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qui, 07 de maio 2026

Foz não é só uma cidadezinha do interior, é uma cidade global

O que esperamos para o futuro de Foz do Iguaçu e que já está acontecendo, é que a mentalidade está mudando, a cidade não é mais tão tradicional, está globalizada. Ela é a primeira cidade globalizada da América do Sul, por ser a maior fronteira do Brasil e por ter dois grandes países ao lado, Argentina e Paraguai. Mas, mais ainda, é um epicentro do mercado entre Córdoba, na Argentina, e o Rio de Janeiro.

Além disso, a cidade tem a maior produção mundial de energia, o que foi vital para o século passado e mais ainda para o século que estamos entrando agora. Aqui, temos energia tradicional (hidrelétrica) e temos a possibilidade de expansão de energia solar.

Em segundo lugar, Foz do Iguaçu conta com um Parque Nacional de caráter único no mundo, porque ele é binacional, ou seja, este patrimônio da humanidade declarado pela Unesco, deve projetar um futuro, muito mais forte para a cidade, no sentido de pesquisa, no sentido de desenvolvimento, de realização de workshops, seminários, congressos e isso fatalmente vai acontecer, este é o futuro da cidade.

E o terceiro, eu penso que seria aquilo que já está acontecendo, o desenvolvimento do conhecimento. Através das universidades que estão chegando, como a Universidade Federal da Integração Latino-Americana, que não é uma Universidade tradicional do Brasil, mas uma Universidade Federal Aberta, trazendo gente de toda a América Latina e integrando conhecimento e cultura de tantas partes. Nós estamos nos primórdios da Unila, ela é um projeto para 10 mil alunos e estamos com cerca de 3 mil em sete anos de funcionamento. Ela tem um corpo docente extremamente qualificado, com cursos de excelência e, isso dito não por mim, mas pelo MEC. Os cursos da Universidade tem um alto nível, com notas 4 a 5 pontos, que é o máximo. Isso projeta a cidade para ser um grande centro divulgador e executor de conhecimento, mas não é um conhecimento tradicional, é conhecimento de futuro. Veja os cursos que a Unila tem, não é um curso de barragens, é de grandes barragens, não é um curso de economia, é de economia latino-americana, todos os cursos voltados para fora do Brasil, o que reforça a ideia de integração.

E tudo isso está acontecendo em Foz do Iguaçu. Por quê? Porque nós somos uma cidade cada vez mais integrada ao Paraguai (Cidade do Leste) e Argentina (Puerto Iguazu). As três estão cada vez mais próximas, e esta aproximação se dará no conhecimento científico e no desenvolvimento tecnológico. Bobagem pensar em constituir na cidade um polo industrial, isso é passado. Nós temos que constituir o que já existe, como um polo de conhecimento tecnológico. O Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), tem este polo. É esta a ideia de futuro! É você projetar novas tecnologias, dentro daquilo que é inovação, como na área de informática.

Outra área essencial para a nossa sobrevivência é a água. E o PTI também tem um setor designado para estudos de questão de água, que aqui envolve o Lago de Itaipu, Rio Iguaçu, Rio Paraná e o Aquífero Guarani. Isso tudo mostra a dimensão, a pujança, o crescimento da cidade nesta área.

Bom, evidentemente que o setor turístico cresce e vai continuar crescendo. Mas, ele vai crescer nesta perspectiva, com turistas o ano todo, com congressos, encontros, com grandes e monumentais shows internacionais, como começa a ser ensaiado por aqui. Hoje, Foz do Iguaçu já está atraindo de Curitiba, de São Paulo, de Porto Alegre, grandes grupos de cultura, de shows musicais, etc. Por quê? Porque projeta-se isso exatamente isso para o futuro.

A cidade não é só uma cidadezinha do interior, pelo contrário, é uma cidade global. Obviamente vem gente de fora e vai vir cada vez mais gente de fora. E nós, nas nossas escolas e universidades, teremos que trabalhar muito para tirar este pensamento da população, principalmente através da imprensa. Nós já temos profissionais formados, nós já temos grandes grupos organizados, mas é preciso que a mentalidade seja outra. Claro que isso vai mexer também na parte social da cidade. É preciso que as desigualdades sejam reduzidas ao máximo. Assim, a cidade irá mudar completamente seu perfil, será outra cidade, como já está acontecendo. Eu acredito que esta é a segunda grande mudança que Foz está passando. A primeira, foi quando começou a construção da a Itaipu, na década de 70. Hoje, a Unila, a nova mentalidade que a cidade está vivendo, os novos investimentos que estão sendo feitos é uma nova cidade que está surgindo. É um novo impacto. E é muito mais forte, que o primeiro, porque Irá transformar a vida de todo mundo.

