes sociais. A palavra “unileiro” virou sinônimo de insubordinação, uso de entorpecentes e vadiagem.

Perdoem-me, amigos da Unila, eu não sabia o que estava fazendo, aliás, acredito que até hoje, muita gente não saiba.

É fato que as atitudes de alunos da Unila por mim criticadas foram e continuam sendo erradas. Não estou escrevendo este texto para assoprar depois de dar o tapa. O que eu não poderia ter feito, mas fiz, foi generalizar e colocar todos os estudantes da Unila no mesmo balaio.

Durante as poucas horas em que participei do TEDxUnila, descobri que a Unila é muito mais que alunos insubordinados e usuários de entorpecente. Descobri que a Unila abriga milhares de jovens incríveis, que optaram por deixar suas famílias para vir para cá, desenvolver centenas de projetos de sustentabilidade, integração fronteiriça, saúde e desenvolvimento social, que visam a melhoria de toda a sociedade.

O que eu descobri e o que todos os iguaçuenses deveriam saber:

Os eventos científicos organizados pela Unila atraem milhares de pessoas e pesquisadores anualmente para Foz do Iguaçu movimentando todo o setor turístico. Dos 14 mestrados ofertados por universidades na região, 11 são ofertados pela Unila. Dos 400 docentes que atuam na Unila, 80% são doutores. O tão sonhado curso de medicina em Foz do Iguaçu, só virou realidade graças a Unila. A Unila abriga hoje quase 6 mil estudantes, 70% destes são brasileiros. No curso de medicina são quase 400 estudantes, destes, 20 são de Foz do Iguaçu e 100 são do Paraná. Os resultados de pesquisas desenvolvidas na Unila para o combate do Mal de Parkinson, usando um tratamento à base de canabidiol, substância extraída da Cannabis, estão alcançando os melhores resultados da história da luta contra a doença e já são referência para vários países do mundo. Os projetos de extensão da Unila abrangem toda a sociedade, levando saúde, cultura e conhecimento para todos os bairros, não apenas nos mais pobres, mas em todos.

Alunos de medicina da Unila durante mutirão da saúde no TTU Foto: Divulgação Unila

Eu estou em dívida com a Unila, a cidade está em dívida com a Unila, mas ainda há uma chance para reverter isso. Conheça a Unila, abrace a Unila. A Unila é de Foz do Iguaçu, a Unila é Foz do Iguaçu. Se eu pudesse fazer um único pedido a você que leu este texto até o final, eu pediria; conheça a Unila! Esqueça aquela sua velha opinião formada e dê espaço em sua mente para a o que realmente a Unila representa para a região da tríplice fronteira.

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A New Zone Importados anunciou oficialmente a nova edição da sua tradicional Festa Junina, uma das celebrações mais aguardadas na região de Ciudad del Este. O lançamento oficial aconteceu durante uma coletiva de imprensa que reuniu autoridades, representantes do turismo e a imprensa local.

O evento será realizado no dia 20 de junho, a partir das 19h, no estacionamento do Shopping del Este. A entrada é totalmente gratuita e a programação foi desenhada para atender todas as famílias da Tríplice Fronteira.

Representantes da Polícia Turística, da Secretaria Nacional de Turismo (SENATUR), e integrantes do Corpo de Bombeiros Voluntários de Ciudad del Este estiverem presentes no lançamento do evento.

 

Além de promover a cultura popular, a festa terá um importante caráter beneficente. Parte das atividades e da arrecadação será destinada ao apoio do Corpo de Bombeiros Voluntários de Ciudad del Este. O público poderá aproveitar apresentações folclóricas, música ao vivo, brincadeiras tradicionais e uma grande variedade de comidas típicas.

Patrimônio Cultural e integração turística

Esta edição traz uma novidade histórica. A Junta Municipal de Ciudad del Este declarou a Festa Junina da New Zone como Patrimônio Cultural Municipal. O título reconhece o impacto do evento na preservação das tradições e no fortalecimento do turismo na fronteira.

 

Segundo o CEO da New Zone Importados, Julio Vera, o objetivo principal é valorizar a cultura paraguaia e integrar moradores e turistas do Brasil, Paraguai e Argentina. A proximidade com Foz do Iguaçu e com as cidades do oeste do Paraná deve atrair um grande público de brasileiros interessados em vivenciar a festa.

O evento conta com o apoio de órgãos importantes, como a Polícia Turística e a Secretaria Nacional de Turismo (SENATUR). A expectativa dos organizadores é reunir milhares de visitantes em uma noite que une diversão, cultura e solidariedade.

 

 

Fotos: Divulgação/Assessoria New Zone

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) abriu o período de visitação para os bens que serão leiloados no campus de Foz do Iguaçu. Os interessados podem avaliar os lotes a partir desta segunda-feira, dia 8, até quarta-feira, dia 10 de junho. Os horários de atendimento são das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h.

A visitação segue mantida inclusive na quarta-feira, feriado municipal em Foz do Iguaçu. O leilão oficial está marcado para acontecer no dia 11 de junho, quinta-feira.

No campus de Foz do Iguaçu, os destaques da venda pública são um micro-ônibus, uma caminhonete e três veículos de passeio:

  • Polo Sedan (ano 2014)
  • Renault Duster (ano 2016)
  • Renault Sandero (ano 2015)

 

Além da frota de transporte, o leilão na fronteira conta com lotes de móveis em geral, aparelhos eletrônicos, equipamentos de informática e maquinários odontológicos. Outros campi da Unioeste também participam do processo com itens próprios.

Como participar e dar lances

O evento será realizado no formato de Licitação Pública Virtual, onde vence quem apresentar o Maior Lance. O processo de compra está aberto para:

  • Pessoas físicas: Maiores de idade ou capazes perante a lei civil, portando CPF regularizado.
  • Pessoas jurídicas: Empresas cadastradas no CNPJ que cumpram os requisitos determinados no regulamento.

 

Para examinar os bens de perto em Foz do Iguaçu, os compradores devem se dirigir ao campus da universidade. O endereço fica na Avenida Tarquínio Joslin dos Santos, nº 1300, no bairro Jardim Universitário.

A lista completa de identificação dos lotes, fotos e o documento regulatório completo podem ser acessados diretamente no portal oficial do leiloeiro (www.lelialenz.com.br/detalhe-edital/224).

Uma única aposta feita pela internet em Brasília (DF) acertou as seis dezenas do concurso 3.015 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado na noite do último sábado, dia 6 de junho, no Espaço da Sorte, em São Paulo. O ganhador vai receber o prêmio exato de R$ 30.424.768,27.

As dezenas sorteadas foram: 09 – 18 – 26 – 31 – 53 – 58.

A quina registrou 68 apostas ganhadoras, e cada uma vai receber R$ 37.037,29. No Paraná, dois apostadores de Curitiba acertaram cinco números.

Sorte em Foz do Iguaçu

A quadra teve 4.932 apostas acertadoras em todo o país, pagando o prêmio individual de R$ 841,73 para os jogos simples. Desse total, 14 apostas foram registradas em Foz do Iguaçu.

O destaque na cidade ficou para os bolões da Itaipu Loterias e da Lotérica Itaipu. Por terem mais números marcados no volante, esses jogos faturaram valores maiores.

Confira os locais de Foz onde saíram os prêmios da quadra:

  • Itaipu Loterias: 5 apostas premiadas (dois jogos simples de R$ 841,73; um bolão de R$ 2.525,00; e dois bolões de R$ 5.050,25)
  • Lotérica Jardim São Paulo: 2 apostas simples de R$ 841,73
  • Canais Eletrônicos (Internet): 2 apostas simples de R$ 841,73
  • Brasil Loterias (Lotérica Santa Maria): 1 aposta simples de R$ 841,73
  • Cataratas Loterias: 1 aposta simples de R$ 841,73
  • Internet Banking Caixa: 1 aposta simples de R$ 841,73
  • Lotérica Itaipu (Megafoz): 1 bolão premiado de R$ 2.525,16
  • Lotérica Três Lagoas: 1 aposta simples de R$ 841,73

 

Próximo sorteio já é nesta terça-feira

Como o prêmio principal foi pago, a Mega-Sena volta ao valor inicial. O próximo concurso será realizado nesta terça-feira, dia 9 de junho, com prêmio estimado em R$ 3,5 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa Econômica Federal em Foz do Iguaçu ou pelos canais digitais das Loterias Caixa.

 

A música volta a ocupar alguns dos espaços mais representativos da convivência e da vida cultural de Foz do Iguaçu. Este ano, o Mercado Público Barrageiro, a Feirinha da JK e o Teatro Barracão recebem novamente a programação oficial do Make Music Day 2026.

No dia 21 de junho, os três locais integram uma grande mobilização internacional. O evento reúne cidades em mais de 120 países em torno da maior celebração musical do planeta. Em Foz do Iguaçu, a iniciativa reafirma a importância de ocupar espaços públicos e comunitários com arte e cultura.

Ao longo de todo o dia, apresentações gratuitas vão movimentar esses ambientes conhecidos pela circulação de moradores e turistas. A ação valoriza os artistas locais e conecta a fronteira com um movimento que acontece simultaneamente em diferentes partes do mundo.

Programe-se para o Make Music Day 2026

O evento acontece no dia 21 de junho nos seguintes pontos da cidade:

  • Mercado Público Barrageiro
  • Feirinha da JK
  • Teatro Barracão

 

Todas as atividades são abertas ao público e celebram a diversidade sonora da nossa região.

O que é o Make Music Day?

O Make Music Day (Dia de Fazer Música) é uma celebração global e gratuita que acontece anualmente no dia 21 de junho. O evento é totalmente aberto ao público e convida desde músicos amadores até profissionais para se apresentarem em espaços públicos.

Origem e Presença Global

Criado em Paris, na França, em 1982, sob o nome Fête de la Musique, o movimento tornou-se um fenômeno internacional. Atualmente, o evento está presente em mais de 120 países e cerca de 2.000 cidades ao redor do planeta. O propósito central é democratizar o acesso à cultura e mostrar como a música conecta pessoas.

Como funciona o evento?

O formato do festival é descentralizado e colaborativo. As apresentações acontecem de forma simultânea em ruas, praças, escolas, parques e comércios locais. O evento se divide em três frentes de participação:

  • Músicos: Cadastram-se para tocar gratuitamente em locais públicos.
  • Instituições: Abrem espaço para festivais de corais, oficinas e rodas de canto.
  • Cidades: Integram o município ao calendário oficial do evento.

 

Movimento no Brasil e em Foz do Iguaçu

Edição de 2024 incluiu apresentações em pontos icônicos, incluindo o Mirante Centrak da Itaipu. Foto: Alessandra Bussador/Divulgação ITAI.

No Brasil, o festival é organizado pela Associação Nacional da Indústria da Música e do Áudio (ANAFIMA) e já se expandiu para centenas de municípios.

Em Foz do Iguaçu, o Make Music Day se consolidou como uma forte tradição cultural. A cidade costuma ter uma programação intensa, confirmando dezenas de palcos espalhados por pontos icônicos do município, além de atividades integradas nas escolas da rede municipal.

Para conferir todos os detalhes da programação oficial, descobrir locais de apresentação ou se cadastrar como músico, acesse o portal oficial (makemusic.org.br) ou confira o perfil @make.musicbrasil no Instagram.

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