* José Afonso Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

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Uma parceria de peso promete elevar o nível da produção científica em Foz do Iguaçu. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) aprovou a abertura de uma turma temporária de doutorado na Unioeste Foz, em cooperação com a Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).

O curso faz parte do Programa de Doutorado Interinstitucional (Dinter) e é voltado para a área de Enfermagem em Saúde Pública. Na prática, os alunos terão aulas no campus da Unioeste, em Foz, mas a titulação final será emitida pela USP, uma das instituições de ensino mais prestigiadas do mundo.

Impacto na saúde local e acadêmica

A chegada do doutorado é vista como um marco para o fortalecimento do novo Centro de Ciências da Saúde da Unioeste Foz. Para o reitor da instituição, Alexandre de Almeida Webber, a iniciativa permite que professores e servidores da casa alcancem o título de doutor, consolidando o programa de Saúde Pública local.

Thais de Oliveira Gozzo, coordenadora do Dinter pela USP, destaca que a formação de doutores na região impacta diretamente a sociedade. “Aumentamos a produção científica focada nas particularidades locais, o que retorna por meio da melhoria direta na assistência à saúde”, afirma.

Segunda edição da parceria

Esta não é a primeira vez que as duas universidades unem forças. Entre 2014 e 2020, uma parceria semelhante formou 30 doutores na área de Enfermagem. O sucesso daquela experiência fundamentou a aprovação do novo projeto, que visa criar redes de colaboração permanentes entre pesquisadores da USP e da Unioeste.

Inscrições e início das aulas

Os interessados devem ficar atentos ao calendário acadêmico. O edital específico com as regras de seleção será lançado na próxima semana. A previsão é que as aulas comecem já no próximo semestre.

 

 

Foto em destaque: Divulgação/Arquivo Unioeste

Estão abertas as inscrições para a XV Feira de Inovação das Ciências e Engenharias, a FIciências 2026. Reconhecida como um dos maiores eventos de incentivo à ciência na educação básica da América Latina, a feira convida estudantes e professores a submeterem seus projetos de forma gratuita até o dia 30 de maio, através do site oficial ficiencias.org.

O evento é uma iniciativa do Itaipu Parquetec, com apoio da Itaipu Binacional e de sete instituições de ensino superior da região. O objetivo é transformar a ciência em uma ferramenta de integração, aproximando jovens pesquisadores da Argentina, Brasil e Paraguai para solucionar desafios globais de forma colaborativa.

Premiações e reconhecimento

A FIciências 2026 oferece incentivos financeiros expressivos para os talentos científicos que se destacarem na etapa presencial:

  • 1º lugar geral: R$ 8.000,00 + troféu e medalhas.
  • 2º lugar geral: R$ 5.000,00 + troféu e medalhas.
  • 3º lugar geral: R$ 3.000,00 + troféu e medalhas.
  • Categorias técnicas: R$ 1.000,00 para os primeiros colocados de cada área.

 

Além dos alunos, os orientadores também são valorizados. O programa Professor Embaixador concede bolsas de R$ 1.625,00 para os educadores que mais aprovarem projetos para a fase presencial, reconhecendo o papel fundamental do mentor no desenvolvimento da cultura científica nas escolas.

Modalidades para todas as idades

A feira é estruturada em diferentes níveis para abranger todo o ciclo escolar:

  • FIciências Kids: Projetos lúdicos para educação infantil e fundamental I.
  • FIciências Júnior: Focada no método científico para o fundamental II.
  • FIciências Jovem: Vitrine para o ensino médio e técnico com foco em inovação.
  • Hackateens: Maratona de programação e resolução de problemas em curto prazo.

Evento Presencial

A fase final da FIciências 2026 acontecerá entre os dias 25 e 28 de novembro, dentro da programação do Festival Iguassu Inova, em Foz do Iguaçu. Os projetos selecionados passarão por uma avaliação rigorosa de especialistas de universidades renomadas, como Unioeste, Unila e UTFPR, reforçando o rigor técnico e a credibilidade internacional do evento.

 

 

Fotos: Divulgação Itaipu Parquetec

O prêmio principal da Mega-Sena acumulou novamente. Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.004, realizado na noite desta terça-feira (5). Com isso, a estimativa para o próximo sorteio saltou para R$ 36 milhões.

Os números sorteados foram: 01 – 05 – 07 – 22 – 50 – 59.

Ganhadores em Foz do Iguaçu

Embora ninguém tenha levado o prêmio máximo, a sorte passou por Foz do Iguaçu. O município registrou 10 apostas ganhadoras na quadra. Cada uma delas receberá o prêmio de R$ 758,29.

As apostas premiadas na cidade foram registradas nos seguintes locais:

  • Cataratas Loterias: 2 apostas simples.
  • Itaipu Loterias: 2 apostas simples.
  • Lotefoz: 3 apostas simples.
  • Loteria Iguaçu: 1 aposta simples.
  • Canais Eletrônicos: 2 apostas simples.

 

No cenário nacional, 32 apostas acertaram a quina e faturaram R$ 39.390,35 cada. Já a quadra teve um total de 2.740 ganhadores em todo o país.

Como apostar no próximo sorteio

O próximo sorteio acontece nesta quinta-feira (7). Os interessados podem registrar seus jogos até as 20h (horário de Brasília) em qualquer casa lotérica, pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo oficial.

A aposta simples, com a marcação de seis dezenas, custa R$ 6. Vale lembrar que as chances de ganhar o prêmio milionário com um jogo simples são de uma em mais de 50 milhões.

O lançamento do Novo Desenrola Brasil trouxe uma oportunidade decisiva para quem busca recuperar a saúde financeira. O programa, que tem duração limitada de 90 dias, não é apenas uma rodada de descontos, mas uma estratégia estruturada para retirar milhões de brasileiros da inadimplência. Com abatimentos que chegam a 90%, o foco está em dívidas contraídas recentemente, incluindo cartões de crédito, cheque especial e débitos estudantis.

Para que você não perca o prazo e entenda exatamente como se beneficiar, preparamos um detalhamento das regras e dos passos para participação.

 

Quem pode participar e quais são as regras?

O programa foi dividido em quatro frentes específicas, garantindo que o atendimento seja personalizado conforme a origem da dívida:

1. Desenrola Famílias

Esta é a maior frente do programa. É voltada para pessoas físicas com renda de até 5 salários mínimos (R$ 8.105).

  • Dívidas aceitas: Débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (não consignado) contratados até 31 de janeiro de 2026.
  • Condições: Descontos entre 30% e 90%. O saldo restante pode ser parcelado em até 48 meses, com juros máximos de 1,99% ao mês.
  • Novidade no FGTS: Pela primeira vez, o segurado poderá usar até 20% do saldo do FGTS (ou o valor fixo de R$ 1.000, o que for maior) para abater o valor da dívida após a renegociação.

2. Desenrola Fies

Focado em estudantes e profissionais que não conseguiram honrar as parcelas do financiamento estudantil.

  • Atrasos de 90 a 360 dias: Desconto de 100% em juros e multas. Se pagar à vista, ganha mais 12% de desconto no valor principal. Pode parcelar em até 150 vezes.
  • Atrasos acima de 360 dias: Descontos de 77% para quem não está no CadÚnico e até 99% para quem está inscrito no CadÚnico.

3. Desenrola Empresas (Micro e Pequenas)

O objetivo é trocar dívidas caras por crédito barato.

  • Microempresas (faturamento até R$ 360 mil/ano): Carência de 24 meses para começar a pagar e prazo total de 96 meses.
  • Pequenas Empresas (faturamento até R$ 4,8 milhões/ano): Limite de crédito ampliado para R$ 500 mil, com foco especial em negócios liderados por mulheres.

 

Como participar do programa?

O processo é majoritariamente digital para garantir agilidade. Confira o passo a passo:

  1. Para participar do Novo Desenrola, você deve procurar diretamente os canais oficiais dos bancos e instituições financeiras onde possui dívidas pendentes. Diferente da primeira edição, não há uma plataforma única centralizada para todas as negociações; o atendimento é descentralizado diretamente nos credores. 
  2. Identifique o credor: Verifique em quais bancos ou instituições você possui dívidas atrasadas. 
  3. Acesse os canais oficiais: Entre em contato via aplicativo, site ou agências físicas do seu banco. O Banco do Brasil e o Itaú já possuem seções dedicadas ao programa.
  4. Avalie a proposta: Confira as condições oferecidas, que podem incluir descontos de até 90% e juros reduzidos. 
  5. Uso do FGTS: Caso opte por usar o FGTS, o sistema fará a integração com a Caixa Econômica Federal para validar o saldo disponível.
  6. Feche o acordo: Após aceitar as condições, siga as instruções do banco para formalizar a renegociação. Após o pagamento da primeira parcela ou da cota única, a instituição financeira tem o prazo de poucos dias úteis para retirar o seu nome dos órgãos de proteção ao crédito (Serasa/SPC).

 

Fique atento às contrapartidas

O Novo Desenrola introduz regras de comportamento financeiro. Quem aderir ao programa de renegociação terá o CPF bloqueado para realizar apostas online (bets) por 12 meses. A medida visa garantir que o fôlego financeiro recuperado seja utilizado para a manutenção da família e não retorne ao ciclo de endividamento por jogos.

Além disso, para dívidas de até R$ 100, o governo determinou que a quitação nos moldes do programa garante a baixa imediata da restrição, facilitando a vida de quem tem “nome sujo” por valores pequenos.

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